Enquanto a seleção brasileira, já classificada para a Copa do Mundo de 2026, planeja utilizar a última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para realizar testes, a Bolívia encara o confronto contra o Brasil como uma decisão crucial. O objetivo é buscar uma improvável vaga na repescagem intercontinental, conforme declaração do meia Ervin Vaca: “É um jogo de vida ou morte”.
A tarefa da seleção boliviana, no entanto, é complexa. Após a derrota por 3 a 0 para a Colômbia, a equipe enfrenta desafios logísticos para treinar em seu próprio território. Além disso, a equipe precisa vencer e torcer por um tropeço da Venezuela. Mas, a altitude de El Alto, com seus 4.090 metros acima do nível do mar, surge como um trunfo.
“Sabemos da qualidade do Brasil, é um adversário de muito prestígio, mas vamos jogar em casa, com a nossa torcida. Temos a altitude, e isso não é segredo”, afirmou o lateral Roberto Carlos Fernández, em coletiva. O time deposita suas esperanças na adaptação ao ar rarefeito do Estádio Municipal Villa Ingenio, onde receberá a seleção brasileira.
A preparação para o confronto tem sido marcada por percalços. Atrasos em voos após a partida contra a Colômbia forçaram o cancelamento de um treino importante em La Paz. A Federação Boliviana de Futebol precisou de autorização especial para contornar restrições de circulação no Dia do Pedestre, garantindo a realização de um treino essencial.
Com todos os jogadores à disposição, sem desfalques por lesão ou suspensão, o técnico Óscar Villegas comandará um último treino em El Alto. A Bolívia, atualmente em oitavo lugar nas Eliminatórias com 17 pontos, precisa da vitória para manter viva a chama da esperança. O Brasil, vice-líder com 28 pontos, será o obstáculo final nessa jornada.
Fonte: http://www.oliberal.com










