Sob o comando de Alexandre Curi, Assembleia fica mais próxima da população

Projeto Assembleia Itinerante recolheu 750 demandas em nove cidades do interior no primeiro semestre de 2025 A Assembleia Legislativa do Paraná intensificou neste ano sua estratégia de interiorização e recebeu 750 demandas da população durante as nove edições do programa Assembleia Itinerante realizadas entre fevereiro e junho de 2025. O projeto percorreu cidades-polo de todas as regiões: Arapongas, Cascavel, Umuarama, Paranavaí, Telêmaco Borba, Londrina, Maringá, Campo Mourão e Jacarezinho. Sob o comando do presidente Alexandre Curi (PSD), a iniciativa tem buscado aproximar o Legislativo estadual da realidade de fora da capital. “Estamos colhendo frutos reais: investimentos, políticas públicas e proximidade. A Assembleia não é só de Curitiba, ela pertence a todo o Paraná e merece o espaço de protagonista no desenvolvimento do Estado”, afirmou. As demandas foram apresentadas por cidadãos, lideranças comunitárias, representantes do setor produtivo e autoridades locais. Entre os principais pedidos, aparecem melhorias em infraestrutura urbana e rural, ampliação da cobertura de saúde, reforço no policiamento, investimentos em educação, tecnologia e logística. Desde que foi relançado em 2023, o programa já recolheu mais de 5,7 mil solicitações em diferentes municípios paranaenses. Segundo a coordenação do projeto, ao menos oito novas edições estão previstas até o fim deste ano, com prioridade para cidades que ainda não receberam a estrutura itinerante da casa estadual de leis. Além da escuta pública, as edições do Assembleia Itinerante também têm oferecido serviços como emissão de títulos eleitorais e orientação jurídica por meio de parcerias com o TRE-PR e a Defensoria Pública do Estado. Também foram realizadas ações educativas com a Escola do Legislativo, que promoveu oficinas e palestras sobre gestão pública, energia solar e inteligência artificial. Leia mais: De olho nas eleições, Moro inicia caravana por 32 cidades do Paraná Durante os eventos, a ALEP ainda entregou homenagens a lideranças locais nas áreas de educação, agronegócio, empreendedorismo, terceiro setor e religiosidade. Em algumas cidades, a programação contou com recursos de realidade virtual e espaços interativos voltados à juventude. As informações coletadas são encaminhadas às comissões temáticas da Assembleia e, em muitos casos, dão origem a projetos de lei, indicações, emendas ao Orçamento e até parcerias institucionais. O deputado Alexandre Curi afirmou que a meta é manter o ritmo e consolidar a interiorização como eixo permanente da atuação do Legislativo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Conselho de Ética aprova suspensão de André Janones por ofensas a Nikolas Ferreira

Deputado terá o mandato suspenso por três meses após insultos durante sessão A suspensão de André Janones por três meses foi aprovada nesta terça-feira (15) pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, com 16 votos favoráveis e apenas 3 contrários. A medida é resultado de uma representação que acusa o parlamentar do Avante de ter proferido ofensas contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante uma sessão no Plenário, no último dia 9. Ainda cabe recurso ao Plenário da Casa. A decisão, embora mais branda do que a pena inicialmente solicitada — seis meses de afastamento —, foi justificada pela gravidade das manifestações, classificadas como “ofensivas, provocativas e de baixo calão”. O episódio também culminou em tumulto generalizado, que precisou ser contido pela Polícia Legislativa. Clima tenso e acusações de homofobia O relator da representação, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), destacou que o comportamento de Janones ultrapassou os limites da liberdade de expressão parlamentar. Segundo ele, o uso de termos de cunho homofóbico, supostamente empregados pelo deputado mineiro, agrava a conduta e desrespeita princípios constitucionais. “O uso de expressões de cunho homofóbico, com o intuito de insultar ou diminuir um adversário político, constitui conduta grave e discriminatória. Isso reforça estigmas históricos e normaliza o preconceito”, afirmou Fausto durante a leitura do parecer. A confusão se iniciou durante um discurso de Nikolas Ferreira na tribuna. Segundo o relator, Janones teria interrompido a fala do colega com insultos e provocações, o que resultou em um tumulto generalizado que suspendeu momentaneamente a sessão. A Polícia Legislativa foi chamada para conter os ânimos e restabelecer a ordem. Defesa e contranarrativa de Janones Durante a reunião do Conselho de Ética, Janones negou que suas manifestações tenham interferido na fala de Nikolas Ferreira. O deputado alegou que utilizava o microfone apenas para transmitir comentários às suas redes sociais e que, tecnicamente, não seria possível que sua voz interferisse na tribuna. Leia mais: Eduardo Bolsonaro critica Tarcísio por “subserviência servil” a empresários “Quando você está no Plenário e fala, a sua fala não chega até a tribuna. É absolutamente impossível atrapalhar o orador com