Lula não pretende telefonar para Trump e prepara retaliação comercial, diz Planalto

Presidente avalia aplicar a Lei de Reciprocidade após ameaça de sobretaxa a produtos brasileiros feita pelo governo dos Estados Unidos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, o governo brasileiro avalia aplicar a Lei de Reciprocidade Comercial, em caso de retaliação formal por parte dos norte-americanos. A decisão ocorre após Trump publicar, em uma rede social, que pretende rever acordos comerciais com o Brasil. Ele acusou o país de práticas desleais e disse que adotará medidas mais duras se não houver, segundo ele, “comércio justo”. De acordo com auxiliares, Lula já comunicou à equipe que não fará contato direto com Trump neste momento e determinou que a resposta institucional seja conduzida pelos canais diplomáticos e técnicos. Leia mais: Lula reage a Trump e ameaça retaliar EUA com Lei de Reciprocidade Comercial A Lei de Reciprocidade permite ao Brasil adotar restrições semelhantes às impostas por outros países. A medida está sendo analisada por ministérios da área econômica e pelo Itamaraty. O governo brasileiro considera que a declaração de Trump ainda não tem efeitos práticos, mas acompanha a situação. Caso as ameaças se concretizem, a resposta será imediata, afirmam fontes do Planalto. O Itamaraty deve divulgar uma nota oficial nos próximos dias reafirmando a posição brasileira e reiterando o compromisso com regras internacionais de comércio. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Hussein Bakri detalha LDO inédita e primeiro semestre produtivo na Assembleia Legislativa

Líder do Governo destaca aprovação de todos os projetos do Executivo, consenso entre os Poderes e ações concretas na educação, segurança e direitos das mulheres Com a aprovação da LDO de 2026 na última terça-feira (8), a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) encerrou os trabalhos do primeiro semestre. Para o deputado Hussein Bakri (PSD), líder do governo na Casa, o balanço é positivo: todos os projetos do Executivo foram aprovados e houve diálogo aberto com oposição, sindicatos e sociedade. “Encerramos mais um semestre com algumas características que têm marcado a nossa atuação à frente da Liderança do Governo: 100% dos projetos do Executivo aprovados e muito diálogo, transparente e respeitoso, com os vários atores envolvidos, sobretudo com a oposição e os sindicatos do funcionalismo. Nosso papel é justamente esse, de construir pontes e alinhavar consensos para que, em última instância, os quase 12 milhões de paranaenses sejam beneficiados lá na ponta”, ressaltou Bakri. O principal destaque, segundo ele, foi a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias com um texto inédito, construído em consenso com o Legislativo, Judiciário e Ministério Público. Pela primeira vez, o superávit e o excesso de arrecadação vão permanecer nos cofres do Executivo. Além disso, as sobras orçamentárias dos outros Poderes terão de ser devolvidas ao governo para serem investidas em políticas públicas. Leia mais: Alvaro Dias lidera corrida pelo Senado no Paraná, mas disputa segue aberta Na área da educação, Bakri lembrou o reajuste de até 11,31% aprovado para 68 mil professores ativos e 40 mil inativos da rede estadual. O impacto anual da medida é de R$ 456 milhões. Já na segurança pública, a Assembleia aprovou a proposta que permite o retorno temporário de 1.900 policiais e bombeiros inativos para funções administrativas, liberando efetivo para as ruas. O deputado também destacou os avanços em políticas voltadas às mulheres vítimas de violência doméstica. Foram aprovados três projetos: um de sua autoria que garante prioridade de atendimento no IML; outro do Tribunal de Justiça que cria uma Câmara Criminal especializada; e um do Governo que prevê auxílio financeiro de R$ 759 por mês, durante um ano, para mulheres em situação de vulnerabilidade. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Governo do Paraná vai revitalizar Jardim Botânico de Londrina

