Paraná vira líder nacional em programa habitacional com 116 mil famílias atendidas

Investimento estadual em moradia digna reduz déficit habitacional e movimenta economia local Criado em 2019, o programa Casa Fácil Paraná ganhou destaque nacional por acelerar a construção de moradias populares. Em 2021, virou política permanente do governo e, desde então, já atendeu cerca de 116 mil famílias em 366 municípios, com investimento total de R$ 1,4 bilhão. O governador Ratinho Junior (PSD) destacou que o programa é prioridade e resultado disso são os números expressivos. “Temos o maior programa habitacional do Brasil, que além de levar dignidade a milhares de famílias gera milhares de empregos na construção civil e ajuda os nossos municípios a continuarem crescendo e se desenvolvendo economicamente”, afirma. O principal diferencial é o subsídio de R$ 20 mil para ajudar famílias com até quatro salários mínimos a pagar a entrada do financiamento via Caixa Econômica Federal. Esse aporte resolve um dos maiores entraves do Minha Casa Minha Vida, que financia no máximo 80% do valor do imóvel. A falta de reserva para a entrada é o maior impeditivo para famílias de baixa renda conquistarem a casa própria. Por isso, o governo do Paraná, por meio da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), concede esse valor para viabilizar o sonho da moradia. Nos últimos seis anos e meio, quase 88 mil famílias receberam esse subsídio, com aporte estadual superior a R$ 1 bilhão. O efeito econômico, no entanto, é muito maior, pois as obras geram investimentos públicos e privados que ultrapassam R$ 20 bilhões. Essa movimentação também cria milhares de empregos diretos e indiretos, envolvendo profissionais da construção civil como engenheiros, pedreiros, eletricistas e pintores, além de toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores e comércio local. Leia mais: Campanha de Zeca Dirceu denuncia que até morto votou na eleição para presidente do PT-PR Além do subsídio, 8,3 mil famílias tiveram seus imóveis regularizados gratuitamente e outras 10 mil receberam títulos de propriedade pela Cohapar, reduzindo custos que seriam cobrados em cartórios. No total, o programa soma quase 5.846 casas construídas em parceria com órgãos federais, 1.387 financiadas pela Cohapar, 1.574 destinadas à realocação de famílias em situação precária e 760 unidades em condomínios para idosos. O secretário estadual das Cidades, Guto Silva, responsável pela Cohapar, afirma que o Paraná vive um momento sem precedentes no setor. “Nunca tivemos nada parecido com isso no Paraná. Temos conseguido transformar a vida das pessoas com obras, entregas e projetos que olham especialmente para as pessoas mais vulneráveis ou que historicamente encontraram mais dificuldades para conseguir acessar financiamentos e créditos imobiliários”, destaca. Entre as novidades, o programa Casa Fácil Terceira Idade destina R$ 80 mil para a entrada do financiamento de mil famílias idosas, facilitando a aquisição da casa própria em função das limitações de prazo para financiamento nessa faixa etária. Em paralelo, seguem as obras de condomínios residenciais exclusivos para idosos, que oferecem aluguel social equivalente a 15% do salário mínimo. Já foram entregues cinco conjuntos, e outras 14 cidades estão em obras. A previsão é chegar a 32 municípios, com investimento total de R$ 244 milhões até o fim de 2026. O Paraná também firmou financiamento de R$ 1 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para construir 6 mil moradias destinadas a famílias que vivem em áreas de risco, assentamentos irregulares ou favelas, sem custos aos beneficiários. Além disso, o Estado reservou R$ 533 milhões para construir 4.105 casas em municípios com até 25 mil habitantes, em parceria com prefeituras, atendendo famílias vulneráveis de forma proporcional à população local. Os agricultores familiares, que predominam na produção paranaense, também são contemplados: o Estado constrói 1.045 casas em 23 municípios, em parceria com o governo federal. O programa ainda investe R$ 100 milhões na regularização fundiária de 50 mil imóveis e firmou convênio com a Sanepar para instalar 3,4 mil módulos sanitários em residências sem banheiro ou com condições inadequadas. A solução para destravar financiamentos habitacionais veio de um diálogo aberto com o setor produtivo, principalmente com o Sinduscon-PR, que apontou os gargalos do mercado e ajudou a construir um modelo ágil, digital e transparente. “Pelo menos 20 governos estaduais e municipais já enviaram equipes à sede da Cohapar para conhecer e replicar o modelo que nos idealizamos e estamos executando no Paraná”, revela o presidente da Cohapar, Jorge Lange. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Campanha de Zeca Dirceu denuncia que até morto votou na eleição para presidente do PT-PR