um comentário feito ao microfone do Plenário”, argumentou. Além disso, Janones declarou ter sido alvo de agressões físicas durante a confusão, afirmando ter sido chutado nas pernas e até mesmo apalpado em suas partes íntimas. “De repente eu começo a levar chutes muito fortes nas minhas pernas, pela frente e por trás. Estão gravadas estas agressões físicas”, afirmou o deputado. Janones também alegou que não foi informado adequadamente sobre a realização da reunião, o que, segundo ele, comprometeria seu direito à ampla defesa. A presidência do Conselho, no entanto, rebateu a alegação, confirmando que o gabinete do deputado foi notificado oficialmente na sexta-feira anterior. Representação original pedia pena maior A representação inicial (REP 3/25), apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, solicitava que o deputado fosse suspenso por seis meses. O relator, no entanto, optou por reduzir a penalidade para três meses, considerando o histórico do parlamentar e os precedentes do colegiado. Mesmo com a pena menor, a suspensão de André Janones já representa uma medida rara dentro da Câmara, e reforça o endurecimento do Conselho de Ética diante de episódios de desrespeito entre parlamentares. Próximos passos Com a decisão do Conselho, Janones poderá recorrer ao Plenário da Câmara, onde a suspensão ainda precisará ser confirmada por maioria absoluta dos deputados. Até lá, o efeito da decisão permanece suspenso. Leia mais: EDITORIAL: Escala 6×1: o governo joga para a torcida na busca por mais 4 anos no poder A suspensão, se mantida, trará impactos diretos na atuação política do parlamentar, que tem mantido uma presença ativa nas redes sociais e protagonizado confrontos frequentes com a ala bolsonarista. O caso expõe novamente as tensões ideológicas que dividem o Congresso Nacional, colocando em evidência os limites do embate político institucional. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Eduardo Pimentel se encontra com autoridades mundiais em evento nos EUA

Eduardo Pimentel apresentou plano de revitalização do Centro da capital e manteve conversas com líderes de grandes cidades do mundo em agenda em Nova York O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), participa de uma série de encontros com autoridades de diversos países durante o programa de formação em gestão executiva da Bloomberg Harvard para líderes municipais, realizado em Nova York, nos Estados Unidos. Durante o evento, Pimentel teve conversas com prefeitos de grandes centros urbanos, como Shelley Berkley (Las Vegas, EUA), Jorge Macri (Buenos Aires, Argentina), Dada Morero (Joanesburgo, África do Sul), Haris Doukas (Atenas, Grécia) e Adrian Schrinner (Brisbane, Austrália). Também dialogou com o governador queniano Abdullswamad Shariff Nassir, do condado de Mombaça. Além da troca de experiências sobre políticas públicas, urbanismo e sustentabilidade, o prefeito apresentou o projeto de revitalização do Centro de Curitiba como um dos cases selecionados pelo PNUD para a “Plataforma de Aceleração para Cidades Sustentáveis”. O plano curitibano contempla intervenções em áreas estratégicas como a Praça Rui Barbosa, Alameda Dr. Muricy e Avenida Marechal Floriano, com foco em habitação, mobilidade, segurança e incentivo à economia criativa. Leia mais: Pimentel freia a indústria da multa e muda a lógica dos radares em Curitiba “Devolvemos a atratividade do Centro, com a realização de eventos como o Domingo no Centro, que leva milhares de curitibanos para o calçadão da Rua XV; a requalificação urbanística; a ampliação da segurança; o reforço da ação social; a preservação histórica, entre outras ações”, disse Pimentel. A presença do prefeito no evento internacional também incluiu reuniões com professores, funcionários e estudantes de Harvard, além de especialistas da rede global da Bloomberg Philanthropies. A estratégia da prefeitura é atrair recursos internacionais e consolidar Curitiba como referência mundial em urbanismo sustentável e inovação social. “O compartilhamento de experiências é muito importante para todos nós, que temos desafios em comum”, concluiu Eduardo Pimentel. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
TRE cassa prefeito e vice de São João e manda fazer nova eleição

Justiça apontou abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2024 O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) cassou o mandato do prefeito de São João, Clóvis Mateus Cuccolotto (PSD), e do vice Valdir Wiesenhutter (PL), por abuso de poder político e econômico. Os dois também ficaram inelegíveis por oito anos, a partir do pleito de 2024. A Justiça determinou a convocação de novas eleições no município, que fica no Sudoeste do Estado. Ainda cabe recurso ao TSE. A condenação foi baseada numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apontou uso indevido do programa “Frente de Trabalho”, mantido pela prefeitura. Segundo o TRE, houve contratações temporárias contínuas desde janeiro de 2022, com renovações a cada 90 dias, encerradas só em setembro daquele ano após ordem judicial. A cada renovação, o gasto era de R$ 213,7 