PMDF Reforça Segurança no Congresso em Meio a Protestos e Tensão Legislativa

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) intensificou a segurança nos arredores do Congresso Nacional nesta quarta-feira (6), em resposta a um clima de tensão crescente dentro da Câmara dos Deputados. A medida preventiva visa proteger a integridade do prédio e garantir a ordem pública diante das manifestações em curso. De acordo com a PMDF, o reforço da segurança é uma medida de precaução, “em preparação para qualquer interferência externa a partir do que tá acontecendo dentro” do Congresso. A ação ocorre em um momento crítico, com deputados da oposição promovendo protestos acalorados no plenário. Os parlamentares manifestam-se contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e pressionam pela pauta do projeto que visa anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A ocupação do plenário, iniciada na noite de terça-feira (5), paralisou as atividades legislativas e demandou o acionamento da Polícia Legislativa. Como medida de precaução, a PMDF instalou uma barreira na Esplanada dos Ministérios, na altura do Ministério da Saúde, desviando o fluxo de veículos. A restrição de acesso permite a circulação apenas de veículos oficiais e de transporte público, buscando minimizar possíveis transtornos e garantir a segurança da área. Diante da situação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou uma sessão extraordinária para as 20h30. A expectativa é que a sessão busque encontrar um caminho para solucionar o impasse e restabelecer a normalidade dos trabalhos legislativos. Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br
Lula busca ação coordenada do Brics contra tarifas dos EUA e critica ‘intromissão’ de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira que buscará uma estratégia conjunta com os países do Brics para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em entrevista à Reuters, Lula informou que entrará em contato com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, para discutir o tema. “Vou tentar promover um debate sobre a situação de cada país e as implicações das tarifas, para que possamos tomar uma decisão em conjunto”, afirmou Lula, ressaltando a relevância do Brics, que conta com dez membros no G20, o grupo das maiores economias globais. Simultaneamente, entraram em vigor as tarifas de 50% aplicadas pelos EUA a parte das exportações brasileiras. O presidente americano, Donald Trump, também impôs uma taxa adicional de 25% sobre produtos indianos, alegando importação indireta de petróleo russo. Em meio a esse cenário, Lula enfatizou que a prioridade do governo brasileiro é apoiar as empresas nacionais na busca por novos mercados e garantir a manutenção de empregos. O Ministério da Fazenda deve apresentar ao Planalto uma medida provisória com as ações planejadas em resposta às tarifas americanas ainda nesta quarta-feira. Lula descartou a possibilidade de negociação com Trump no momento. “Não vejo abertura para diálogo, pois suas cartas e decisões expressam apenas novas ameaças”, declarou. O presidente brasileiro reafirmou seu desejo de esgotar todas as alternativas antes de adotar medidas que sinalizem o fim das negociações com os EUA. O presidente também criticou duramente a postura de Trump, considerando-a uma inaceitável “intromissão” nos assuntos internos do Brasil. “Não é admissível que o presidente dos Estados Unidos ache que pode ditar regras em um país soberano como o nosso”, enfatizou Lula. “Que ele cuide dos Estados Unidos, e do Brasil cuidamos nós. Este país tem um dono, e esse dono é o povo, que elege e pode tirar o presidente”, concluiu Lula, referindo-se às críticas de Trump à legislação brasileira sobre as grandes empresas de tecnologia. Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br
Exclusividade sobre Rodas: Espírito Santo Lança Serviço Inédito de Motorista por Hora com Olhar no Mercado Nacional

