Ratinho Junior admite candidatura e entra no jogo da sucessão

Governador afirma que “o Brasil não aguenta mais briga política” e defende foco em um projeto nacional, não em nomes Pela primeira vez, o governador Ratinho Junior admitiu publicamente que pode ser candidato à Presidência da República. Em entrevista nesta manhã, ele afirmou que “o Brasil não aguenta mais briga política” e reforçou que é preciso “focar em um projeto de Brasil, não em nomes”. O governador destacou que “ninguém governa brigando o tempo todo” e que o país precisa “baixar a temperatura e olhar para frente”. Segundo ele, a prioridade deve ser “propor soluções, discutir caminhos e apresentar um projeto consistente para o país”. Com essa declaração, Ratinho Junior entra definitivamente no jogo da sucessão presidencial, sinalizando que sua possível candidatura estará pautada por propostas e projetos, e não por disputas de nomes ou personalismos. Ao colocar o projeto acima de interesses individuais, o governador sinaliza maturidade política e disposição para contribuir com um debate nacional mais focado em soluções e resultados.

Ratinho Junior investe em infraestrutura na Região do Jardim Botânico

Entrega de edital para infraestrutura viária no principal cartão-postal de Curitiba vai além da mobilidade e sinaliza capacidade de execução do governo estadual O Jardim Botânico não é apenas um parque urbano. É o principal cartão-postal de Curitiba e um dos equipamentos turísticos mais reconhecidos do Brasil, vitrine permanente da cidade para visitantes e investidores. Por isso, a entrega do edital para obras de infraestrutura viária em seu entorno, realizada nesta manhã pelo Governador Ratinho Junior, carrega um significado político que vai além da mobilidade. Ao assumir o protagonismo da iniciativa, o governador Ratinho Junior reforça uma das marcas centrais de sua gestão: investir em obras estruturantes para resolver gargalos antigos, inclusive em áreas simbólicas e consolidadas. A melhoria dos acessos ao Jardim Botânico dialoga diretamente com turismo, desenvolvimento urbano e qualidade de vida. O gesto também evidencia articulação institucional com a Prefeitura de Curitiba e transmite uma mensagem clara de capacidade de execução. Em um ambiente político marcado por promessas e disputas narrativas, Ratinho Junior aposta em ações concretas para sustentar seu discurso. No entorno do cartão-postal mais conhecido da capital, a infraestrutura deixa de ser apenas técnica e se afirma como estratégia de gestão.

RACHA NO PT

Divergência entre Gleisi Hoffmann e José Guimarães revela falta de coesão do partido em um dos temas mais sensíveis do país A divergência entre a ministra Gleisi Hoffmann e o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães, sobre a PEC da Segurança não é apenas um ruído interno: é um sintoma claro de um partido desorientado, incapaz de sustentar uma posição minimamente coesa em um dos temas mais sensíveis do país. Enquanto Gleisi se apega a um discurso defensivo, preso a dogmas e receios históricos do PT, Guimarães tenta operar no terreno do pragmatismo parlamentar. O embate expõe um partido que fala para si mesmo, não para a sociedade, e que transforma diferenças estratégicas em conflito público — algo incompatível com a responsabilidade de quem governa. Mais grave é o fato de o PT agir na contramão do próprio governo. Lula, maior liderança da legenda e principal ativo político do partido, tem tentado mostrar que busca apresentar respostas concretas à crise da segurança pública e tenta construir pontes no Congresso. Ainda assim, seu partido e Governo parecem determinados a sabotar esse esforço, preferindo o conforto da divisão interna à disciplina política necessária para governar. O resultado é previsível: um discurso confuso, uma base fragilizada e um governo exposto. Ao invés de buscar liderar o debate, o PT se perde em disputas internas que só reforçam a percepção de improviso e falta de comando. A oposição agradece. A PEC da Segurança exige clareza, coordenação e liderança. O PT, porém, entrega divergência, ruído e desarticulação — e Lula  paga o preço por um partido que insiste em agir como se ainda estivesse na oposição, mesmo ocupando o Palácio do Planalto.