Espaço será transformado em parque ambiental com investimento de R$ 1,6 milhão O Governo do Paraná anunciou a revitalização completa do Jardim Botânico de Londrina, que será transformado em um parque ambiental aberto à população. A obra será executada pelo Instituto Água e Terra (IAT) com investimento de R$ 1,6 milhão e previsão de entrega até o fim de 2025. Segundo o projeto, a área vai receber nova estrutura de recepção, estacionamento, sanitários acessíveis, trilhas, passarelas de madeira, áreas de descanso e um pórtico de entrada. A proposta também prevê a construção de uma escadaria de madeira ecológica, reforço na segurança e melhorias na infraestrutura de visitação. O Jardim Botânico tem cerca de 150 hectares e fica na zona sul da cidade. Apesar de ter sido criado há mais de 20 anos, o espaço ainda não estava estruturado para receber visitantes com frequência. Agora, o governo quer transformá-lo em um polo de educação ambiental e lazer urbano. Leia mais: Vereador de Guarapuava é alvo do Gaeco por suspeita de cobrar por imóvel de programa habitacional gratuito “É uma área estratégica para a conservação da biodiversidade e também para o uso público consciente”, explicou o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto. A revitalização será custeada com recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), e o projeto foi desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Londrina. A gestão municipal continuará responsável pela manutenção do espaço depois da entrega da obra. Além de trilhas e áreas verdes, o local abriga nascentes do Ribeirão Cambé, que abastece parte da cidade. A proposta é que o novo parque funcione também como espaço de sensibilização ambiental e proteção dos mananciais. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Marcelo Rangel propõe nova lei para endurecer punições a agressores de mulheres no Paraná

Projeto amplia restrições ao uso de recursos públicos por envolvidos em violência de gênero e reforça proteção às vítimas A luta contra a violência de gênero ganhou um novo capítulo no Paraná. O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), vice-líder do governo Ratinho Júnior na Assembleia Legislativa, apresentou um projeto de lei que amplia as restrições já existentes no Estado e visa impedir que agressores de mulheres tenham acesso a qualquer tipo de recurso público. A proposta representa um passo decisivo no combate à impunidade e reforça o compromisso do poder público com a proteção das vítimas. Combate à violência com sanções mais rígidas O projeto de Rangel modifica a Lei Estadual nº 21.926/2024, o chamado Código Estadual da Mulher Paranaense, tornando mais rígidas as punições aplicadas a pessoas físicas e empresas envolvidas em atos de violência contra mulheres. A proposta veda o repasse de verbas, incentivos fiscais, contratos e subvenções estaduais a qualquer empresa ou indivíduo formalmente denunciado ou condenado por crimes previstos na Lei Maria da Penha ou no Código Penal. O objetivo, segundo o parlamentar, é impedir que o dinheiro público sustente “estruturas que, direta ou indiretamente, toleram ou reproduzem a violência contra mulheres”. A nova legislação pretende fechar brechas que ainda permitiam que sócios e dirigentes de empresas envolvidas em casos de agressão continuassem acessando recursos do Estado. Mudança de paradigma nas penalidades A legislação atual já impõe restrições, mas somente em casos nos quais o agressor ocupa posição de comando na empresa e o crime esteja ligado ao ambiente de trabalho. Com a nova proposta, a restrição será ampliada para qualquer situação, inclusive quando o crime for cometido fora do contexto profissional ou empresarial. Outro ponto relevante é que o impedimento ao acesso de recursos públicos se dará não apenas em caso de condenação definitiva (trânsito em julgado), mas também a partir do momento em que a denúncia for aceita pela Justiça. Essa ampliação atende a um antigo pleito de entidades de defesa dos direitos das mulheres, que consideram fundamental a atuação preventiva do Estado. Rompendo o ciclo de conivência institucional O projeto também prevê a possibilidade de anulação de contratos e atos administrativos firmados com agressores de mulheres em desacordo com a nova legislação. Além disso, será possível responsabilizar civil e administrativamente os agentes públicos envolvidos na celebração de tais atos. Leia mais: Bolsonaro tenta reverter tarifaço de Donald Trump após pressão de aliados Rangel argumenta que o projeto vai ao encontro da expectativa da sociedade de ver o poder público se posicionar de forma clara e intransigente contra a violência de gênero. “Não basta oferecer medidas de apoio às vítimas. O Estado precisa ser exemplar na punição e no corte de benefícios a quem pratica esse tipo de crime”, afirmou o deputado. Regulamentação e tramitação A proposta estabelece um prazo de 90 dias para que o Poder Executivo regulamente os dispositivos da nova lei após sua eventual publicação. Entre os temas que deverão ser detalhados estão os critérios para apuração, os meios de fiscalização e os mecanismos de atualização do cadastro de pessoas e empresas impedidas de receber recursos públicos. Leia mais: Duplicação do Contorno