Marina Lacerda, agora com 37 anos, rompeu o silêncio e revelou publicamente ter sido vítima de abusos sexuais por Jeffrey Epstein quando tinha apenas 14 anos. Em entrevista à emissora americana ABC News, Lacerda detalhou os horrores que viveu em Nova York, onde foi abusada repetidamente pelo falecido empresário. Anteriormente identificada nos documentos do caso como “Minor Victim-1”, Marina agora busca dar rosto e voz à sua história.
Segundo seu relato, o primeiro contato com Epstein ocorreu em 2002, através de uma amiga. Lacerda descreve que, vinda de um “lar desestruturado” e recém-chegada aos Estados Unidos, se viu na responsabilidade de ajudar a mãe e a irmã ainda na adolescência. A promessa inicial era de massagens em troca de dinheiro, mas a situação rapidamente se deteriorou para abusos sexuais.
“Minha amiga disse para não me preocupar, que ele era muito legal. Nós iríamos para o andar de cima e faríamos uma massagem nele. Depois, ele daria US$ 300 para cada e nós iríamos embora”, relatou Marina, descrevendo como ela e outras jovens eram recrutadas na região do Queens. A realidade, no entanto, era bem diferente: “Ele me forçou a ter relações sexuais com ele”, confessa.
Lacerda relata que os abusos duraram cerca de três anos, até que Epstein a considerou “velha demais” quando ela se aproximava dos 17 anos. A brasileira também descreve um padrão de comportamento de Epstein, que supostamente planejava encontros com diversas garotas ao longo da semana. Em troca dos encontros, o empresário pagava centenas de dólares para cada uma.
Além da entrevista, Marina participou de uma manifestação em frente ao Congresso dos EUA, ao lado de outras mulheres que acusam Epstein de abuso. O objetivo do ato era pressionar pela divulgação completa dos arquivos da investigação contra o empresário, uma medida que Lacerda apoia veementemente. “Absolutamente”, respondeu ela à ABC, quando questionada sobre a importância da transparência no caso.
Jeffrey Epstein, que foi acusado de chefiar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores, foi preso em 2019 e encontrado morto em sua cela pouco tempo depois. Sua morte, considerada suicídio pelas autoridades, não encerrou as investigações, que continuaram contra outros envolvidos, como Ghislaine Maxwell, sua ex-namorada, condenada a 20 anos de prisão em 2022.
Fonte: http://odia.ig.com.br










