Moradores da ocupação Vila Esperança, localizada em Vila Velha, realizaram um protesto na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, na tarde desta terça-feira (02). A manifestação ocorreu em frente ao Palácio Anchieta, sede do governo estadual, com o objetivo de chamar a atenção para a situação das famílias ameaçadas de despejo. O grupo contesta uma decisão judicial recente que determina a desocupação das áreas conhecidas como Vila Esperança e Vale Conquista, em Jabaeté.
De acordo com o repórter fotográfico Thiago Soares, do Folha Vitória, os manifestantes ocuparam uma faixa em cada sentido da avenida, causando lentidão no trânsito. A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Vitória monitoraram a situação, buscando minimizar o impacto no fluxo de veículos e garantir a segurança dos participantes e motoristas. A Guarda Municipal informou que agentes foram mobilizados para orientar os condutores e que a Central de Monitoramento acompanhou o protesto em tempo real.
A questão da ocupação de áreas em Jabaeté se arrasta desde 2017, com cerca de 800 famílias residindo nos terrenos atualmente. Em 2021, a gestão municipal de Vila Velha revogou um decreto anterior que declarava a área como de utilidade pública, passando a reconhecê-la como propriedade privada. Essa mudança de posicionamento abriu caminho para as ações de reintegração de posse movidas pelos proprietários.
A Prefeitura de Vila Velha, em nota, confirmou a decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) que determinou a retomada da reintegração de posse das áreas das comunidades Vila Esperança e Vale Conquista. “Diante da decisão, as pessoas que ocupam a região deverão deixar o local”, informou a prefeitura, acrescentando que um plano foi elaborado para garantir a proteção social das famílias durante a reintegração, com foco na dignidade humana.
O plano da prefeitura, em colaboração com a empresa responsável pela ação de reintegração, prevê medidas como o pagamento de um subsídio financeiro habitacional de R$ 2.222,00 para 135 famílias que atendem aos critérios, além da disponibilização de veículos para o transporte de bens e um local para guarda de móveis por 21 dias. A prefeitura também se comprometeu a montar um espaço de atendimento para as famílias na região, com o apoio de profissionais de diversas secretarias, oferecendo orientação e suporte durante o processo.










