A Câmara Municipal de Campo Grande se prepara para uma sessão crucial nesta terça-feira (2), onde os vereadores votarão os vetos da prefeita Adriane Lopes (PP) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A expectativa é alta, com debates acalorados previstos sobre os pontos de discordância entre o Executivo e o Legislativo. A sessão tem início marcado para as 9h.
As justificativas para os vetos já foram apresentadas aos parlamentares, conforme informou o vereador Otávio Trad (PSD), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento. Contudo, a votação em plenário definirá o destino de emendas importantes. “As razões e fundamentações já foram expostas e publicizadas para os vereadores e para Campo Grande”, declarou Trad, sinalizando que alguns vetos poderão ser votados em bloco, enquanto outros, sem consenso, serão analisados individualmente.
A prefeita Adriane Lopes esteve na Câmara na segunda-feira (1º) para entregar o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Ela também aproveitou a oportunidade para discutir os vetos à LDO e as emendas impositivas com os vereadores, buscando um entendimento antes da votação.
Entre as 36 emendas vetadas, de um total de 241 propostas, destacam-se projetos como a criação de restaurantes populares e a implementação de uma policlínica especializada para a população LGBTQIAPN+. A atualização quinzenal do Portal da Transparência e a obrigatoriedade de um cronograma detalhado para a execução das emendas impositivas também foram alvos de veto.
O Executivo justifica os vetos com base em prazos e exigências consideradas inviáveis diante dos trâmites administrativos e do arcabouço legal vigente. O vereador Fábio Trad ressaltou que “não tem como prever o que vai acontecer”, defendendo que todas as razões já foram devidamente informadas e publicizadas. Além dos vetos à LDO, a sessão também abordará o veto parcial ao Projeto de Lei nº 11.616/25, que visa a erradicação e substituição da planta exótica murta em Campo Grande.










