Moradores do Jardim Noroeste, em Campo Grande, foram surpreendidos na manhã deste domingo (7) pela fumaça densa e escura proveniente de um incêndio em vegetação. O fogo, que teve início em uma área de mata na Avenida Flores da Cunha, nas proximidades da Comunidade Aguadinha, gerou grande preocupação e desconforto na região. A ocorrência chegou ao conhecimento da redação através do canal Direto das Ruas.
De acordo com o vigilante João Francisco, 35 anos, o incêndio começou por volta das 11h e a rápida ação do Corpo de Bombeiros, que chegou ao local às 11h40 com uma viatura, foi crucial para conter as chamas. Em cerca de 20 minutos, os bombeiros conseguiram controlar a situação, por volta do meio-dia, evitando que o fogo se alastrasse para áreas residenciais.
Apesar do rápido controle do incêndio, a fumaça densa e tóxica invadiu diversas residências, causando transtornos aos moradores. “Era muita fumaça preta por causa de pneus que estavam jogados no mato”, relatou João Francisco, que teve sua casa invadida pela fumaça. “Quando a fumaça entrou em casa, saí para ver o que estava acontecendo e o vizinho já estava no telefone fazendo contato com o Corpo de Bombeiros”, completou, evidenciando a preocupação da comunidade.
João Francisco ressaltou que incêndios em áreas de mata são recorrentes na região, principalmente durante períodos de seca. Ele cobrou das autoridades maior fiscalização e punições mais severas para os responsáveis por provocar queimadas. “Deveria haver penas mais pesadas”, enfatizou, demonstrando a indignação dos moradores com a impunidade.
A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para obter informações sobre as causas do incêndio, mas não obteve resposta até o momento da publicação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos. Vale lembrar que atear fogo em terrenos baldios, florestas ou áreas de mata é crime ambiental, sujeito a multa de até R$ 9,6 mil. Denúncias podem ser feitas à Guarda Civil Metropolitana (153), à Decat ((67) 3325-2567) ou à Semadur (156).










