A Polícia Federal deflagrou uma operação em Roraima, cumprindo 14 mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeito de fraudar uma licitação de mais de R$ 4 milhões. O esquema envolvia o fornecimento de materiais de higiene, limpeza e conservação para escolas indígenas, sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed). Entre os alvos da operação estão o secretário Mikael Cury-Rad, o ex-deputado Masamy Eda e diversos empresários.
A investigação, que já dura um ano, apura o possível direcionamento da licitação para uma empresa que, curiosamente, mudou seu ramo de atuação para o comércio atacadista de produtos de higiene apenas um dia antes do pregão. Essa mudança repentina levantou suspeitas e impulsionou a investigação da Polícia Federal, que agora busca aprofundar as provas e identificar todos os envolvidos.
Um dos alvos da operação foi preso em flagrante por porte ilegal de armas, com nove armas de fogo apreendidas em sua posse. Além disso, a PF apreendeu bens que ultrapassam R$ 2 milhões, incluindo R$ 70 mil em dinheiro, relógios de luxo e carros de alto valor. O delegado Caio Luchini, responsável pelo caso, ressaltou a importância da análise do material apreendido para o prosseguimento das investigações.
“Todo esse material que foi arrecadado pelas nossas equipes vai ser devidamente analisado para que a gente consiga finalizar essas análises, relatar o inquérito policial, decidir pelo indiciamento ou não das pessoas e encaminhar ao Ministério Público, para que seja oferecida a denúncia”, explicou o delegado Luchini. Os crimes investigados, como organização criminosa, fraude licitatória e falsidade ideológica, podem resultar em penas que somam mais de dez anos de prisão.
Embora a operação atual seja distinta de outras investigações recentes envolvendo contratos de merenda escolar, o delegado Luchini confirmou que o mesmo grupo está envolvido em outras licitações sob suspeita. A Polícia Federal continua as diligências e a análise dos materiais apreendidos para identificar a extensão da fraude e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