Um novo conceito em mobilidade urbana acaba de ser lançado no Espírito Santo: o V1 Prime, um serviço de motoristas particulares sob demanda, contratados por hora e agendados via WhatsApp. A iniciativa promete revolucionar a forma como os capixabas se deslocam, oferecendo um motorista exclusivo por períodos definidos, sem a dinâmica tradicional de pagamento por corrida. O principal atrativo do V1 Prime é a garantia de um serviço premium, sem a disputa por veículos comum em outros modelos de transporte. Otávio Toffoli, responsável pelo projeto, destaca o potencial de expansão: “Já estudamos outros mercados e vamos afinar a operação aqui para saber como atuar em outras cidades”. O objetivo é replicar a experiência capixaba em outras praças. Com agendamento facilitado via WhatsApp, o serviço visa atender desde necessidades profissionais até o transporte familiar e momentos de lazer. Raphael Leitão, diretor do V1, explica que o V1 Prime foi criado para um público que valoriza a praticidade e busca otimizar o tempo no trânsito: “Criamos um serviço de motorista particular customizado, com foco em conforto, segurança, sustentabilidade e sem burocracia”. O V1 Prime opera através de pacotes de horas fixas, permitindo que o cliente utilize o serviço conforme sua necessidade. Os planos variam de 5 a 30 horas mensais, com validade trimestral e a possibilidade de acumular horas não utilizadas. Os preços mensais oscilam entre R$ 1.230 e R$ 5.300, com contratação feita por um canal exclusivo no WhatsApp. Um diferencial importante do serviço é a sua frota, composta exclusivamente por veículos híbridos BYD King. Além disso, os motoristas passam por um treinamento especializado para atender diversos perfis de clientes com um padrão elevado de qualidade. A personalização é um ponto chave, com a possibilidade de compartilhar a agenda com antecedência para garantir pontualidade e otimizar o uso do tempo contratado. O V1 Prime é uma iniciativa do Grupo Águia Branca e se alinha com a crescente demanda por serviços sob demanda no setor de transporte. O lançamento posiciona a Grande Vitória no mapa das cidades que oferecem alternativas inovadoras ao transporte individual tradicional, visando um público que busca previsibilidade, exclusividade e agilidade em sua rotina. Fonte: http://www.folhavitoria.com.br
Paraná atinge recorde em tempo de abertura de empresas: apenas 7 horas

Estado reduz burocracia e alcança média abaixo de oito horas para formalizar negócios O Paraná alcançou, no mês de julho, um marco histórico no ambiente de negócios ao registrar o menor tempo já verificado para a abertura de empresas no estado. A média caiu para apenas 7 horas e 52 minutos, consolidando o território paranaense como um dos mais eficientes do país no quesito desburocratização para empreendedores. Em comparação com a média nacional, que gira em torno de 1 dia e 6 horas, o estado é quase 23 horas mais ágil no processo, um ganho expressivo para quem deseja empreender com rapidez. Essa conquista ganha ainda mais relevância quando se observa o crescimento na quantidade de processos avaliados em julho: foram 7.204 registros de novas empresas, um aumento em relação aos 6.576 verificados no mês anterior. Mesmo com maior demanda, o tempo de análise caiu, demonstrando não apenas eficiência operacional, mas também evolução contínua na gestão dos procedimentos. O mês de abril de 2024 havia registrado o antigo recorde estadual, com 8 horas e 4 minutos de média para abrir um negócio. Já em junho de 2025, o tempo ficou em 8 horas e 5 minutos, número que também já indicava uma tendência de melhoria. Agora, em julho, o salto qualitativo coroa uma série de medidas adotadas ao longo dos últimos meses que visam tornar o Paraná um ambiente cada vez mais receptivo ao empreendedorismo. A nova marca consolida o Paraná como o terceiro estado com melhor desempenho nacional no quesito agilidade para abertura de empresas. No entanto, ao observar o volume de processos analisados, o Paraná se destaca ainda mais, uma vez que os estados que ocupam o primeiro e segundo lugares — Piauí e Sergipe — lidaram com volumes muito menores: menos de mil processos cada um. Leia mais: Brasil aciona OMC contra tarifa de 50% imposta por Trump a produtos nacionais A marca alcançada reforça uma postura já adotada pelo governo estadual de priorizar a redução da burocracia e incentivar o ambiente de negócios. Essa política tem gerado impactos positivos tanto para pequenos quanto grandes empreendedores, que encontram maior facilidade para formalizar suas atividades, gerar empregos e movimentar a economia regional. Outro dado que chama atenção é a melhora nos indicadores relacionados à viabilidade do negócio. Esse indicador leva em consideração a verificação do nome empresarial e o endereço da futura empresa. Em julho, esse tempo