Nota oficial da chapa “O PT Mais Perto de Você” pede anulação da urna e questiona lisura do processo após suposta fraude com nome de filiado falecido A campanha do deputado federal Zeca Dirceu (PT) divulgou nesta terça-feira (29) uma nota oficial denunciando uma suposta fraude no segundo turno do Processo de Eleições Diretas (PED 2025) do Partido dos Trabalhadores no Paraná. A chapa “O PT Mais Perto de Você” afirma que um filiado já falecido desde 2023 teve seu nome registrado como votante na eleição municipal de Mandaguari, com direito a assinatura no caderno de votação e voto computado normalmente. O caso envolve Adão de Lima, que aparece no Cadastro Nacional de Filiados (CNF) do PT sob o número 1240318. Segundo consulta formal da campanha à base de dados da Receita Federal, ele consta como falecido. Ainda assim, seu nome aparece como ativo na lista de presença da votação de domingo (27), com assinatura registrada, o que indica, segundo a chapa, possível falsificação de assinatura e violação direta das regras do processo interno. A nota afirma que a situação representa um indício grave de fraude material e reforça a necessidade de anulação da urna, com base nas normas internas e em decisões anteriores do partido. Leia mais: Paraná vira líder nacional em programa habitacional com 116 mil famílias atendidas De acordo com o regulamento do PED 2025, apenas filiados com documento de identidade em mãos podem votar, mediante assinatura presencial no momento da votação. A existência de voto registrado em nome de uma pessoa morta contraria essas regras básicas e, para a campanha, compromete completamente a validade da urna em Mandaguari. Chapa cobra anulação da urna e leva caso à direção nacional A urna contestada teve 123 votos válidos: 118 (96%) para o atual presidente estadual do PT, deputado Arilson Chiorato, e apenas 5 (4%) para Zeca Dirceu. Com base na denúncia, a campanha encaminhou à Comissão Executiva Estadual do PT no Paraná, com cópia à Secretaria Nacional de Organização (SORG), um pedido formal de impugnação da urna, citando como base os precedentes da própria Câmara de Recursos do partido, que, em decisões recentes, anulou votações em municípios onde foram identificadas irregularidades semelhantes. O documento da chapa destaca que há jurisprudência partidária clara para a anulação de urnas em casos de “fraude material evidente”, e cobra que a direção nacional do PT trate o caso com seriedade, para garantir a legitimidade do processo e a unidade interna da legenda. Mais de dez impugnações no Paraná e resultado ainda indefinido A denúncia sobre Mandaguari se soma a uma série de contestações já protocoladas pela campanha de Zeca Dirceu. Segundo a nota, ao menos uma dezena de urnas no estado foram alvo de pedidos formais de impugnação, com base em denúncias que envolvem ausência de listas de presença, votação de não filiados, uso indevido de cédulas e desrespeito a prazos e procedimentos estabelecidos no regulamento. A nota da campanha informa que só reconhecerá o resultado final do PED no Paraná após o julgamento de todos os recursos pela Direção Nacional do PT. Além disso, manifesta preocupação com o ritmo da apuração e o silêncio da instância estadual diante das denúncias. O prazo final para a apresentação de pedidos de impugnação termina nesta quarta-feira (30), conforme o regulamento interno do PED. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Carla Zambelli é presa na Itália, diz Ministério da Justiça

Deputada estava foragida desde junho, após condenação no STF O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou nesta terça-feira (29) que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na Itália, onde estava foragida. De acordo com a pasta, agentes da polícia italiana foram até o apartamento onde ela estava escondida, em Roma, e efetuaram a prisão. Zambelli fugiu do Brasil no fim de junho, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes de chegar à Itália, ela passou pelos Estados Unidos. A prisão desta terça ocorreu após a formalização do pedido de extradição por parte do governo brasileiro. O nome da deputada já constava na lista da Interpol como foragida da Justiça. Leia mais: Lula defende soberania brasileira sobre minerais críticos e alerta para o interesse estrangeiro A operação ganhou repercussão internacional depois que o deputado italiano Angelo Bonelli publicou em sua conta no X (antigo Twitter) que havia entregado às autoridades locais o endereço em que Zambelli estava. “Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, escreveu o parlamentar. Apesar da prisão confirmada, ainda não há data definida para o retorno da deputada ao Brasil. Agora as autoridades italidades contam com 48h para definir se extraditam ou se tomam outra postura em relação à prisão da parlamentar. A defesa de Zambelli ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