mil. No total, o programa consumiu mais de R$ 2 milhões, com pico de contratações no período eleitoral. De acordo com a decisão, o programa foi usado como forma de empregar as mesmas pessoas, sem rodízio, com base em critérios subjetivos como “melhor serviço prestado”. O relator, desembargador José Rodrigo Sade, apontou que o objetivo real não era assistência social, e sim a substituição irregular da mão de obra pública. “O Programa Frente de Trabalho foi usado como forma de obter mão de obra e não como um programa social”, escreveu. A defesa alegou que as atividades eram essenciais e que os serviços parariam sem essas contratações. Mas o TRE não comprou a justificativa. O relator destacou que, em dois decretos assinados já em 2024, a prefeitura contratou até 25 pessoas por dia para funções de auxiliar de serviços gerais, cargo que tinha sido extinto e que, pela regra, deveria ser ocupado por servidores concursados. “O Município de São João, seja por desorganização, incompetência ou dolo de improbidade administrativa, NÃO REALIZOU SUFICIENTEMENTE processos de contratação”, afirmou Sade. Além do desvio de finalidade no uso do programa, a Justiça também apontou outras irregularidades, como a distribuição de brindes durante evento de saúde pública. Copos térmicos do tipo “Stanley” teriam sido entregues no programa “Agosto Azul”, o que é proibido pela legislação eleitoral. A sentença ainda cita uso da estrutura pública para beneficiar particulares. Leia mais: Vereadores de Matinhos colocam em pauta criação de auxílio-alimentação para eles mesmos Para o TRE, ficou claro que prefeito e vice criaram um cenário deliberado de escassez de servidores para justificar contratações emergenciais, concentradas justamente no período eleitoral. “Não apenas houve o desvio de finalidade do programa Viver Melhor, em especial quanto à utilização das suas frentes de trabalho para atividades não essenciais, típicas de servidor público, mas esse desvio foi construído ao longo do tempo, com aumento significativo no período eleitoral”, afirmou o relator. A única vitória parcial dos dois foi a redução da multa aplicada: de R$ 100 mil para R$ 50 mil. Mas a situação pode piorar. Isso porque, após o pleito de 2024, a prefeitura republicou um edital de quase R$ 430 mil para contratar pessoal, agora com exigência de pejotização. Até dezembro, mais de 40 pessoas se credenciaram como MEI para prestar os mesmos serviços de auxiliar de serviços gerais, função que a própria gestão tinha extinguido nos quadros efetivos. A nova contratação já é alvo de questionamentos e pode gerar outra AIJE contra Clóvis e Valdir. Enquanto isso, o município aguarda a definição de data para escolher novos gestores nas urnas. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Eduardo Bolsonaro critica Tarcísio por “subserviência servil” a empresários

Deputado ataca governador por buscar diálogo com EUA sobre tarifas de Trump O embate político entre dois nomes da direita brasileira ganhou novos capítulos nesta semana. Eduardo Bolsonaro critica Tarcísio por conta das tratativas do governador de São Paulo com interlocutores norte-americanos a respeito das tarifas impostas por Donald Trump aos produtos brasileiros. O deputado licenciado disse se sentir “desrespeitado” e acusou Tarcísio de agir com “subserviência servil” diante do empresariado nacional. A divergência, que vinha sendo ventilada nos bastidores, veio a público após Eduardo demonstrar irritação com a iniciativa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) de procurar autoridades e representantes nos Estados Unidos com o objetivo de reverter as novas tarifas norte-americanas. O movimento do governador é visto como pragmático por aliados, mas foi interpretado como traição por bolsonaristas mais alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo. Crítica pública nas redes sociais Em publicação feita nesta terça-feira (15), Eduardo Bolsonaro subiu o tom. Sem mencionar diretamente o nome de Tarcísio, o deputado fez duras críticas ao que chamou de “alinhamento automático” com as elites econômicas. Segundo ele, a postura do governador representa uma distorção dos interesses nacionais. “Se você estivesse olhando para qualquer parte da nossa indústria ou comércio, estaria defendendo o fim do regime de exceção que irá destruir a economia brasileira e nossas liberdades”, escreveu. “Mas como, para você, a subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais, não espero que entenda”, completou o parlamentar. A fala gerou forte repercussão entre apoiadores e opositores da direita, reabrindo feridas dentro do campo conservador e expondo a disputa por espaço entre as diferentes alas bolsonaristas. Resposta firme de Tarcísio Tarcísio de Freitas não deixou as críticas sem resposta. Em declaração pública, o governador adotou tom sereno, mas firme, ao destacar que suas prioridades estão centradas nos interesses econômicos do estado de São Paulo. “Sem problema [sobre a posição de Eduardo]. Neste momento, estou olhando para São Paulo, para o seu setor industrial, para sua indústria aeronáutica, de máquinas e