caiu para 6 horas e 29 minutos, posicionando o Paraná em terceiro lugar também neste ranking — uma ascensão significativa frente ao mês anterior, quando o estado ocupava a sexta posição. Leia mais: Parlamentares do Paraná criticam prisão domiciliar de Bolsonaro Já o tempo médio de registro de empresas, ou seja, o período que compreende desde o envio do processo até a sua aprovação final, também apresentou melhoria. Em julho, esse tempo ficou em 1 hora e 21 minutos, fazendo o Paraná subir do quarto para o terceiro lugar entre todos os estados brasileiros neste critério. A etapa de consulta prévia, que considera tanto a avaliação das juntas comerciais quanto a atuação das prefeituras na liberação de localização, também seguiu em ritmo acelerado. Esse processo teve média de 6 horas e 29 minutos no mês de julho, o que colocou o estado no pódio nacional mais uma vez. No mês anterior, essa média era superior a 7 horas, e o Paraná figurava na sétima posição. A combinação desses avanços demonstra que os sistemas de análise estão mais integrados, a comunicação entre as esferas estadual e municipal se tornou mais fluida, e os servidores envolvidos no processo estão atuando com maior eficiência. Essa sinergia institucional é essencial para manter o ritmo de crescimento e para dar segurança ao empreendedor na hora de investir. Leia mais: 40% das exportações do Paraná aos EUA estão ameaçadas, aponta Faciap No cenário nacional, enquanto o Paraná comemora sua eficiência, outros estados ainda enfrentam desafios consideráveis. Alguns locais, como o Pará e São Paulo, apresentaram médias de abertura acima de dois dias, revelando gargalos burocráticos que continuam a dificultar o processo de formalização empresarial. Esse cenário destaca ainda mais o modelo adotado pelo Paraná, que vem se consolidando como referência em agilidade, competitividade e ambiente favorável aos negócios. A meta agora é seguir avançando nos próximos meses e, quem sabe, alcançar a liderança nacional nos principais indicadores de eficiência empresarial, consolidando o estado como um polo atrativo para quem deseja empreender com menos entraves. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Complexo Esportivo no Campeche é Interditado pela Justiça Após Denúncias de Moradores

Um complexo esportivo no bairro Campeche, em Florianópolis, teve suas atividades suspensas por determinação judicial. A decisão liminar, proferida em segunda instância, atende a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) devido a diversas irregularidades urbanísticas e à falta do habite-se obrigatório para funcionamento. A ordem judicial, emitida pelo Tribunal de Justiça, prevê a paralisação imediata das atividades, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. A Prefeitura de Florianópolis também foi notificada e deverá cancelar o alvará de funcionamento do estabelecimento, além de fiscalizar o cumprimento da decisão. As investigações foram desencadeadas por denúncias de moradores, que relataram uma série de problemas relacionados ao complexo. A comunidade, com o apoio de uma associação local, queixou-se de perturbações constantes, uso indevido de som em áreas externas, eventos não autorizados e conflitos frequentes com a vizinhança. Entre os principais incômodos apontados, destacam-se o barulho excessivo das quadras esportivas, a falta de recuo em relação às residências próximas, a ausência de sistema de drenagem pluvial e a escassez de vagas de estacionamento. Segundo os moradores, a situação gerava transtornos como enchentes e obstrução de calçadas e acessos a residências. “A Justiça entendeu que a continuidade da atividade comercial nessas condições representa risco à segurança dos frequentadores e à ordem urbana, além de configurar enriquecimento ilícito”, informa o processo. A decisão também considerou o impacto ambiental negativo causado pelo uso irregular do espaço urbano. Apesar das tentativas de regularização por parte dos responsáveis, o empreendimento não atende às exigências da legislação urbanística, impossibilitando a emissão do habite-se. O Ministério Público informou que continuará monitorando o caso para garantir o cumprimento da decisão judicial e a proteção do meio ambiente urbano, bem como a qualidade de vida dos moradores do Campeche. Fonte: http://www.agorafloripa.com.br
Lula Resiste à Pressão e Opta pela Diplomacia em Meio a Taxas Americanas