TCU Revela Fraude Bilionária: R$ 4,4 Bilhões Pagos Indevidamente a Mortos pelo INSS e Bolsa Família

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) expôs um grave desfalque nos cofres públicos: R$ 4,4 bilhões foram pagos indevidamente a pessoas falecidas através de benefícios do INSS e programas sociais como o Bolsa Família nos últimos nove anos. O relatório aponta para falhas críticas na comunicação de óbitos e na gestão de dados governamentais, permitindo que recursos continuassem a ser desviados mesmo após o falecimento dos beneficiários. O relatório do TCU indica que cerca de R$ 28,5 milhões continuam sendo pagos mensalmente a aproximadamente 75 mil mortos. A principal causa identificada é a falta de atualização e as inconsistências no Sirc (Sistema Nacional de Informações de Registro Civil), responsável por consolidar informações vitais como nascimentos, casamentos e óbitos em todo o país. A lentidão e as falhas na estrutura do sistema têm um impacto direto na capacidade do governo de evitar pagamentos indevidos. A auditoria também revelou que a falta de informações essenciais como CPF e data de nascimento nos registros de óbito gerou um prejuízo de R$ 163 milhões. Além disso, a divergência entre os dados do Sirc e os da Receita Federal agrava ainda mais o problema, dificultando o controle e a fiscalização dos pagamentos de benefícios. O TCU estima que 13,1 milhões de óbitos não constam no sistema, seja por falha das famílias em registrar o falecimento ou por atraso dos cartórios. Diante desse cenário, o TCU determinou prazos de 90 a 120 dias para que os órgãos responsáveis implementem medidas corretivas urgentes. O INSS terá três meses para instaurar processos de investigação e punir os cartórios que não estão cumprindo os prazos legais para informar os óbitos. O Comitê Gestor do Sirc, com a participação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), deverá elaborar um plano de ação para melhorar a governança do sistema e garantir a integração dos dados de óbitos. “É crucial que os órgãos responsáveis ajam rapidamente para corrigir essas falhas e evitar que mais recursos públicos sejam desviados”, afirmou um representante do TCU. A expectativa é que as medidas implementadas resultem em um sistema mais eficiente e transparente, capaz de impedir fraudes e garantir que os benefícios sociais cheguem a quem realmente precisa. Fonte: http://www.conexaopolitica.com.br

Brutal Agressão em Natal: Ex-Jogador de Basquete é Preso por Espancar Namorada

Um caso de violência chocante abalou Natal, Rio Grande do Norte, com a prisão de Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-atleta profissional de basquete. Ele é acusado de agredir brutalmente sua namorada, Juliana Garcia dos Santos. O crime, que ganhou grande repercussão, está sendo investigado como tentativa de feminicídio. Igor Eduardo foi preso em flagrante após a agressão, que incluiu mais de 60 socos no rosto da vítima dentro de um elevador. A Justiça converteu a prisão em preventiva, enquanto a Polícia Civil do Rio Grande do Norte aprofunda as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso. As imagens das câmeras de segurança, que mostram Juliana com o rosto desfigurado e ensanguentado, causaram grande indignação pública. Após a divulgação das imagens, Igor Eduardo desativou suas redes sociais. A Polícia Civil busca determinar as motivações por trás da agressão e as responsabilidades do ex-jogador. A defesa de Igor Eduardo ainda não se manifestou sobre o caso, mas a CNN mantém o espaço aberto para seus comentários. O estado de saúde de Juliana Garcia dos Santos é uma grande preocupação. Ela foi levada ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel com graves lesões no rosto e na cabeça, sendo liberada posteriormente. A recuperação da vítima é acompanhada de perto, enquanto a justiça busca responsabilizar o agressor. Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br

Montadoras alertam Lula sobre risco de demissões em massa com incentivo a veículos semi-montados