Norte de Curitiba é iniciada com a presença do Ministro dos Transportes O projeto já iniciou tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná e será analisado pelas comissões temáticas nas próximas semanas. A expectativa de aliados do governo é de que a matéria tenha boa receptividade entre os parlamentares, diante da relevância social do tema. Alinhamento com políticas nacionais A proposta de Marcelo Rangel também se alinha a uma tendência nacional de reforço às políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. Nos últimos anos, diversos estados brasileiros têm ampliado as medidas legais para proteger as mulheres e punir de forma mais efetiva os agressores. Com a nova lei, o Paraná reforça sua posição como referência no combate à violência contra a mulher. Especialistas em direito e ativistas feministas elogiaram a iniciativa, destacando que o uso de instrumentos legais para vetar o uso de verbas públicas por quem agride mulheres é um avanço necessário e simbólico. “É o Estado dizendo: com dinheiro público, não”, resumiu uma representante de entidade de proteção às vítimas. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Bolsonaro tenta reverter tarifaço de Donald Trump após pressão de aliados

Ex-presidente tenta ação direta com a Casa Branca para conter danos políticos e afastar responsabilidade de seu grupo pelo aumento de tarifas Diante do desgaste político crescente, Bolsonaro tenta reverter o tarifaço anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros. A medida, que impôs duras tarifas de importação ao Brasil, tem sido usada pela esquerda como argumento para responsabilizar diretamente o ex-presidente e seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, pela deterioração nas relações entre os dois países. Agora, o ex-chefe do Planalto considera uma ofensiva diplomática pessoal para tentar desfazer o impacto da decisão norte-americana. Movimento para conter o desgaste político A estratégia de Jair Bolsonaro, segundo aliados, é entrar em contato direto com a Casa Branca ou com o próprio Donald Trump para tentar reverter o pacote tarifário. O plano surgiu como uma forma de neutralizar a narrativa de que Eduardo Bolsonaro teria influenciado negativamente a postura dos Estados Unidos, ao levar ao governo norte-americano uma pauta crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF). A articulação é vista como necessária após o episódio ter reforçado o discurso da esquerda sobre uma suposta irresponsabilidade do clã Bolsonaro na condução da política externa e no tensionamento institucional. O próprio Palácio do Planalto, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem utilizado o tarifaço como munição para atacar a oposição e reforçar sua própria imagem de defensor da soberania nacional. A tentativa de Bolsonaro de retomar protagonismo A interlocução direta com Trump também busca devolver a Bolsonaro um papel de destaque no cenário internacional. Para seu grupo político, mostrar que o ex-presidente ainda tem interlocução com líderes globais seria uma maneira de reafirmar sua relevância. Internamente, também funcionaria como resposta à militância, que passou a cobrar posicionamentos mais firmes em meio à ofensiva petista. Leia mais: Roubos de celular despencam no Paraná com ações firmes de segurança pública Segundo aliados, Bolsonaro entende que precisa sair da posição defensiva. Sua participação ativa no episódio serviria, inclusive, para redistribuir o peso das consequências do tarifaço, que atualmente recaem fortemente sobre Eduardo Bolsonaro. Riscos de um movimento mal calculado Apesar da estratégia em curso, há riscos consideráveis. Se, mesmo com a tentativa de reaproximação, Trump mantiver a decisão de taxar os produtos brasileiros, o movimento de Bolsonaro pode ser interpretado como fracasso diplomático — e isso aumentaria seu desgaste. Outro ponto delicado envolve o STF: se a articulação gerar retaliações ou sanções internas, Bolsonaro pode ser acusado de atuar em favor de interesses estrangeiros, aprofundando sua já delicada situação jurídica. Há ainda o receio de que a crise com os EUA prejudique projetos prioritários da oposição, como a anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, que vinha ganhando tração no Congresso. O peso do Brics e a irritação de Trump Nos bastidores, Bolsonaro atribui parte da motivação do tarifaço à recente cúpula do Brics, realizada no Brasil com grande protagonismo do governo Lula. A leitura feita por Trump, segundo aliados do ex-presidente, é de que o evento foi um sinal de alinhamento com potências rivais dos EUA, como China e Rússia, e uma forma de antagonismo aos interesses norte-americanos no continente. Para Trump, a presença do Brasil no Brics — especialmente ao lado de países como Venezuela e Irã — representaria uma guinada indesejada na política externa do maior país da América do Sul. Bolsonaro tenta usar essa percepção a seu favor para mostrar que, com ele no poder, a relação com os EUA seria mais estável e favorável. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Roubos de celular despencam no Paraná com ações firmes de segurança pública