Em resposta à recente imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou uma abordagem cautelosa. Contrariando expectativas de uma reação imediata, Lula descartou a utilização da Lei de Reciprocidade como ferramenta de retaliação comercial. A decisão demonstra uma preferência pela via diplomática na resolução do conflito, evitando uma escalada de tensões entre os dois países. Lula enfatizou que o Brasil não pretende replicar o comportamento que critica. “Não quero ter o mesmo comportamento”, declarou o presidente, indicando que buscará um diálogo construtivo com o governo americano para reverter a medida. A decisão de Donald Trump, que entrou em vigor nesta quarta-feira, justificou-se por críticas ao sistema judicial brasileiro. Apesar da pressão interna por uma resposta mais assertiva, o governo Lula aposta em negociações para encontrar uma solução mutuamente benéfica. Analistas apontam que uma guerra comercial com os EUA poderia ter consequências negativas para ambos os lados, prejudicando exportadores e consumidores. A estratégia diplomática, embora mais lenta, é vista como a opção mais prudente a longo prazo. O governo brasileiro agora se prepara para iniciar conversas formais com representantes americanos, buscando apresentar seus argumentos e demonstrar o impacto negativo das tarifas sobre a economia brasileira. A esperança é que, através do diálogo e da negociação, seja possível alcançar um acordo que preserve os interesses do Brasil sem comprometer as relações bilaterais. Fonte: http://oimparcial.com.br
Irmãs potiguares brilham na Olimpíada Brasileira de Robótica e sonham com medalhas

Duas irmãs da rede municipal de ensino de Natal, Rio Grande do Norte, estão competindo na final da prestigiada Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2025. Larissa Victor Ferreira, de 10 anos, e Lara Regina Victor Ferreira, de 12, representam com orgulho sua escola e estado após superarem as etapas anteriores da competição. A jornada rumo à final, realizada nos dias 5 e 6 de agosto, envolveu muito estudo e dedicação por parte das jovens talentos. Alunas da Escola Municipal Professora Maria Madalena Xavier de Andrade, localizada no bairro Potengi, ambas se destacaram em suas respectivas categorias. Larissa, estudante do 5º ano, foi a única representante de sua turma a avançar para a final, demonstrando um talento especial para a área. “Foi um pouco difícil em algumas questões, mas foi bem divertido fazer”, comentou Larissa, ressaltando a importância do estudo em Matemática e Português para o seu desempenho. Enquanto isso, Lara Regina, do 6º ano, também garantiu sua vaga na final após se destacar entre os 25 alunos de sua escola que participaram da prova do Nível 3. “Estudei bastante em casa, revisando todo o conteúdo que o professor Nelson Barros passou”, afirmou Lara, demonstrando confiança em sua preparação. A Olimpíada Brasileira de Robótica é uma importante iniciativa que visa despertar o interesse dos jovens pelas áreas de ciência e tecnologia. As provas, que envolvem conteúdos de robótica e inteligência artificial, são aplicadas de forma integrada ao currículo escolar, abrangendo disciplinas como Matemática, Ciências e Linguagens. A coordenadora da SesiTec, Semidia Lopes de Oliveira Teixeira, que acompanhou a preparação das alunas, juntamente com o professor Nelson Rodrigues de Barros, enfatizou a importância da competição para o aprendizado dos alunos. “Trata-se de uma área em constante evolução, e é fundamental estimular o interesse dos jovens”, declarou Semidia, demonstrando orgulho pelo desempenho das alunas. Os resultados da competição serão divulgados em setembro, e a expectativa é grande para que as irmãs potiguares conquistem medalhas e representem o Rio Grande do Norte no pódio da robótica nacional. Fonte: http://agorarn.com.br
Vídeo flagra segurança da CPTM imobilizando ambulante com ‘mata-leão’ dentro de trem em SP

