Em recado para o governo, Câmara aprova urgência para derrubar alta do IOF

Deputados pressionam o Planalto por corte de gastos e mostram força contra aumento de impostos; votação do mérito fica para depois A Câmara dos Deputados aprovou, na noite da última segunda-feira (16), o regime de urgência para o projeto que derruba o decreto do governo Lula que aumentou as alíquotas do IOF sobre operações de crédito. A votação foi expressiva: 346 a favor e 97 contra. O recado ao Palácio do Planalto foi direto: a maioria do Parlamento está insatisfeita com a política de aumento de impostos. Com a urgência aprovada, o texto pode ser votado direto no plenário, sem passar por comissões. Mas o mérito da proposta, que de fato anula o decreto, ainda não foi analisado. A oposição tentou pautar o tema já nesta segunda, mas um acordo de bastidor acabou adiando a decisão. Governo tentou segurar, mas perdeu Desde cedo, o Planalto se mobilizou para tentar evitar o avanço da proposta. Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) passaram a tarde reunidos com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), numa tentativa de frear o movimento. Também participaram líderes de partidos da base e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Leia mais: Sai PL, entra PSOL: Câmara troca sete deputados após decisão do STF Não adiantou. Na saída da reunião, Motta foi claro: “O governo sabe da insatisfação no Congresso e prometeu apresentar uma agenda de corte de despesas”, disse aos jornalistas, sinalizando que a cobrança por ajuste fiscal de verdade entrou de vez no radar da Câmara. Oposição quer votar IOF já nesta terça O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), avisou que vai negociar para que o mérito da proposta entre na pauta já nesta terça-feira (17). Segundo ele, o Congresso não aceita mais aumento de imposto sem que o governo mostre onde vai cortar gastos. “Se possível, vamos votar amanhã mesmo. O recado está dado”, disse Zucco. Uma nova rodada de negociações entre os líderes está marcada para a manhã desta terça. Entenda o caso O aumento no IOF foi anunciado em maio e teve impacto imediato no mercado e entre empresários. Diante da pressão, o governo recuou parcialmente, mas depois editou um novo decreto, publicado na última quinta-feira (11), que reverteu parte das mudanças e “recalibrou” as alíquotas. Foi o terceiro decreto sobre o tema em menos de dois meses. A intenção da equipe econômica era reforçar a arrecadação para equilibrar as contas públicas, com uma meta inicial de até R$ 37 bilhões até 2026. Depois dos recuos, o ganho deve cair para algo próximo de R$ 7 bilhões, mas o Ministério da Fazenda ainda não apresentou uma projeção oficial. Agora, o governo tenta ganhar tempo para evitar uma derrota política maior no plenário. Mesmo assim, o clima entre os deputados é de forte resistência. Para o decreto cair de vez, o projeto ainda precisará ser aprovado também no Senado. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Maioria da bancada do Paraná é a favor de revogar alta do IOF

Parlamentares paranaenses se alinham para derrubar aumento do imposto sobre operações de crédito A Câmara dos Deputados deve votar ainda nesta segunda-feira (16) a derrubada do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empresas. A medida, em vigor desde abril, elevou o custo de operações de crédito para o setor produtivo e gerou reação contrária de entidades empresariais e da oposição no Congresso. O decreto é alvo de um projeto de decreto legislativo (PDL) apresentado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos), com apoio de outros partidos de centro e direita. Para que a revogação seja confirmada, é preciso maioria simples na Câmara e depois no Senado. Maioria da bancada paranaense é contra o aumento No Paraná, a maioria dos deputados federais já sinalizou apoio à derrubada do decreto. Dos 30 parlamentares da bancada, ao menos 19 se declararam favoráveis ao PDL que revoga a alta do IOF. O levantamento foi feito com exclusividade pelo Politiza. Entre os que votam “sim” para a derrubada estão nomes de diferentes legendas: Beto Richa (PSDB); Delegado Matheus Laiola (União Brasil); Diego Garcia (Republicanos); Dilceu Sperafico (Progressistas); Felipe Francischini (União Brasil); Filipe Barros (PL); Geraldo Mendes (União Brasil); Giacobo (PL); Luisa Canziani (PSD); Luiz Carlos Hauly (Podemos); Padovani (União Brasil); Pedro Lupion (Progressistas); Reinhold Stephanes (PSD); Ricardo Barros (Progressistas); Rodrigo Estacho (PSD); Sargento Fahur (PSD); Sergio