Ratinho afirma PSD define presidenciável até abril

Durante almoço com empresários promovido pela Associação Brasileira de Bancos, em São Paulo, o governador do Paraná, Ratinho Junior, afirmou que o Partido Social Democrático pretende definir até o fim de março ou início de abril o nome que representará a legenda na disputa presidencial de 2026. Ratinho disse a cerca de 50 empresários que a antecipação da escolha busca dar tempo para que o candidato percorra o país e consolide um projeto nacional. “A ideia é que até o final de março ou começo de abril isso esteja definido”, afirmou. Ao comentar o cenário eleitoral, o governador também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente Lula já deu sua contribuição ao Brasil. Acho que é um momento de renovação”, declarou. Hoje, três governadores aparecem como possíveis nomes da sigla para o Planalto: além do próprio Ratinho, também são citados Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. A decisão deve ser tomada internamente pelo partido nas próximas semanas.

Suspeita de plano violento contra Lauro Jardim embasou pedido de prisão

Um dos fatores que embasaram o pedido de prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, autorizado pelo ministro André Mendonça, foi a suspeita de que ele teria planejado um assalto com o objetivo de atingir o jornalista Lauro Jardim. De acordo com reportagem do O Globo, a investigação aponta que o plano envolveria simular um crime violento contra o jornalista, que vinha publicando reportagens sobre o banqueiro e seus negócios. A hipótese levantada pelos investigadores é de que a ação teria potencial para resultar em agressão física grave ou até consequências mais severas, configurando uma tentativa de intimidação por meio de violência. Para as autoridades, a gravidade do episódio está justamente no fato de que o suposto plano ultrapassaria o campo de disputas judiciais ou críticas públicas, avançando para a possibilidade de um ataque físico contra um profissional da imprensa, o que foi considerado elemento relevante na decisão pela prisão.

Se não devem, por que o desespero? Base governista protesta contra quebra de sigilo de Lulinha

A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de manter a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou forte reação da base governista na CPMI do INSS. Após a votação que aprovou a medida, parlamentares aliados ao governo protestaram e protagonizaram confusão na comissão, com empurra-empurra e troca de agressões no plenário. Governistas alegam que houve erro na contagem dos votos e defendem que 14 parlamentares teriam se manifestado contra a quebra de sigilo. Alcolumbre rejeitou o argumento e afirmou que esse número não seria suficiente para formar maioria para anular a decisão, já que seriam necessários 16 votos contrários no quórum registrado. Mesmo após a explicação do presidente do Senado, parte da base continuou criticando a decisão e questionando o procedimento da votação simbólica. O episódio deixou no ar uma pergunta inevitável em meio ao tumulto: se não há nada a esconder, por que tanta pressa em tentar barrar uma investigação parlamentar.

Enquanto o Brasil coleciona problemas, Lula discute ajuda a Cuba em conferência da FAO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (4), em Brasília, da abertura da Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe. Entre os temas discutidos no encontro estão segurança alimentar, reforma agrária e possíveis ações de cooperação internacional para enfrentar crises alimentares na região. Um dos assuntos que entrou na pauta foi a situação humanitária de Cuba. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o governo brasileiro avalia enviar apoio ao país caribenho e também ao Haiti, com recursos para compra de insumos agrícolas e alimentos, dentro de iniciativas internacionais de combate à fome. A proposta ocorre em um momento em que o próprio Brasil ainda convive com dificuldades econômicas e desafios estruturais. Ainda assim, o governo federal tem defendido ampliar a participação do país em ações de cooperação internacional voltadas à segurança alimentar na América Latina e no Caribe.