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um segurança da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) aplicando um golpe de ‘mata-leão’ em um vendedor ambulante dentro de um vagão, na tarde desta terça-feira (5), em São Paulo. A ação foi registrada por passageiros que presenciaram o incidente. As imagens, obtidas pela CNN Brasil através do São Paulo sobre Trilhos, revelam o momento em que a equipe da CPTM aborda o ambulante. É possível ver um dos seguranças agarrando o homem, que resiste à abordagem. Passageiros presentes no local pedem para que o segurança solte o ambulante, alegando que ele “estava trabalhando”. Em nota, a CPTM informou que a equipe de segurança foi acionada para abordar o ambulante na estação Calmon Viana, da Linha 11-Coral, em Poá, São Paulo. A companhia alega que o ambulante resistiu à abordagem e à retenção de seus produtos, sendo posteriormente retirado da estação pelos seguranças. A CPTM afirma que o homem deixou o local sem a necessidade de registro de ocorrência. Ainda em nota, a CPTM justificou a ação, ressaltando que “o comércio ambulante não é permitido nos trens e estações da CPTM. A atuação da companhia está respaldada no Decreto Federal 1832, de 04/03/1996, que regulamenta o transporte ferroviário”. O vídeo gerou debates nas redes sociais sobre a conduta do segurança e a abordagem da CPTM a vendedores ambulantes. Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br
Da Rua à Reconstrução: A Jornada de Sandra e a Luta Contra o Aumento da População em Situação de Rua no Brasil

Sandra Pereira, uma dona de casa do Espírito Santo, viveu por quase um ano nas ruas, um período que ela descreve como um lugar “onde não há sentimentos, só tristeza”. Marcada pela dependência química, noites em calçadas e a solidão das praças, ela personifica a dura realidade enfrentada por milhares de brasileiros. Hoje, Sandra representa uma história de esperança. Longe das drogas, com um lar e o apoio da família reconstruída, ela é a prova de que a assistência social pode ser um divisor de águas para quem perdeu tudo. Sua trajetória é um exemplo da importância do suporte contínuo para superar a vulnerabilidade. A história de Sandra se cruza com um cenário alarmante: o aumento da população em situação de rua no Brasil. Em março de 2025, o Cadastro Único registrou 335.151 pessoas nessa condição, um crescimento significativo em relação aos 327.925 contabilizados em dezembro de 2024. No Espírito Santo, a estimativa do Ministério Público Estadual aponta para cerca de 6,9 mil pessoas vivendo nas ruas, sendo 2.140 somente na Grande Vitória. Essa complexa questão é alimentada por diversos fatores, como dependência química, conflitos familiares, desemprego e problemas de saúde mental. Sandra se perdeu nessa teia de vulnerabilidades aos 25 anos, até encontrar no trabalho persistente do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de outras instituições o apoio necessário para recomeçar. A perda da guarda dos filhos foi um momento crucial para Sandra, levando-a a uma espiral de recaídas e internações. “Na hora que dava fome, eu bebia para não comer”, relembra. No entanto, a descoberta de uma gravidez a motivou a abandonar o álcool: “Ninguém acreditava que eu tinha parado. Mas a gravidez me fez ter forças”. O Creas desempenhou um papel fundamental nesse processo, oferecendo encaminhamentos, acompanhamento psicológico e psiquiátrico, transporte para consultas e apoio em procedimentos médicos. Atualmente, aos 47 anos, Sandra vive com o marido, recuperou a guarda dos filhos, não consome álcool e mantém acompanhamento médico. “A rua não é lugar de morar. Procurem ajuda, porque tem saída. É difícil, mas com força e fé, a gente consegue”, afirma com convicção. O aumento da população em situação de rua no Brasil é um problema crescente. Em dezembro de 2013, o Cadastro Único registrava 22,9 mil pessoas nessa condição. Em março de 2025, esse número saltou para 335.151, um aumento de 14,6 vezes. Os dados são do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da UFMG. Segundo a assistente social Vanderleia Coser, que acompanha Sandra há anos, a persistência da equipe do Creas foi essencial para a recuperação. “Eu mesma já resgatei Sandra da rua e levei para casa. A gente nunca desistiu. Sempre fazíamos de tudo para acompanhar… Hoje, ela está restaurada, com apoio da família e da igreja”. O trabalho do Creas abrange diversas ações, desde a abordagem nas ruas até a oferta de banho e alimentação, além do encaminhamento para tratamento. No Espírito Santo, a rede socioassistencial conta com 83 Creas e 161 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que atuam na prevenção e no fortalecimento de vínculos. “O nosso trabalho vai muito além de encaminhar para serviços. É ouvir, entender a história e criar um plano para que essa pessoa tenha chances reais de reconstruir a vida. Muitas chegam sem documentos, sem contatos e sem confiança em ninguém. É preciso persistência e respeito para conquistar esse vínculo”, explica Vanderleia Coser, destacando a importância de um olhar individualizado para cada caso. Fonte: http://www.folhavitoria.com.br