equipamentos, para o nosso agronegócio, para nossos empreendedores e trabalhadores”, disse Tarcísio. A fala evidencia o foco administrativo do governador e sua disposição em adotar medidas práticas, mesmo que isso implique desgastes com antigos aliados. Sua movimentação internacional, embora tecnicamente diplomática, é interpretada por setores bolsonaristas como um afastamento do discurso mais ideológico da direita raiz. Conflito escancara racha na direita A tensão entre Eduardo e Tarcísio evidencia um racha interno no bolsonarismo, com impactos diretos na articulação política para as eleições de 2026. Enquanto Eduardo mantém uma linha mais alinhada ao conservadorismo puro e duro de seu pai, Tarcísio adota um perfil mais técnico e conciliador, buscando alianças com o setor produtivo e projeção internacional. Este não é o primeiro sinal de distanciamento entre as duas lideranças. Nos bastidores, parlamentares próximos a Eduardo já expressaram desconforto com o estilo independente de Tarcísio, especialmente nas agendas ambientais, econômicas e na condução do governo paulista. Leia mais: PGR pede condenação de Bolsonaro por tentativa de Golpe de Estado Aliados de Tarcísio apontam, por outro lado, que Eduardo tem se mantido numa linha retórica que serve à sua base, mas ignora os desafios de governabilidade enfrentados por quem está no Executivo. Projeções para 2026 em jogo Com Jair Bolsonaro inelegível, as disputas internas da direita se intensificam. Eduardo Bolsonaro critica Tarcísio justamente num momento em que o governador paulista aparece como um dos nomes mais fortes para a sucessão presidencial. A ofensiva de Eduardo pode ser interpretada como um movimento para tentar limitar esse crescimento e preservar a influência do clã Bolsonaro no debate nacional. Tarcísio, por sua vez, evita confrontos diretos com o ex-presidente, mas vem demonstrando autonomia crescente — o que já foi motivo de atrito em outras ocasiões. A defesa da abertura de diálogo com os EUA em plena tensão tarifária é mais um indicativo dessa postura. A depender da evolução desse conflito, o campo da direita pode se fragmentar ainda mais até 2026, favorecendo adversários ou forçando uma reorganização de forças em torno de um novo nome que una pragmatismo e fidelidade ideológica. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
PGR pede condenação de Bolsonaro por tentativa de Golpe de Estado

Ex-presidente é acusado de liderar organização criminosa para impedir a posse de Lula após eleições de 2022 A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por envolvimento direto na tentativa de Golpe de Estado após as eleições de 2022. A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no final da noite desta segunda-feira (14) e acusa Bolsonaro de integrar e liderar o núcleo central de uma organização criminosa que tentou impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parecer foi assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet e entregue ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Trata-se das alegações finais da PGR em uma ação penal que envolve oito réus, todos apontados como parte da cúpula da trama golpista. Além de Bolsonaro, estão no mesmo processo os ex-ministros Braga Netto, Augusto Heleno e Anderson Torres, além do tenente-coronel Mauro Cid, que firmou acordo de delação premiada. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão Golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A PGR sustenta que os envolvidos atuaram em conjunto para “deslegitimar o resultado das eleições” e “mobilizar as Forças Armadas contra os demais Poderes da República”. No caso específico de Bolsonaro, o Ministério Público destaca que o ex-presidente foi o principal beneficiário e articulador da tentativa de ruptura institucional. A chamada “minuta do golpe”, que previa a prisão de ministros do STF e a convocação de novas eleições, é citada como peça-chave das investigações. Leia mais: Bolsonaro afirma que querem destruí-lo no dia da entrega das alegações finais da PGR “As ações de JAIR MESSIAS BOLSONARO não se limitaram a uma postura passiva de resistência à derrota, mas configuraram uma articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe. O controle da máquina pública, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática”, escreveu Paulo Gonet. Com a apresentação das alegações finais, abre-se agora prazo de 15 dias para manifestações de Mauro Cid, que é réu colaborador, e, na sequência, para as defesas dos demais réus. Depois disso, o caso será julgado pela Primeira Turma do STF, que poderá absolver ou condenar os acusados. Em caso de condenação, as penas serão fixadas individualmente. No mesmo dia em que a PGR apresentou o documento, Bolsonaro publicou mensagem nas redes sociais dizendo que o sistema quer “destruí-lo por completo” e afirmou que está sendo perseguido por ser uma voz de oposição. Se condenado por todos os crimes, o ex-presidente pode pegar mais de 40 anos de prisão, embora o Código Penal estabeleça limites máximos para cumprimento de pena. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!