As principais montadoras instaladas no Brasil – Volkswagen, Toyota, General Motors e Stellantis – expressaram séria preocupação com uma possível mudança na política industrial do governo federal. Em carta conjunta enviada ao presidente Lula em 15 de junho, as empresas alertam para o risco de demissões e perda de investimentos caso o governo avance com um plano de incentivo à produção de veículos no sistema SKD (Semi Knocked Down). O sistema SKD permite que carros cheguem quase prontos do exterior e sejam apenas montados no Brasil, utilizando poucos fornecedores nacionais. As montadoras argumentam que essa medida, coordenada pela Casa Civil, beneficiaria principalmente empresas chinesas, como a BYD, que tem investido na Bahia, estado do ministro Rui Costa. A carta também foi encaminhada ao vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin. De acordo com as montadoras, a implementação do incentivo ao modelo SKD poderia resultar em uma perda imediata de R$ 60 bilhões em investimentos, além da eliminação de 10 mil contratações previstas e a demissão de até 5 mil trabalhadores. “Essa prática deletéria pode disseminar-se em toda a indústria”, alertam os executivos Ciro Possobom (Volkswagen), Evandro Maggio (Toyota), Emanuele Cappellano (Stellantis) e Santiago Chamorro (GM) no documento. A preocupação se estende à cadeia produtiva, onde, segundo o setor, para cada emprego perdido nas montadoras, outros dez poderiam ser eliminados entre os fornecedores, totalizando até 50 mil cortes. Abipeças e Sindipeças, que representam a indústria de componentes automotivos, também se manifestaram contrárias à medida, classificando-a como uma “renúncia fiscal injustificada” e uma “concorrência inusitada” contra a produção nacional. O governo federal ainda não se pronunciou sobre a carta das montadoras. No entanto, o Comitê Executivo da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) deve avaliar, em reunião extraordinária, a proposta de redução do imposto de importação de kits SKD e CKD (veículos totalmente desmontados), atendendo a pleitos da BYD. O setor automotivo teme que a medida coloque em risco os R$ 180 bilhões em investimentos prometidos pelas montadoras para os próximos cinco anos. Fonte: http://www.conexaopolitica.com.br

Ratinho Jr critica vitimismo de Lula e cobra ação: “Tá na hora de sair a política e entrar a diplomacia”

