Os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo enfrentam um declínio preocupante. Dados da Sabesp revelam que o volume total armazenado nos sistemas de mananciais caiu para 36,2% entre os dias 3 e 4 de setembro, um recuo de 0,3 ponto percentual. A marca acende um alerta, representando o menor nível para o período desde a severa crise hídrica de 2015, quando os reservatórios operavam com apenas 8,5% da capacidade total.
A diminuição foi generalizada, afetando todos os principais sistemas. O Cantareira, crucial para o abastecimento da região, registrou uma queda de 33,9% para 33,7%. Da mesma forma, o Alto Tietê também viu seu nível recuar de 28,9% para 28,8%. Os sistemas Guarapiranga, Cotia e Rio Grande também apresentaram reduções, enquanto o Rio Claro se manteve estável e o São Lourenço sofreu um leve declínio.
Diante do cenário de baixa pluviometria, a Sabesp já adotou medidas para mitigar os impactos. A empresa anunciou a redução da pressão na distribuição de água durante a madrugada, por um período de oito horas, em toda a região metropolitana. Essa estratégia visa diminuir o consumo e preservar os recursos hídricos disponíveis.
Além disso, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) tomaram medidas adicionais. As agências reduziram o volume de água autorizado para retirada do Sistema Cantareira de 31 m³/s para 27 m³/s. Esta ação visa garantir a sustentabilidade do sistema a longo prazo. “É fundamental o uso consciente da água por parte de toda a população para enfrentarmos este período de estiagem”, ressaltou um porta-voz da Sabesp.
Fonte: http://odia.ig.com.br










