EUA temem que Brasil amplie vendas para o mercado asiático
A Ásia se tornou prioridade para o setor de carne bovina brasileira, com destaque para os miúdos. EUA temem perder espaço no mercado.
Com o crescimento populacional e a elevação da renda, a Ásia se consolidou como prioridade do setor de carne bovina brasileiro. O mercado asiático é visto como “a menina dos olhos” dos exportadores nacionais, que buscam expandir as vendas de miúdos, produtos de alto valor agregado com forte aceitação cultural na região. Os preços no Japão, que pagam entre US$ 10 e US$ 12 pelo quilo, contrastam com os US$ 2 pagos pelo Brasil.
A diferença de preços e o potencial de valorização
Essa discrepância de preços evidencia a oportunidade de agregar valor aos produtos brasileiros. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, comenta que a estratégia da indústria bovina é aproveitar esses hábitos locais. Ele menciona que os americanos temem que o Brasil amplie seu acesso ao mercado asiático, uma vez que os EUA não conseguem competir em escala.
Diplomacia e expansão de mercados
Uma das iniciativas para aumentar a presença no Japão envolve aproveitar a diplomacia nas agendas entre os dois países, especialmente com a COP30 se aproximando. O presidente Lula da Silva recentemente visitou o Japão, resultando em tratados de cooperação e inspeções de frigoríficos brasileiros. O Japão é rigoroso em padrões sanitários, mas as negociações estão avançando.
Avanços nas exportações para a Indonésia
Além do Japão, a Indonésia também está abrindo suas portas para a carne brasileira, com a habilitação de 17 novas plantas, aumentando o total para 38. O governo indonésio também autorizou a entrada de carne com osso e miúdos, ampliando as oportunidades para o Brasil. As exportações para a Indonésia em 2025 já mostram um crescimento expressivo, e a China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras.
Expectativas de crescimento
O balanço da Abiec mostra que as expectativas para as exportações em geral são positivas, com um crescimento de 12% no volume e 14% no faturamento. O resultado parcial do ano já superou essas previsões, indicando um cenário otimista para o futuro das exportações de carne bovina brasileira.