tarifas

Governador diz que governo federal insiste em vitimismo enquanto países negociam tarifas com os EUA O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar os impactos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em entrevista concedida nesta semana, Ratinho afirmou que o governo federal está mais preocupado com discursos ideológicos, citando o vitimismo de Lula, do que em buscar uma solução prática para a crise comercial. “Tá na hora de sair a política e entrar a diplomacia”, disparou o governador, defendendo uma ação imediata do Itamaraty para tentar reduzir os prejuízos ao setor produtivo nacional. Crítica ao vitimismo e cobrança por ação Ratinho destacou que as sobretaxas impostas pelo governo do presidente Donald Trump não são exclusivas contra o Brasil. “O tarifaço é uma coisa que o presidente americano não fez só contra o Brasil. Ele está fazendo isso no mundo inteiro. Já vimos a China negociando, o Japão fechando acordo, a União Europeia, o México e o Canadá avançando nos entendimentos”, afirmou. Leia mais: Voa Brasil fracassa e não atrai passageiros, mesmo com passagens a R$ 200 Para ele, o governo brasileiro deveria seguir o exemplo de outras nações e adotar uma abordagem pragmática: “O que o governo brasileiro tem que fazer é pegar um chanceler, sentar com a cúpula do governo norte-americano e buscar um meio-termo que fique bom para os Estados Unidos e bom para o Brasil. O que não dá é ficar nesse vitimismo, achando que é imperialismo contra nós.” Efeitos ainda incertos, mas apreensão no setor produtivo O governador ressaltou que a indústria nacional ainda não tem dimensão completa dos impactos das tarifas, que passam a valer a partir de 1º de agosto. “Os próprios setores ainda não têm noção se a crise será profunda ou não. Alguns segmentos, como madeira de reflorestamento e laranja, especialmente na região Noroeste do Paraná, devem ser afetados, mas precisamos medir dia a dia”, disse. Leia mais: Alexandre Curi no Dia do Agricultor: “É essa gente que move a economia do Paraná” Para mitigar possíveis perdas, o governo do Paraná anunciou um pacote de medidas, incluindo empréstimos facilitados e postergamento do ICMS, como forma de apoio aos produtores e exportadores locais. Diplomacia como saída Ratinho defendeu que o Itamaraty, tradicionalmente reconhecido pela sua competência negociadora, assuma protagonismo. “A diplomacia brasileira sempre foi respeitada no mundo inteiro. Agora está na hora de deixar a política de lado e priorizar acordos que garantam o futuro da nossa economia”, reforçou. Ele destacou que o problema é de natureza comercial, não ideológica, e exige uma solução técnica: “O governo americano tem poder de impor sua vontade, e cabe ao Brasil agir rápido para defender os nossos interesses”. Falta de agilidade do governo federal Segundo o governador, enquanto outros países já avançam em negociações, o Brasil parece preso a debates internos. “Cabe ao governo brasileiro ser ágil no sentido de sentar com o governo americano o quanto antes e resolver da melhor forma possível”, afirmou Ratinho, acrescentando que as tratativas internacionais “não podem ser guiadas por disputas políticas domésticas”. O governador encerrou a entrevista reiterando o apelo por uma solução diplomática: “A gente torce que a diplomacia vença e resolva isso quanto antes”. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar os impactos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em entrevista concedida nesta semana, Ratinho afirmou que o governo federal está mais preocupado com discursos ideológicos do que em buscar uma solução prática para a crise comercial. Leia mais: Governo Milei negocia isenção de visto para que argentinos entrem nos EUA “Tá na hora de sair a política e entrar a diplomacia”, disparou o governador, defendendo uma ação imediata do Itamaraty para tentar reduzir os prejuízos ao setor produtivo nacional. Crítica ao vitimismo e cobrança por ação Ratinho destacou que as sobretaxas impostas pelo governo do presidente Donald Trump não são exclusivas contra o Brasil. “O tarifaço é uma coisa que o presidente americano não fez só contra o Brasil. Ele está fazendo isso no mundo inteiro. Já vimos a China negociando, o Japão fechando acordo, a União Europeia, o México e o Canadá avançando nos entendimentos”, afirmou. Para ele, o governo brasileiro deveria seguir o exemplo de outras nações e adotar uma abordagem pragmática: “O que o governo brasileiro tem que fazer é pegar um chanceler, sentar com a cúpula do governo norte-americano e buscar um meio-termo que fique bom para os Estados Unidos e bom para o Brasil. O que não dá é ficar nesse vitimismo, achando que é imperialismo contra nós.” Efeitos ainda incertos, mas apreensão no setor produtivo O governador ressaltou que a indústria nacional ainda não tem dimensão completa dos impactos das tarifas, que passam a valer a partir de 1º de agosto. “Os próprios setores ainda não têm noção se a crise será profunda ou não. Alguns segmentos, como madeira de reflorestamento e laranja, especialmente na região Noroeste do Paraná, devem ser afetados, mas precisamos medir dia a dia”, disse. Para mitigar possíveis perdas, o governo do Paraná anunciou um pacote de medidas, incluindo empréstimos facilitados e postergamento do ICMS, como forma de apoio aos produtores e exportadores locais. Diplomacia como saída Ratinho defendeu que o Itamaraty, tradicionalmente reconhecido pela sua competência negociadora, assuma protagonismo. “A diplomacia brasileira sempre foi respeitada no mundo inteiro. Agora está na hora de deixar a política de lado e priorizar acordos que garantam o futuro da nossa economia”, reforçou. Ele destacou que o problema é de natureza comercial, não ideológica, e exige uma solução técnica: “O governo americano tem poder de impor sua vontade, e cabe ao Brasil agir rápido para defender os nossos interesses”. Falta de agilidade do governo federal Segundo o governador, enquanto outros países já avançam em negociações, o Brasil parece preso a debates internos. “Cabe ao governo brasileiro ser ágil no