Souza (MDB); Tião Medeiros (Progressistas); e Vermelho (Progressistas). Maioria da bancada governista não respondeu Do lado governista, a maioria do PT paranaense optou por não declarar voto. Tadeu Veneri e Zeca Dirceu já se manifestaram contra a derrubada, ou seja, a favor da manutenção do decreto de Lula. Outros deputados do partido, como Carol Dartora, Lenir de Assis e Elton Welter, ainda não deram resposta oficial sobre o tema. Aliel Machado (PV) e Luciano Ducci (PSB) declararam, por meio de suas asssessorias, que não tem posições definidas sobre a proposta. Leia mais: Após rompimento com Podemos, PSDB mira federação com Solidariedade Indefinições e ausências Alguns deputados da bancada paranaense ainda não oficializaram posição. Luiz Nishimori (PSD) está em viagem internacional para o Japão e, segundo a sua assessoria, só volta dia 25, por isso, não irá votar. Outros como Luciano Alves (PSD), Paulo Litro (PSD) e Toninho Wandscheer (Progressistas) também não declararam voto até o momento, apesar de terem sido procurados pela reportagem. Contexto político A votação representa mais um teste de força entre o governo Lula e o centrão na Câmara. A insatisfação com o aumento do IOF tem unificado até parlamentares que, em outras pautas, costumam votar alinhados ao Planalto. A pressão de empresários, especialmente do setor agrícola e da indústria, é outro fator que tem influenciado os deputados. Lideranças empresariais alegam que o aumento do imposto prejudica a recuperação econômica e encarece o crédito para investimentos. Caso a Câmara derrube o decreto, a decisão ainda precisará ser confirmada pelo Senado. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Após rompimento com Podemos, PSDB mira federação com Solidariedade

Negociação com Renata Abreu travou por disputa de comando; tucanos agora buscam acordo com Paulinho da Força A fusão entre PSDB e Podemos foi oficialmente sepultada, mas os tucanos já têm outro plano na manga. Com o fim das negociações com a deputada Renata Abreu, presidente do Podemos, o PSDB agora articula uma possível união com o Solidariedade, comandado por Paulinho da Força. A informação foi confirmada por lideranças dos dois partidos ao Politiza. A tentativa de fusão com o Podemos naufragou após mais de um ano de conversas, principalmente por causa de uma disputa interna sobre quem controlaria a nova legenda. O presidente do PSDB, Marconi Perillo, queria manter o protagonismo, enquanto Renata Abreu não aceitava abrir mão de espaço. Sem acordo, a junção ruiu. Se a fusão ou federação entre PSDB e Solidariedade realmente sair do papel, o movimento vai colocar lado a lado duas figuras com um histórico político delicado no Paraná: Beto Richa e Fernando Francischini. Em 2015, Francischini foi secretário de Segurança Pública no governo Richa e esteve diretamente envolvido na gestão da operação policial que terminou com o confronto violento contra professores na Praça Nossa Senhora de Salete, episódio que até hoje é lembrado como um dos momentos mais tensos da gestão tucana. Leia mais: Sergio Moro e Mauro Moraes viram alvos de ação no TRE por suposta propaganda antecipada Após o episódio, os dois se distanciaram politicamente. Richa seguiu com sua trajetória tradicional dentro do PSDB, enquanto Francischini mergulhou na onda bolsonarista e se consolidou como um nome de discurso mais duro e linha de frente na segurança pública. Caso a fusão avance, os dois vão precisar dividir o mesmo espaço partidário nas articulações para as eleições de 2026, o que promete um novo capítulo nessa relação marcada por colaboração no passado e distanciamento nos anos seguintes. PSDB não quer que barco afunde De olho em 2026 e pressionado pela cláusula de barreira, o PSDB agora enxerga no Solidariedade uma nova oportunidade de ganhar musculatura política. A sigla de Paulinho tem bancada menor, mas presença em sindicatos e influência em alguns estados estratégicos. As conversas ainda estão em estágio inicial, mas a pressa dos tucanos é grande: a legenda precisa ampliar sua representatividade para não encolher ainda mais nas próximas eleições. O fracasso com o Podemos mostrou que fusões partidárias, embora estratégicas, esbarram em vaidades e disputas de poder. Com o Solidariedade, o PSDB aposta em um cenário mais flexível. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
PIB do Paraná dispara 5% no primeiro trimestre e deixa para trás Brasil, EUA e países da Europa

