Rui Falcão pede correção de voto e diz que errou ao votar pela derrubada do IOF

Deputado do PT atribui erro a falha técnica e reafirma apoio ao aumento do IOF proposto pelo governo O deputado federal Rui Falcão (PT-SP), ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e atual candidato à presidência da sigla, solicitou à Câmara dos Deputados a correção de seu voto na sessão que derrubou o decreto do governo Lula que previa o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A derrota foi uma das mais emblemáticas sofridas pelo Planalto neste ano. Segundo Falcão, o voto contrário à orientação do partido foi um equívoco causado por instabilidade na internet durante a votação remota, ferramenta permitida para parlamentares que estavam fora de Brasília. No ofício enviado à Câmara, o deputado reafirma seu posicionamento alinhado ao governo: “Reitero o voto NÃO ao texto do Substitutivo oferecido ao PDL 214/2025, em consonância com os votos anteriores e com a orientação do PT na Casa”. De acordo com o Radar do Congresso, Falcão tem seguido a liderança do governo em 95% das votações desde o início do atual mandato. Em nota oficial à imprensa, reforçou seu apoio à política econômica de Lula: “A proposta busca promover maior justiça tributária no país e conta com meu apoio e do Partido dos Trabalhadores. Reafirmo meu compromisso com o projeto liderado pelo presidente Lula, com a classe trabalhadora e com a necessidade de que os mais ricos contribuam com sua justa parcela.” Derrota e impactoA proposta de aumento do IOF previa elevar a arrecadação federal em até R$ 7 bilhões. A derrubada do decreto — por 383 votos a 98 — pegou o Planalto de surpresa e evidenciou o desgaste na relação entre Executivo e Legislativo. O governo havia publicado três decretos sobre o tema (nº 12.466, 12.467 e 12.499/2025), sendo que o último atenuava os anteriores, mas ainda previa aumentos. Leia mais: Senadores paranaenses votaram contra aumento no número de deputados federais O projeto que anulou os efeitos do decreto presidencial foi um substitutivo apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) ao PDL 314/2025, de autoria do deputado Zucco (PL-RS). A derrota no Plenário da Câmara foi ampliada por votos favoráveis até mesmo de integrantes da base aliada. Candidato à presidência do PTRui Falcão, de 81 anos, voltou ao centro do debate interno do PT ao se lançar como candidato à presidência do partido. Presidente da legenda entre 2011 e 2017, ele reúne apoio de correntes como Novo Rumo, Militância Socialista, Democracia Socialista e O Trabalho. Apesar de apoiar a reeleição de Lula em 2026, Falcão defende que o partido mantenha autonomia, recupere suas bandeiras históricas e enfrente com mais firmeza o bolsonarismo. Sua candidatura é vista como contraponto à de Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara (SP) e nome apoiado por Lula. Falcão critica o que chama de “institucionalização excessiva” do PT e defende maior participação das bases e movimentos sociais na condução do partido. Jornalista por formação, Rui Falcão atuou em veículos da grande imprensa e no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Foi coordenador das campanhas presidenciais de Lula (1994) e Dilma Rousseff (2010). Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Senadores paranaenses votaram contra aumento no número de deputados federais

Texto aprovado no Congresso agora segue para a sanção do presidente Lula O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (25) uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que aumenta de 513 para 531 o número de deputados federais. Apesar da aprovação por ampla maioria no Senado, 49 votos a favor e 24 contra, dois dos paranaenses votaram contra a medida: Sergio Moro (União Brasil) e Oriovisto Guimarães (PSDB). Flávio Arns (PSB) está de licença médica e por isso não votou. A proposta redistribui as cadeiras entre os estados com base nos dados do Censo de 2022. O Paraná ganhará uma nova cadeira a partir da próxima legislatura, mas, mesmo assim os dois parlamentares paranaenses optaram por se posicionar contra o aumento geral do número de deputados. O argumento comum é o impacto financeiro: mais deputados significam mais gastos com salários, benefícios e estrutura de gabinete. Leia mais: Fachin diverge da maioria do STF e defende que redes só podem remover conteúdos após decisões judiciais Segundo os dados atualizados, ganham novas cadeiras os estados do Pará (4); Santa Catarina (4); Amazonas (2); Mato Grosso (2); Rio Grande do Norte (2); Paraná (1); Ceará (1); Goiás (1); Minas Gerais (1). A PEC foi aprovada também na Câmara. Com isso, o texto segue para a sanção do presidente Lula. Se sancionada, a mudança já deve valer a partir das eleições de 2026. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!