Voa Brasil fracassa e não atrai passageiros, mesmo com passagens a R$ 200

voa brasil

Programa ofereceu 3 milhões de bilhetes baratos, mas só 1,5% foram vendidos O programa Voa Brasil, criado pelo governo para ampliar o acesso de aposentados do INSS ao transporte aéreo, fracassou em seu primeiro ano, mesmo oferecendo passagens baratas de até R$ 200. Entre julho de 2024 e julho de 2025, apenas 45 mil bilhetes foram vendidos de um total de 3 milhões disponibilizados — uma adesão de apenas 1,5%. A iniciativa tinha como objetivo democratizar as viagens aéreas no Brasil, aproveitando assentos ociosos em voos com baixa ocupação. No entanto, a adesão ficou muito aquém da meta, revelando um descompasso entre a proposta e as reais necessidades do público-alvo. Público-alvo e desempenho O Voa Brasil é voltado a aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que não viajaram de avião nos últimos 12 meses, sem restrição de renda. Mesmo com tarifas reduzidas, o programa não conseguiu atrair um número expressivo de beneficiários. Leia mais: Alexandre Curi no Dia do Agricultor: “É essa gente que move a economia do Paraná” Os três destinos mais procurados foram: São Paulo (SP): 12.771 emissões; Rio de Janeiro (RJ): 3.673; Recife (PE): 3.509. Além dessas cidades, aposentados também viajaram para Fortaleza (CE), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG) e Natal (RN). Concentração regional A maior parte das reservas se concentrou no Sudeste (43%) e no Nordeste (40%), totalizando 510 trechos diferentes. Apesar da variedade, o volume geral de viagens ficou muito abaixo do esperado. Motivos da baixa adesão Especialistas apontam falhas na divulgação, dificuldade de acesso à compra digital e o público-alvo restrito como fatores que prejudicaram o alcance do programa. Outro ponto é que nem todas as rotas têm assentos disponíveis a preços reduzidos, frustrando potenciais interessados. Governo busca soluções Diante da baixa procura, o governo estuda medidas para tentar reverter o quadro, como ampliar o público elegível, melhorar a divulgação e negociar mais assentos promocionais com as companhias aéreas. Lançado como um marco para inclusão social no transporte aéreo, o Voa Brasil fechou o primeiro ano sem atingir as expectativas, deixando em aberto o debate sobre como tornar o programa realmente efetivo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Haddad revela plano de contingência frente a tarifas dos EUA

O governo federal está preparando um plano de contingência para mitigar os impactos de possíveis tarifas impostas pelos Estados Unidos. Uma das medidas em estudo é um programa de proteção ao trabalhador, conforme confirmado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (29). A iniciativa visa resguardar empregos e garantir a estabilidade econômica em meio a um cenário de incertezas no comércio internacional. Questionado sobre a semelhança com as ações implementadas durante a pandemia, Haddad acenou positivamente. Naquele período, o governo financiou parte dos salários de trabalhadores do setor privado, em troca da garantia de manutenção dos postos de trabalho. Essa experiência bem-sucedida serve de base para a elaboração do novo programa, adaptado ao contexto atual. “Dentre os vários cenários, há um que estabelece esse tipo de proteção aos trabalhadores”, explicou Haddad. “Mas não sei qual vai ser o cenário que o presidente Lula vai escolher”. O ministro ressaltou que a decisão final sobre a implementação do plano e suas características específicas caberá ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano de contingência já foi apresentado ao presidente Lula, que o recebeu com tranquilidade, segundo Haddad. O ministro enfatizou que o governo está confiante em sua capacidade de superar este momento desafiador, buscando soluções que protejam as empresas e os trabalhadores brasileiros, ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao diálogo e à negociação com os Estados Unidos. “Nós estamos confiantes que fizemos um trabalho que vai permitir ao Brasil superar este momento, que não foi criado por nós.” Haddad concluiu, ressaltando o compromisso do Brasil em cuidar de seus interesses e buscar soluções racionais e respeitosas no cenário internacional. “O Brasil vai estar preparado para cuidar das suas empresas, dos seus trabalhadores e, ao mesmo tempo, se manter na mesa de negociação, buscando racionalidade e respeito mútuo”, finalizou. Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br

Bombeiros controlam incêndio devastador em área de mata na zona oeste do Rio

Após nove horas de combate intenso, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) conseguiu controlar um incêndio de grandes proporções que consumiu uma extensa área de vegetação em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. O fogo, que se alastrou rapidamente pela Estrada do Rio Morto, representou um desafio considerável para as equipes. Mais de 30 bombeiros de cinco unidades foram mobilizados na operação, contando com o suporte de 11 viaturas operacionais. Para auxiliar no mapeamento dos focos de calor e otimizar as estratégias de combate, drones equipados com câmeras térmicas foram utilizados. A rápida propagação das chamas foi impulsionada pelos ventos fortes que atingiam a região. Segundo relatos das equipes que atuaram no local, o terreno de difícil acesso exigiu a divisão dos bombeiros em quatro frentes para alcançar os pontos mais críticos do incêndio. “O trabalho foi fundamental para proteger imóveis residenciais e um heliponto próximo, onde havia armazenamento de tonéis de combustível”, informou um dos coordenadores da operação. Apesar da intensidade do fogo, não houve registro de vítimas. Além do uso de tecnologia, os bombeiros precisaram abrir caminho em meio à vegetação densa para conter o avanço das chamas. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes. Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br