Da Rua à Reconstrução: A História de Sandra e a Esperança Renovada Através da Assistência Social

Por quase um ano, Sandra Pereira experimentou a dura realidade das ruas, um período marcado por recaídas no alcoolismo, noites incertas e a solidão imposta pela falta de um lar. Ela descreve essa experiência como um “lugar onde não há sentimentos, só tristeza”, um reflexo da vulnerabilidade extrema enfrentada por milhares de brasileiros. Hoje, Sandra ressurge como um símbolo de esperança, demonstrando que a assistência social pode ser um divisor de águas para aqueles que perderam tudo. Livre da dependência química, ela reconquistou um teto e, mais importante, a proximidade da família, provando que a mudança é possível. Assim como Sandra, um número alarmante de pessoas vive em situação de rua no Brasil. Dados do Cadastro Único revelam um aumento constante, com 335.151 brasileiros registrados nessa condição em março deste ano, um crescimento em relação aos 327.925 contabilizados em dezembro de 2024. No Espírito Santo, estima-se que cerca de 6,9 mil pessoas enfrentem essa realidade, sendo 2.140 somente na Grande Vitória, segundo o Ministério Público Estadual. A trajetória de Sandra ilustra a complexa teia de fatores que levam à situação de rua: dependência química, conflitos familiares, desemprego e problemas de saúde mental. Aos 25 anos, ela se viu perdida em meio a essas vulnerabilidades, até encontrar no trabalho dedicado dos profissionais do Creas e de outras instituições o apoio necessário para reconstruir sua vida. Sandra, dona de casa residente em Santa Teresa, relata que o alcoolismo, inicialmente um hábito, transformou-se em dependência, desencadeando uma série de perdas. A perda da guarda dos filhos foi um golpe particularmente doloroso, impulsionando-a a um ciclo de recaídas e internações. “Na hora que dava fome, eu bebia para não comer”, desabafa Sandra, revelando a dura realidade da vida nas ruas. O ponto de inflexão surgiu com a descoberta de uma gravidez, um momento que a impulsionou a abandonar o álcool. “Ninguém acreditava que eu tinha parado. Mas a gravidez me fez ter forças”, conta Sandra. No entanto, a força de vontade não foi suficiente. O apoio do Creas foi crucial, garantindo encaminhamentos, acompanhamento psicológico e psiquiátrico, transporte para consultas e suporte em procedimentos médicos. Hoje, aos 47 anos, Sandra vive com o marido, recuperou a guarda dos filhos, superou o vício e mantém acompanhamento médico constante. Sua história é um testemunho do poder da assistência social e da resiliência humana. “A rua não é lugar de morar. Procurem ajuda, porque tem saída. É difícil, mas com força e fé, a gente consegue”, afirma Sandra, com a convicção de quem conhece os dois lados da moeda. O aumento da população em situação de rua no Brasil é um fenômeno preocupante. Em pouco mais de uma década, o número de pessoas nessa condição aumentou exponencialmente, saltando de 22,9 mil em dezembro de 2013 para 335.151 em março de 2025, um crescimento de 14,6 vezes. Os dados são do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da UFMG. Diante desse cenário, o trabalho dos Creas e Cras se torna essencial. No Espírito Santo, os 83 Creas realizaram mais de 55 mil atendimentos individualizados e 3 mil em grupo entre janeiro e junho deste ano, demonstrando o esforço da rede socioassistencial para amparar aqueles em vulnerabilidade. A assistente social Vanderleia Coser, que acompanha Sandra há anos, ressalta a importância da persistência da equipe do Creas de Santa Teresa. “Eu mesma já resgatei Sandra da rua e levei para casa. A gente nunca desistiu. Sempre fazíamos de tudo para acompanhar”, relata Vanderleia. O trabalho do Creas abrange desde a abordagem nas ruas até o encaminhamento para tratamento, oferecendo um suporte abrangente para a reconstrução de vidas. “Nosso trabalho vai muito além de encaminhar para serviços. É ouvir, entender a história e criar um plano para que essa pessoa tenha chances reais de reconstruir a vida”, completa Vanderleia Coser. Fonte: http://www.folhavitoria.com.br