Setores como agro, indústria e serviços puxam crescimento; aumento de renda e baixa no desemprego também impulsionam economia O Paraná começou 2025 com a economia acelerada. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 5% no primeiro trimestre, quase o dobro da média nacional (2,8%) e mais que o dobro do resultado dos Estados Unidos no mesmo período (2,1%). O desempenho também superou países como Dinamarca (4%), Polônia (3,7%), Espanha (2,6%), Holanda (2%) e Suécia (0,6%). França, Itália e Alemanha tiveram resultados ainda mais tímidos ou negativos. O valor total gerado pelo Paraná entre janeiro e março foi de R$ 210,9 bilhões, segundo o Ipardes, com base nos dados do IBGE. O setor que mais se destacou foi a agropecuária, com alta de 13,08%, acima dos 10,17% registrados na média do Brasil. O resultado reflete principalmente a força das cooperativas do estado, que mesmo enfrentando seca em algumas regiões, conseguiram ampliar a produção de grãos, carnes de frango, suínos e bovinos. A indústria também teve um salto expressivo: crescimento de 5,92% no trimestre, enquanto o Brasil ficou em 2,4%. O setor foi impulsionado por segmentos como refino de petróleo, fabricação de veículos, geração de energia elétrica e produção de máquinas e equipamentos. Grandes investimentos feitos nos últimos anos ajudam a explicar o bom momento, como a construção da nova fábrica de pneus em Ponta Grossa, com aporte de US$ 1,2 bilhão. Leia mais: PSD se anima com Ratinho Junior após empate com Lula em nova pesquisa O setor de serviços, responsável por mais da metade da economia estadual, avançou 3,44%. Esse crescimento está diretamente ligado ao aumento da renda média da população, que subiu 19,2% em um ano, e à taxa de desemprego historicamente baixa, que fechou o último trimestre de 2024 em 3,3%. “A produção agropecuária, a atividade industrial, as vendas do comércio e o volume dos serviços vêm crescendo de forma considerável, o que explica a elevação real dos salários e o baixo desemprego, estabelecendo perspectivas otimistas para todo o exercício de 2025”, disse Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes. O secretário estadual de Planejamento, Ulisses Maia, também destacou o ambiente favorável criado pelo governo estadual para atrair novos investimentos. Segundo ele, as políticas de apoio ao setor produtivo, o equilíbrio fiscal e os investimentos em infraestrutura têm garantido as condições para que o Paraná continue crescendo acima da média nacional. “São ações coordenadas que têm papel importante na construção do atual cenário econômico paranaense, que se sobressai entre os entes federativos”, disse. O resultado positivo reforça o protagonismo do estado na economia brasileira e anima as expectativas para o restante do ano. Se o ritmo se mantiver, o Paraná pode fechar 2025 com um dos maiores crescimentos do país. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Ex-vereadora de Curitiba é presa em SC após condenação por rachadinha

Kátia Dittrich foi localizada em Joinville e já começou a cumprir pena de mais de 5 anos de prisão A ex-vereadora de Curitiba Kátia Dittrich, conhecida pelo apelido político de “Kátia dos Animais de Rua”, foi presa na última sexta-feira (13) em Joinville (SC), após mais de seis meses foragida. Ela foi condenada por participar de um esquema de rachadinha durante o período em que ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Curitiba, entre 2017 e 2020. A prisão foi realizada por policiais civis do Paraná e de Santa Catarina, com base em mandado expedido pela 13ª Vara Criminal de Curitiba. Além dela, o marido, Marcos Withers, também condenado no mesmo processo, foi preso na operação. Os dois estavam com mandado de prisão em aberto desde novembro de 2023, quando a sentença transitou em julgado. De acordo com o processo, Kátia exigia que os servidores comissionados de seu gabinete devolvessem parte dos salários recebidos, o crime popularmente conhecido como rachadinha. As investigações indicaram que as cobranças eram feitas de forma sistemática, com o envolvimento direto do marido da ex-vereadora na coleta e gestão dos valores. Leia mais: Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito de Pontal do Paraná por compra de votos Em decisão judicial já definitiva, Kátia foi condenada a cinco anos e seis meses de prisão por concussão e prevaricação. Marcos Withers recebeu pena de cinco anos. Desde que os mandados foram expedidos, o casal vinha tentando evitar a prisão, alegando questões de saúde e buscando medidas judiciais para postergar o cumprimento da pena. Após a prisão em Joinville, os dois passaram por exame de corpo de delito