Ratinho Junior ganha de Lula, Michelle e empata com Bolsonaro no PR, diz pesquisa

Levantamento revela que Ratinho Jr. lidera em cenários com Lula e Michelle, enquanto mantém empate técnico com Bolsonaro no Paraná. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), tem se consolidado como uma das principais lideranças políticas do estado. De acordo com levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas, Ratinho Jr. ganha de Lula em todos os cenários simulados e aparece empatado tecnicamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026, dentro do estado. A pesquisa, realizada entre os dias 3 e 6 de julho de 2025, entrevistou 1.540 eleitores em 62 municípios paranaenses e apresentou margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%. Os dados revelam que o atual governador não apenas supera com folga o presidente Lula em todos os cenários testados, mas também se equipara a Bolsonaro em popularidade entre os eleitores paranaenses. Leia mais: Pressão de Trump em defesa de Bolsonaro põe em risco indústria de armas brasileira Desempenho de Ratinho Jr. nas simulações de primeiro turno A seguir, os principais cenários simulados pela pesquisa: 1. Com Jair Bolsonaro (PL): Jair Bolsonaro: 34,4% Ratinho Junior: 33,6% Lula: 15,5% Ciro Gomes: 4,7% Ronaldo Caiado: 1,2% Renan Filho: 0,4% Não sabem/Não opinaram: 4,1% Nenhum/Brancos/Nulos: 6,2% 2. Com Michelle Bolsonaro (PL): Ratinho Junior: 44,7% Michelle Bolsonaro: 21,4% Lula: 15,5% Ciro Gomes: 5,0% Ronaldo Caiado: 1,9% Renan Filho: 0,3% Não sabem/Não opinaram: 4,1% Nenhum/Brancos/Nulos: 7,1% 3. Com Eduardo Bolsonaro (PL): Ratinho Junior: 48,8% Lula: 15,5% Eduardo Bolsonaro: 15,2% Ciro Gomes: 5,4% Ronaldo Caiado: 1,9% Renan Filho: 0,3% Não sabem/Não opinaram: 4,4% Nenhum/Brancos/Nulos: 8,5% 4. Com Lula (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos): Ratinho Junior: 49% Lula: 15,5% Tarcísio de Freitas: 15,5% Ciro Gomes: 5,1% Ronaldo Caiado: 1,0% Renan Filho: 0,4% Não sabem/Não opinaram: 4,9% Nenhum/Brancos/Nulos: 8,6% Simulações de segundo turno A pesquisa também testou possíveis confrontos diretos de segundo turno. Os resultados mostram uma clara vantagem para nomes da direita em relação a Lula no Paraná. Veja os números: Jair Bolsonaro x Lula:Bolsonaro: 57,2% – Lula: 24% Michelle Bolsonaro x Lula:Michelle: 55,7% – Lula: 25% Tarcísio de Freitas x Lula:Tarcísio: 50,3% – Lula: 25% Eduardo Bolsonaro x Lula:Eduardo: 49,9% – Lula: 26,2% Ratinho Junior x Lula:Ratinho Junior: 68,6% – Lula: 17,7% Rejeição ao governo Lula Além das simulações eleitorais, o instituto também avaliou a percepção dos eleitores paranaenses sobre o governo federal. O resultado foi amplamente negativo para o presidente: Avaliação da gestão Lula: Ótimo: 5,4% Bom: 13,6% Regular: 20,5% Ruim: 10,1% Péssimo: 49,3% Não sabem/Não opinaram: 1,1% Aprovação do governo Lula (resposta direta): Aprovam: 28,5% Desaprovam: 68,3% Não sabem/Não opinaram: 3,2% Ratinho Jr. se fortalece como nome nacional Com índices tão favoráveis no Paraná, Ratinho Junior reforça sua posição como potencial candidato à Presidência da República em 2026. Sua vantagem significativa sobre Lula em todos os cenários, e o empate técnico com Bolsonaro, indicam que o governador já desfruta de projeção nacional relevante. Ao vencer tanto o atual presidente quanto figuras do clã Bolsonaro no segundo maior colégio eleitoral da região Sul, Ratinho mostra que pode ser um nome viável para unir diferentes segmentos da centro-direita, especialmente se Jair Bolsonaro continuar inelegível. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Pressão de Trump em defesa de Bolsonaro põe em risco indústria de armas brasileira

Exportadores temem que retaliação dos EUA prejudique setor que depende em mais de 60 % do mercado americano Sob a pressão de Trump, o ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou respaldo público do mandatário americano, enquanto atores da indústria de defesa no Brasil já avaliam os desdobramentos sobre exportações brasileiras de armas e munições. A retaliação tarifária de 50 %, anunciada em julho de 2025, pode atingir duramente um setor que exportou entre US$ 323 milhões e US$ 528 milhões em armas para os EUA em 2024 . Dependência do mercado americano e riscos à indústria Estudos do Comex Stat mostram que os EUA absorvem cerca de 61,3 % das exportações brasileiras de armas e acessórios. Apesar disso, a imposição do tarifaço pode gerar retração imediata nas vendas ao país norte-americano. A empresa Taurus Armas, um dos principais fornecedores do setor, já sinalizou que sua fábrica nos EUA pode mitigar parte do impacto, mantendo a produção local. O setor industrial brasileiro emprega cerca de 40 mil pessoas e inclui grandes empresas como Embraer, Avibras e Taurus . Segundo analistas, a taxação comprometida por Trump ameaça a competitividade brasileira em um mercado onde domina. Fontes do MDIC alertam que ainda é cedo para dimensionar os efeitos completos, mas a instabilidade gerada pelo recorde tarifário pode reduzir investimentos e receitas em toda a cadeia . Reação do governo brasileiro O presidente Lula já sinalizou que ativará a Lei da Reciprocidade Econômica para retaliação comercial, sancionada em abril com apoio do Congresso . A orientação do Planalto é garantir proteção legal ao setor industrial, além de buscar diálogo técnico para minimizar impactos nos mercados e empregos ligados ao segmento de defesa. Leia mais: Pimentel freia a indústria da multa e muda a lógica dos radares em Curitiba Donald Trump continuou sua defesa de Bolsonaro, chamando-o de “líder forte” e sugerindo que não deveria responder perante o STF, mas diante do voto popular. Esse posicionamento reforça a narrativa bolsonarista de perseguição judicial e amplia tensões diplomáticas entre Brasil e EUA . Embora o apoio pessoal de Trump fortaleça o discurso político de Bolsonaro, para a indústria de armas, a dependência comercial permanece como motivo de preocupação crescente. Por um lado, o respaldo norte-americano pode impulsionar o apoio de parte da base conservadora no Brasil; por outro, a tarifa pode desencadear queda nas exportações. Cenário futuro: desafios e alternativas Para manter sua competitividade, empresas brasileiras já buscam diversificação geográfica. A produção de armas nos EUA pela Taurus foi destacada como estratégia de contenção para exportações . Ao mesmo tempo, negociações com potências como Arábia Saudita, onde a Taurus já protocolou proposta de joint venture, são apontadas como caminhos para reduzir vulnerabilidade ao mercado americano. A pressão de Trump favorecendo Bolsonaro traz repercussões diretas à indústria de defesa no Brasil. Enquanto o agronegócio e outros setores ainda resistem, a indústria de armas, altamente dependente do mercado dos EUA, está entre as mais sensíveis. A resposta do governo federal — no plano jurídico e diplomático — será decisiva para evitar retrações drásticas que possam comprometer produção, empregos e exportações. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!