Air Cambodia inova com assento que se transforma em mesa

Air Cambodia será a primeira a usar assento que vira mesa em aeronaves, aumentando flexibilidade e conforto.
Bancos enfrentam falhas, afirma Galípolo após liquidação do Master

Após a liquidação do Banco Master, Galípolo destaca a necessidade de evolução no sistema bancário.
Motim em presídio de Hortolândia resulta em destruição de portas e incêndio de colchões

Detentos da Penitenciária 3 de Hortolândia provocaram motim, queimando colchões e quebrando portas após apreensão de álcool.
Repensando a IA na Educação: Da Tecnofilia ao Empoderamento Criativo

Em um cenário global de rápidas transformações tecnológicas, a inteligência artificial (IA) generativa surge como um “anjo técnico”, transformando a comunicação e a produção de conhecimento. Longe de ser uma ferramenta neutra, a IA introduz ruídos e desvios, abrindo espaço para a interpretação e a criatividade, como aponta Michel Serres. Essa perspectiva exige uma nova abordagem da educação, que vá além da mera tecnofilia ou tecnofobia. A chave reside em uma “ética da configuração técnica”, que abrace a complexidade do presente tecnológico e busque extrair vida, intensidade e liberdade dessa situação. Em vez de temer os “erros algorítmicos”, devemos reconhecê-los como espaços imaginais, áreas de ruído que convidam à crítica e à poesia. Vilém Flusser já nos inspirava a “jogar” com as novas tecnologias, transformando a crítica em tática e a utopia em laboratório. Essa visão proativa oferece uma terceira via genuína, incentivando o uso colaborativo da tecnologia sem abandonar a responsabilidade intelectual humana. A questão central se torna: como podemos usar a tecnologia para nos expandir, e não para nos substituir? O desafio do nosso tempo é, portanto, “infrarrealizar” nossas ferramentas intelectuais, transformando a filosofia em forma de vida, o conceito em gesto e a crítica em ação. Diante das crescentes crises e desconexões globais, a capacidade de pensar e agir criativamente se torna um antídoto poderoso. Cultivar a criatividade em larga escala exige expertise que transcenda as disciplinas tradicionais, buscando inovação disruptiva e a revalorização das universidades e da pesquisa científica. A IA pode ser uma ferramenta central nesse processo, desenvolvendo novos métodos e experiências que inspirem e apoiem o pensamento criativo. Para tanto, é essencial desenvolver um conjunto de competências, incluindo o letramento em IA, o pensamento crítico, a segurança digital e a ética. Um modelo integrado de educação para o século 21 deve formar cidadãos conscientes e resilientes, capazes de exercer senso crítico frente à IA e à avalanche informacional. O objetivo é crescer com a IA, complementando, e não substituindo, o pensamento humano. A diversidade epistêmica, a intuição e o respeito à diferença são fundamentais nesse processo. Devemos reimaginar um futuro possível como devir e como empoderamento humano, resgatando o “Mundus Imaginalis”, de Henry Corbin, como dimensão acessível a seres humanos verdadeiramente livres. Iniciativas contra-hegemônicas, como a adaptação de modelos de IA para a criação de material didático em comunidades quilombolas, mostram que a IA pode reforçar identidades culturais. Experimentos com algoritmos em oficinas artísticas também podem estimular a imaginação e a criação coletiva. Esses casos demonstram que uma abordagem crítico-poiética da IA é possível na prática, quando a tecnologia é mediada por valores de diversidade epistêmica. Diante disso, é preciso mapear as desigualdades de infraestrutura digital e criar um currículo de IA que integre ética algorítmica e artes digitais. Políticas de soberania algorítmica, que financiem modelos de IA treinados em dados nacionais, são cruciais para evitar a dependência de grandes empresas de tecnologia. Além disso, a criação de “Centros de Reabilitação Imaginal” pode oferecer espaços onde alunos experimentem a IA como cocriadora de alternativas e futuros, mudando a arquitetura dos sistemas de IA educacionais. A dimensão poiética, do grego “poiesis” (criar, fazer), é