e foram encaminhados ao sistema prisional catarinense, onde permanecem custodiados. A defesa informou que vai continuar recorrendo para tentar reverter a condenação, mas reconheceu que não há mais possibilidade de recurso com efeito suspensivo. O delegado Alan Henrique Flore, responsável pela operação, afirmou que a ação reforça o compromisso das forças de segurança com o cumprimento de sentenças judiciais. “A impunidade não pode ser uma opção. O caso serve de exemplo de que quem comete crime contra a administração pública, cedo ou tarde, vai ter que prestar contas”, disse. A prisão marca o desfecho de um caso que teve ampla repercussão em Curitiba. Eleita com discurso de proteção animal, Kátia Dittrich perdeu apoio político e não conseguiu se reeleger em 2020. Desde então, vinha sendo alvo de denúncias relacionadas à sua atuação parlamentar. Agora, condenada e presa, ela passa a cumprir a pena em regime fechado, e o caso entra para a lista de escândalos recentes envolvendo políticos da capital paranaense. Em nota, a defesa lamentou que o Ministério Público não tenha oferecido um acordo de não-persecução penal. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Jorginho Mello brinca com separatismo em evento no Paraná: “Passamos a trena e fazemos o Sul é nosso país”

Chefe do Executivo catarinense fez piada sobre criar um novo país; fala gerou risadas no evento, mas também críticas nas redes sociais O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), virou assunto nas redes sociais após fazer uma brincadeira sobre separar a Região Sul do restante do Brasil. A declaração foi dada na última quinta-feira (12), durante o evento Construa Sul 2025, realizado em Curitiba, com a presença dos governadores Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Enquanto falava sobre a integração entre os três estados, Jorginho usou um tom descontraído e fez referência ao movimento separatista “O Sul é o Meu País”, que, embora sem validade legal, defende há décadas a ideia de criar um país independente formado por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Se o negócio não funcionar muito bem lá pra cima, nós passamos uma trena para o lado de cá e fazemos ‘o Sul é nosso país’”, disse Jorginho, arrancando risadas da plateia. Leia mais: PSD se anima com Ratinho Junior após empate com Lula em nova pesquisa A fala veio em meio a um discurso que destacava as potencialidades econômicas da região e a necessidade de mais atenção do governo federal ao Sul. Jorginho ainda lembrou de um episódio recente envolvendo a revisão da divisa entre Paraná e Santa Catarina, quando, após uma nova medição oficial, cerca de 500 campos de futebol passaram a fazer parte do território catarinense. Contexto histórico A referência ao movimento “O Sul é o Meu País” trouxe à tona uma pauta que, embora minoritária, costuma aparecer em momentos de tensão política ou insatisfação regional. O grupo, fundado em 1992, já realizou plebiscitos informais e defende a ideia de um plebiscito oficial para discutir a separação. No entanto, a Constituição brasileira é clara: a federação é indissolúvel, e não há previsão legal para esse tipo de divisão territorial. Reações divididas Nas redes sociais, a fala de Jorginho gerou diferentes reações. Enquanto alguns apoiadores trataram como uma piada inofensiva, outros apontaram a declaração como inadequada para um chefe de Estado. Críticas também vieram de opositores políticos, que acusaram o governador de flertar com um discurso separatista. Até o momento, Jorginho Mello não se manifestou novamente sobre o assunto, nem para reforçar o tom de brincadeira, nem para responder às críticas. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Em visita ao Pará, Ratinho Junior discute educação e é tido como “próximo presidente”

Governador foi destaque em eventos do Podemos e apresentou avanços do Paraná O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), cumpriu uma série de agendas no Pará neste fim de semana e foi apontado como potencial candidato à Presidência por lideranças do Podemos. Em Santarém, o vice-presidente nacional do partido, Pastor Everaldo, o chamou de “próximo presidente do Brasil”. Ratinho também esteve em Marabá e encerrou a visita no domingo (15), em Ananindeua, em encontro com a presidente nacional da sigla, Renata Abreu. Educação do Paraná em destaqueNo evento, Ratinho apresentou resultados de sua gestão, com destaque para a área da educação. O Paraná passou do 7º para o 1º lugar no Ideb, com programas como o Ganhando o Mundo, que oferece intercâmbio