O Centro Regional de Saúde (CRS) Tiradentes, em Campo Grande, enfrenta uma grave crise de abastecimento de água há pelo menos dois dias, expondo pacientes e funcionários a condições insalubres. A denúncia partiu de Joice Branco, 39 anos, motorista de aplicativo que acompanha o pai idoso, internado com infecção pulmonar e à espera de transferência para um hospital. A situação precária agrava o quadro já delicado dos enfermos.
Segundo Joice, a falta d’água impede a higiene básica, como lavar as mãos e utilizar os banheiros adequadamente. “O cheiro, desde o corredor, está um fedor só”, relata, evidenciando o impacto da falta de saneamento no ambiente hospitalar. A paciente internada não consegue tomar banho desde quinta-feira.
Apenas um bebedouro na recepção oferece água potável, enquanto um caminhão-pipa chegou a ser acionado, mas o volume foi insuficiente para suprir a demanda. A situação exige medidas urgentes para garantir o bem-estar dos pacientes e a segurança sanitária do local. “Se retirar o remédio já estava o caos e nem a coisa mais básica, que é a água, tem, o que faremos?”, questiona Joice.
Em meio ao cenário crítico, funcionárias da limpeza se desdobram para amenizar os efeitos da falta d’água. Elas improvisam descargas nos vasos sanitários utilizando baldes, em uma tentativa de manter a higiene do CRS. O esforço demonstra a dedicação dos servidores, mas não resolve o problema estrutural.
A reportagem do Campo Grande News buscou esclarecimentos junto à Prefeitura de Campo Grande e à concessionária Águas Guariroba. A reclamação foi encaminhada à Secretaria Municipal de Saúde, mas até o momento não houve resposta. A concessionária também não se manifestou. O espaço permanece aberto para pronunciamento das autoridades.










