Trump exige que 7 países enviem navios de guerra para o estreito de Ormuz

O presidente Donald Trump afirmou, neste domingo, que exigiu o envio de embarcações militares de pelo menos sete países para garantir a abertura do Estreito de Ormuz. O canal, vital para o comércio global de energia, enfrenta bloqueios e tensões crescentes em meio ao conflito direto entre os Estados Unidos e o Irã. Apesar da pressão de Washington, os apelos ainda não resultaram em compromissos formais das nações aliadas. Trump defende que países que dependem fortemente do petróleo do Oriente Médio, como a China — que recebe cerca de 90% de seu suprimento pela via —, devem assumir a responsabilidade pela proteção do território. “Estou exigindo que esses países intervenham e protejam seu próprio território, porque é território deles”, declarou o presidente a bordo do Força Aérea Um. Reações internacionais e cautela Enquanto os preços do petróleo disparam, a comunidade internacional demonstra cautela: Reino Unido: O primeiro-ministro Keir Starmer discutiu a importância da reabertura, mas não confirmou envio de tropas. França: O presidente Emmanuel Macron mencionou uma possível missão internacional apenas quando os combates diminuírem. Coreia do Sul e Japão: Ambos indicaram que irão coordenar e analisar a situação de perto com os EUA. Alemanha: O ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, foi enfático ao dizer que o país não pretende ser parte ativa do conflito. Resposta do Irã e crise energética O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permanece aberto para a maioria das nações, exceto para os EUA e seus aliados próximos. Teerã acusa Washington e Israel de terem iniciado as hostilidades em 28 de fevereiro e descarta, no momento, qualquer diálogo para encerrar a guerra. Para conter a volatilidade do mercado, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de quase 412 milhões de barris de reservas de emergência, a maior ação coletiva da história. A expectativa é que o fluxo comece imediatamente nos países asiáticos e no final de março nas Américas e Europa. Fonte: https://saibajanews.com.br

Assembleia debate os impactos geopolíticos no mercado de commodities e o papel estratégico do Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná promove na próxima terça-feira (17) um debate sobre os impactos da geopolítica internacional no mercado de energia e de commodities. O encontro, organizado pela Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis, terá como tema “Impactos geopolíticos no mercado de commodities e o papel estratégico do Paraná” e reunirá parlamentares, empresários, especialistas e representantes do setor produtivo. A coordenadora da Frente, deputada estadual Maria Victoria (PP), explica que a proposta é discutir como os conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio, estão impactando o cenário global de energia e quais oportunidades podem surgir para o Paraná no avanço dos biocombustíveis e das energias renováveis. “Os conflitos internacionais afetam diretamente o mercado global de energia e combustíveis. O Brasil e o Paraná precisam estar preparados para transformar desafios em oportunidades, ampliando investimentos, elaborando ações e construindo novas políticas públicas”, afirma a deputada. Segundo Maria Victoria, o Estado reúne condições estratégicas para liderar a transição energética no país, com uma matriz energética majoritariamente renovável, forte produção agropecuária e potencial para a produção de biocombustíveis, biogás e hidrogênio renovável. “O Paraná tem uma combinação única de fatores: produção agrícola forte, matriz energética limpa e um ambiente institucional favorável à inovação. Isso nos coloca em posição privilegiada para conquistar novos mercados”, destaca. Agenda A Frente Parlamentar busca aproximar o Legislativo do setor produtivo, universidades e centros de pesquisa, estimulando políticas públicas e investimentos em energias renováveis e combustíveis de baixo carbono. Entre as iniciativas debatidas nas reuniões anteriores estão projetos de inovação energética, pesquisas universitárias, investimentos em hidrogênio renovável e a integração entre governo, empresas e academia para desenvolver a nova economia energética no Estado. De acordo com Maria Victoria, a transição energética deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ser um tema de competitividade econômica e de segurança energética. “A discussão sobre energia limpa e biocombustíveis hoje envolve soberania energética, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. Por isso, precisamos acompanhar de perto as mudanças geopolíticas e preparar o Paraná para esse novo cenário”, afirma. Frente Parlamentar Coordenada pela deputada estadual Maria Victoria, a Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis é formada pelos deputados Alexandre Curi (PSD), Fábio Oliveira (Novo), Luís Corti (PSB), Delegado Jacovós (PL), Flávia Francischini (União), Luiz Fernando Guerra (União), Matheus Vermelho (PP), Alisson Wandscheer (SD) e Cloara Pinheiro (PSD). A reunião será realizada na próxima terça-feira (17), a partir das 9 horas, no Auditório Legislativo (Sala da Comissão de Constituição e Justiça). Fonte: https://www.assembleia.pr.leg.br/