gratuito para alunos da rede estadual, e o Mais Merenda, que garante três refeições por turno nas escolas. Leia mais: Lula viaja ao Canadá para debater clima e energia no G7 O governador também ressaltou que todas as salas de aula terão ar-condicionado até o fim do ano e que as antigas estruturas de madeira estão sendo substituídas. Economia e geração de empregosRatinho também destacou o avanço econômico do Paraná, que alcançou a 4ª maior economia do país. Segundo o Banco Central, o estado teve crescimento de 8,1% em fevereiro. A taxa de desemprego, de 4,8%, é uma das menores do país. “Temos um estado que cresce, gera empregos e melhora a vida da população”, afirmou. Projeção nacional e alianças políticasApesar de ser do PSD, Ratinho tem ampliado sua interlocução com outros partidos. A presença em eventos do Podemos e o apoio de nomes como Vanderlei Luxemburgo e Renata Abreu reforçam sua presença nacional. Com articulações intensas para 2026, o governador paranaense vai consolidando espaço entre aliados do campo da direita. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Lula viaja ao Canadá para debater clima e energia no G7

Presidente leva temas climáticos e energéticos à cúpula no Canadá O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta segunda-feira (16) para Kananaskis, na província de Alberta, no Canadá, onde participará, na terça-feira (17), da Cúpula do G7. Convidado pelo governo canadense, Lula participará do segmento de engajamento externo, espaço dedicado ao diálogo entre o grupo das sete maiores economias e países não membros. Esta será a nona vez que o presidente brasileiro marca presença no G7. A reunião ocorre em meio a um cenário global conturbado. A guerra entre Rússia e Ucrânia permanece sem perspectiva de encerramento, enquanto os bombardeios israelenses em Gaza seguem intensos. Lula tem sido um crítico constante da ofensiva, que classifica como genocídio contra civis palestinos. Na última semana, os ataques entre Israel e Irã acirraram ainda mais as tensões no Oriente Médio, aumentando o temor de um novo conflito de grandes proporções. Além das crises geopolíticas, a emergência climática continua no centro das preocupações internacionais. Países do G7 frequentemente são cobrados por Lula por não cumprirem os compromissos firmados em acordos ambientais. O Brasil, que sediará a COP 30 em 2025, pretende usar a Cúpula como vitrine para reforçar seu papel de liderança nas discussões sobre clima e energia. O tema principal do segmento com Lula será a segurança energética, com foco em inovação, diversificação de fontes e cadeias de minerais críticos. Preservação de florestas e prevenção de incêndios também estão na pauta. “É uma oportunidade para o presidente apresentar os preparativos da COP 30 e convidar pessoalmente os líderes do G7. Os temas em discussão estão diretamente ligados ao que será tratado na conferência de Belém”, destacou o embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty. Além do Brasil, foram convidados para o segmento de engajamento externo representantes da África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia e México. A ONU, o Banco Mundial e a União Europeia também participam do encontro. Agenda oficial Lula chega a Alberta nesta segunda-feira. Às 17h30 (horário local), participa de uma recepção da premiê da província, Danielle Smith, com os demais líderes convidados. Às 18h30, será recebido em jantar oficial oferecido pela governadora-geral do Canadá, Mary Simon, em Calgary. Leia mais: PSD se anima com Ratinho Jr. após empate com Lula em nova pesquisa Na terça-feira (17), Lula participa da recepção oficial e da foto de família com os líderes do G7. Está prevista uma reunião bilateral com o primeiro-ministro canadense Mark Carney. O ponto alto da agenda será o almoço de trabalho do segmento externo, com foco em “O futuro da segurança energética: diversificação, tecnologia e investimentos”. Protagonismo na COP 30 A participação no G7 também servirá para reforçar o convite oficial de Lula aos líderes das grandes potências para a COP 30, que será realizada em Belém. O Brasil busca posicionar o evento como um marco global para reativar compromissos climáticos e pressionar por financiamento aos países em desenvolvimento. A expectativa é que a presença de Lula fortaleça a posição brasileira no debate sobre transição energética e sustentabilidade, além de aprofundar o diálogo com os países industrializados em temas estratégicos para o futuro do planeta. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!