A mensagem é uma resposta à guerra tarifária promovida pelos Estados Unidos.

Lula enviou uma carta a Xi Jinping destacando a importância da cooperação bilateral diante das tarifas dos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, enviou uma carta ao líder chinês Xi Jinping, com o auxílio de seu assessor especial Celso Amorim. O documento será entregue ao chanceler Wang Yi, com a expectativa de que chegue nas mãos de Xi ainda nesta quinta-feira. A carta enfatiza a importância da cooperação entre Brasil e China, principalmente no contexto da guerra tarifária imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Importância da cooperação no contexto atual
Lula e Xi têm mantido conversas constantes para explorar alternativas e atrair novos investimentos, especialmente em resposta às tarifas que afetam tanto o Brasil quanto a China. Em uma ligação anterior, Xi expressou a Lula a necessidade de ambos os países darem exemplo de autossuficiência no Sul Global. Além disso, os líderes participarão de uma videoconferência do Brics programada para o dia 8, onde discutirão estratégias para enfrentar as pressões tarifárias.
“A Organização Mundial do Comércio é como se não existisse”, afirmou Amorim, aludindo à atual situação nas relações comerciais globais.
Amorim, que está na China para participar de um desfile militar em comemoração aos 80 anos da vitória chinesa na Guerra da Resistência contra o Japão, reiterou a disposição da China em colaborar com o Brasil. Durante um telefonema recente, Yi destacou que a China está pronta para trabalhar em conjunto, buscando compensar as incertezas externas com a estabilidade da cooperação bilateral.
Preocupações com a presença militar dos EUA
Durante a coletiva, Amorim também abordou a presença militar dos Estados Unidos na costa venezuelana, que inclui navios de guerra e submarinos. Ele considerou essa movimentação preocupante e um obstáculo para o fortalecimento das relações entre a América Latina e os EUA. Para ele, é fundamental que a América do Sul seja reconhecida como um continente com suas próprias opções e não como um simples subproduto das dinâmicas de poder dos Estados Unidos.
O que podemos esperar
A expectativa é que a carta de Lula a Xi contribua para um fortalecimento das relações entre Brasil e China, especialmente em tempos de tensão comercial global. O diálogo e a cooperação entre as duas nações podem resultar em novas parcerias e investimentos que beneficiem ambos os países, em um cenário onde a guerra tarifária se intensifica. Com a próxima reunião do Brics, os líderes terão a oportunidade de discutir não apenas as tarifas, mas também outras questões cruciais que afetam a cooperação global.
Nos próximos dias, será importante observar as reações tanto de Pequim quanto de Washington em relação a essa aproximação entre Brasil e China. A cooperação bilateral pode se tornar um modelo para outros países em desenvolvimento que enfrentam desafios semelhantes na arena internacional.