Estado registra queda de 45,6% nos furtos e roubos de celulares desde 2018, consolidando política de segurança de Ratinho Junior O Paraná vive um momento de avanço na área de segurança pública. Entre janeiro e maio de 2025, o Estado registrou uma redução expressiva de roubos de celular, com queda de 45,6% em relação ao mesmo período de 2018. Os dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) mostram que o número de ocorrências caiu de 23.608 para 12.826 — resultado de um esforço coordenado entre polícia, inteligência e investimentos estratégicos promovidos pelo governo de Ratinho Junior. Investimentos em segurança e ações estratégicas Desde que assumiu o governo, Ratinho Junior determinou como prioridade o combate à criminalidade em todas as frentes. Parte fundamental dessa política foi a modernização da estrutura policial, com reforço no efetivo, aquisição de novas tecnologias e ampliação do patrulhamento tanto nas cidades quanto nas áreas rurais. Leia mais: Lula reage a Trump e ameaça retaliar EUA com Lei de Reciprocidade Comercial “O combate aos roubos de celular é parte de uma política maior de enfrentamento à criminalidade. Estamos cuidando da segurança nos grandes centros e também nos pequenos municípios, com patrulhamento rural”, afirmou o governador. O secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, destacou o impacto direto dos investimentos. “Quando iniciamos a gestão, herdamos números alarmantes. Hoje, o cenário é outro: temos redução nos principais índices criminais, com destaque para a recuperação de celulares furtados e roubados graças ao trabalho de inteligência das nossas forças policiais.” Casos emblemáticos de recuperação de aparelhos O trabalho intenso das equipes policiais tem garantido a devolução de aparelhos a suas vítimas, fortalecendo a confiança da população nas instituições de segurança. Um exemplo foi registrado em maio, quando a Polícia Civil do Paraná (PCPR) restituiu 160 celulares em Cascavel, recuperados após pouco mais de dois meses de investigações. Leia mais: Trump anuncia tarifa de 50% sobre produtos do Brasil, a mais alta imposta no mundo Na Região Metropolitana de Curitiba, durante um show em Pinhais, 28 celulares foram recuperados pela Polícia Militar após ação rápida que resultou na prisão de seis pessoas. A operação foi desencadeada após uma vítima rastrear seu aparelho e informar os policiais, que localizaram os suspeitos em um hotel no centro da capital. Redução acompanha tendência geral de queda nos crimes A diminuição nos roubos de celular está inserida em um cenário mais amplo de queda na criminalidade no Estado. Em 2024, o Paraná registrou a menor taxa de homicídios dolosos desde 2007, com apenas 1.663 casos e uma taxa de 14,06 homicídios por 100 mil habitantes. Já em 2025, entre janeiro e maio, a redução nesse tipo de crime foi ainda mais expressiva: 30,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, caindo de 778 para 540 homicídios dolosos. O Estado, que há 15 anos registrava 1.231 homicídios nos primeiros cinco meses do ano, demonstra evolução clara na área de segurança pública. Tecnologia e inteligência como aliadas da polícia O uso de tecnologia tem sido um diferencial no combate aos roubos de celular. Sistemas de rastreamento, integração de bancos de dados e cruzamento de informações têm permitido respostas rápidas das forças policiais. Além disso, o investimento em capacitação dos agentes e fortalecimento das centrais de comando e controle têm elevado a eficiência das ações. “Cada celular recuperado é mais do que um bem devolvido. É a demonstração de que o Estado está presente, atuante e comprometido com a segurança da população”, avaliou Hudson Teixeira. Confiança pública em alta Com os números em queda e operações bem-sucedidas, a percepção de segurança no Paraná também tem melhorado. A população tem se mostrado mais disposta a colaborar com denúncias e fornecer informações às autoridades. Esse envolvimento tem sido determinante para o sucesso das investigações e na construção de um ambiente mais seguro. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!