o chamado à ação, à criação de novas realidades a partir do acesso consciente ao Mundo Imaginal. Uma Educação Quântico-Imaginal não é um ideal abstrato, mas a resposta concreta aos problemas empíricos que enfrentamos, como a estagnação disruptiva e o colonialismo de dados. Para combater a estagnação disruptiva, a pedagogia imaginal deve cultivar o “silêncio e a presença”, treinando a consciência para perceber o campo de possibilidades antes de colapsá-lo em uma única resposta. Contra o colonialismo de dados, um Direito Fundamental à Amplitude Imaginal deve orientar as políticas públicas educacionais, transformando experiências contra-hegemônicas em modelos. E para evitar a manipulação algorítmica, os alunos devem compreender a IA como um sistema produto de escolhas humanas e desenvolver uma “justiça algorítmica” internalizada. Portanto, o desafio que a IA nos impõe exige um salto de consciência, e não apenas mais tecnologia ou letramento técnico. O Brasil, como país do Sul Global, deve assumir a vanguarda na construção de um novo paradigma, colaborando na edificação de um sistema educacional que prepare os jovens para realizar o futuro como devir. Medidas práticas incluem políticas públicas que assegurem soberania digital, cooperação multilateral e marcos regulatórios claros para o uso de IA na educação. Deleuze e Guattari nos lembram que “o futuro pertence aos devires, não às previsões”, valorizando o que ainda não foi pensado, dito ou vivido. Yuk Hui, por sua vez, defende a cosmotécnica e a tecnodiversidade, superando o universalismo técnico ocidental com múltiplas formas de técnica enraizadas em cosmologias locais. O desafio é ressituar os objetos técnicos digitais como parte de uma ecologia pedagógica maior, onde o corpo, a voz e o gesto têm primazia. Como aponta Stiglitz, devemos nos concentrar em sociedades do aprendizado, onde a dinâmica científica impulsiona a inovação. Isso implica propor novas metodologias de ensino que não demonizem os objetos técnicos digitais, mas os reconfigurem como mediação viva. O educador deve se tornar um “xamã tecnopoético”, reconciliando corpo e máquina, vida e dispositivo. Para tanto, é preciso colocar o corpo como centro pedagógico, com práticas somáticas e aprendizado em movimento. A mediação crítica com os objetos técnicos deve incentivar o “hackeamento pedagógico” e as rotinas de descompressão. E o reencantamento da experiência coletiva deve priorizar rituais de presença e a pedagogia do encontro. Além disso, as metodologias do “entre” e do “contratempo” devem valorizar as pausas, os silêncios e as falhas técnicas. O professor, como performer e mediador, deve se assumir como presença performativa, encarnando o conhecimento e transformando a aula em cena. Afinal, como nos lembra Paulo Freire, ensinar é um ato dialógico, de encontro entre sujeitos que se transformam mutuamente. Em última análise, a sala de aula deve ser um palco, um cabaré onde o conhecimento dança com a carne e a palavra se despe. A “Aula-Cabaré” valoriza o improviso, a ironia e o riso, com o professor como mestre de cerimônias e o aluno como corpo
Arrecadação federal atinge recorde de R$ 261,9 bilhões em outubro

Crescimento da arrecadação federal em outubro é o maior desde 1995, com destaque para o IOF.
Inundações em Santa Catarina: ruas se transformam em rios

As fortes chuvas em Santa Catarina causaram inundações severas, especialmente em Luiz Alves e Joinville.
Festival celebra legado de João Gilberto com shows gratuitos em Juazeiro

Juazeiro recebe festival gratuito em homenagem a João Gilberto, com shows e atividades culturais.
Lagartixas em casa: aliadas na luta contra insetos indesejados

Lagartixas em casa podem ser aliadas no controle de pragas. Entenda como esses répteis ajudam a manter o ambiente livre de insetos.
Apucarana propõe reajuste no ISS com nova legislação

Projeto de lei complementar altera alíquotas do ISS e gera debate na Câmara de Vereadores.
Jantar de filantropia do CEO do iFood reúne investidores em São Paulo

Diego Barreto, CEO do iFood, recebe investidores para jantar de filantropia em São Paulo.