Ministro do STF destaca importância de perguntas durante processos
Ministro Flávio Dino defende atuação ativa de juízes, destacando que perguntas não violam sistema acusatório.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em seu voto no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados que a atuação ativa do juiz, inclusive com a formulação de perguntas, não viola o sistema acusatório previsto no ordenamento jurídico brasileiro. Durante sua manifestação, Dino fez referência à fala do relator Alexandre de Moraes, que ironizou a tese de que o magistrado deveria se portar como uma “samambaia jurídica”. Para Dino, o juiz não deve se limitar a observar passivamente o processo.
Importância de perguntas no processo judicial
“Então, não é porque o juiz faz pergunta que o sistema acusatório está sendo violado”, destacou o ministro. Ele observou que modelos jurídicos em outros países, como a Alemanha, também adotam sistemas acusatórios nos quais o juiz participa da produção probatória. Nesse sentido, rejeitou a ideia de que apenas um modelo adversarial, em que as partes conduzem todo o processo, seria adequado.
O papel do juiz na justiça brasileira
Dino acrescentou que a postura de um magistrado interessado contribui para o melhor esclarecimento dos autos. “O juiz que faz pergunta é o juiz que está interessado no caso, interessado no sentido de compreender as várias nuances, as várias faces, os argumentos”, disse. Para ele, a legislação brasileira impõe deveres ao magistrado e não admite um processo que dependa exclusivamente da vontade das partes.
Conclusão sobre o sistema processual
“Não há processo estatal que seja submetido exclusivamente à vontade privada das partes, repito, nem no processo civil”, concluiu.










