Irã lança ataque com centenas de mísseis contra Israel em retaliação a ofensiva

Explosões atingem Tel Aviv e Jerusalém após lançamento de projéteis pelo Irã; Israel fala em três ondas de mísseis O Irã lançou, na noite desta sexta-feira (13), um grande contra-ataque contra Israel, disparando centenas de mísseis balísticos. A ação é uma resposta direta à ofensiva israelense, que teve como alvos o programa nuclear iraniano, as Forças Armadas do país e a liderança militar do regime. “O Estado de Israel começou uma guerra”, declarou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o Exército de Israel (IDF), pelo menos cem projéteis foram disparados inicialmente. Houve registros de explosões em Tel Aviv, Jerusalém e outras regiões, após o país decretar alerta geral às 21h11 (15h11 no horário de Brasília). Ataque ocorre após salva de drones Horas antes do ataque com mísseis, o Irã já havia lançado uma salva de cerca de cem drones, que foram interceptados antes de chegarem ao território israelense. A ação teria servido como um “aperitivo” para o bombardeio noturno, cujo impacto total ainda está sendo avaliado. Israel já previa retaliação Durante o dia, Israel manteve sua ofensiva iniciada na madrugada, com foco na destruição de bases de mísseis balísticos iranianos. No entanto, especialistas estimam que o Irã possua até 2.000 desses armamentos, o que torna improvável sua neutralização em curto prazo. Leia mais: PF cumpre mandado contra Mauro Cid e prende ex-ministro de Bolsonaro por tentativa de fuga Segundo as Forças de Defesa de Israel, o país já enfrentou ao menos três ondas de mísseis vindos do Irã. Os sistemas de defesa antimíssil — incluindo o conhecido Domo de Ferro — foram acionados em diversos pontos do país. Tel Aviv, que teve um prédio atingido e em chamas, registra ao menos 14 feridos. Irã afirma ter abatido caças israelenses A mídia estatal iraniana afirmou que as defesas aéreas do país conseguiram derrubar dois caças israelenses, com a captura de um piloto. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada por fontes independentes nem pelas IDF. Conflito sem declaração formal Apesar das declarações inflamadas de ambos os lados, ainda não há uma declaração formal de guerra entre Irã e Israel. No entanto, na prática, o confronto já ocorre de forma aberta, com envolvimento direto das forças militares dos dois países. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, já havia antecipado que haveria “ondas violentas” de retaliação. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

PF cumpre mandado contra Mauro Cid e prende ex-ministro de Bolsonaro por tentativa de fuga

Gilson Machado é suspeito de ajudar Mauro Cid a obter passaporte português para fugir do país O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na manhã desta sexta-feira (13/6). A Polícia Federal (PF) investiga se ele tentou obter um passaporte para deixar o país. Cid teve seus celulares apreendidos e deve prestar depoimento ainda nesta manhã, às 11h. Gilson Machado é preso em Recife Na mesma operação, a PF prendeu Gilson Machado, ex-ministro do Turismo no governo Bolsonaro, em Recife (PE). Ele é suspeito de intermediar a emissão de um passaporte português para Mauro Cid, em uma tentativa de facilitar sua fuga do Brasil. A ação teria ocorrido em maio de 2025, junto ao Consulado de Portugal na capital pernambucana. Investigação partiu de pedido da PF e da PGR A operação foi autorizada após pedido da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), feito na última terça-feira (10/6). Leia mais: Entenda o conflito entre Irã e Israel: o que provocou o ataque aéreo e como está a situação agora Ambos os órgãos solicitaram ao STF a abertura de um inquérito para investigar Gilson Machado por possível obstrução da Justiça. A PGR concordou com as medidas cautelares, incluindo busca e apreensão pessoal e domiciliar, além da quebra de sigilos telemático e telefônico do ex-ministro. PF detalha tentativa de obtenção do passaporte Segundo a PF, Machado teria atuado junto ao Consulado de Portugal no Recife, no dia 12 de maio de 2025, para conseguir um passaporte em nome de Mauro Cid. A iniciativa teria como objetivo permitir a saída do ex-ajudante de ordens do território nacional, em meio às investigações do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado. Cid é réu por tentativa de golpe Mauro Cid é um dos 31 réus denunciados pela PGR por participação em uma suposta tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Entre os acusados estão o próprio ex-presidente, militares e assessores do antigo governo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Entenda o conflito entre Irã e Israel: o que provocou o ataque aéreo e como está a situação agora

Com bombardeio de grandes proporções, Israel matou líderes militares e cientistas nucleares iranianos, elevando a tensão a um patamar inédito Israel e Irã se enfrentam numa das fases mais críticas da tensão que já dura décadas. Na noite da última quinta-feira (13), Israel realizou um ataque aéreo de grande escala contra alvos estratégicos no Irã. A ofensiva matou nomes de peso do alto escalão militar iraniano e gerou uma reação imediata de Teerã. A escalada pode arrastar toda a região para um conflito direto. Como começou esse conflito? A rivalidade entre os dois países não é nova. Israel vê o Irã como a maior ameaça à sua existência, principalmente por causa do programa nuclear iraniano. Teerã, por sua vez, não reconhece o Estado de Israel e financia grupos armados que atuam contra os israelenses, como o Hezbollah no Líbano. O estopim do conflito atual foi o avanço do Irã no enriquecimento de urânio. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Teerã já produz urânio próximo do grau necessário para fabricação de bombas atômicas. Para Israel, isso é inaceitável. Nos bastidores, o governo americano tentava retomar o acordo nuclear de 2015, mas sem sucesso. O acordo foi abandonado por Donald Trump, em 2018. Ao mesmo tempo, o Irã vinha reforçando sua presença militar na Síria e fornecendo drones para aliados que atacam Israel. A situação foi piorando até explodir. O que aconteceu agora? Na madrugada de quinta (horário do Irã), Israel lançou uma operação aérea com mais de 200 caças, batizada de “Leão em Ascensão”. Os alvos foram instalações nucleares e militares no território iraniano, especialmente as regiões de Natanz e Teerã. Entre os mortos estão figuras importantes: Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária; Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; e Dois cientistas nucleares. O Irã confirmou as mortes e declarou estado de emergência total. O espaço aéreo foi fechado, peregrinações religiosas suspensas e alertas disparados à população. Como o Irã respondeu? Horas depois do ataque, o Irã lançou cerca de 100 drones contra Israel. A maioria foi interceptada antes de atingir o território israelense, segundo o governo de Tel Aviv. A ofensiva é considerada apenas o começo da retaliação. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição severa” e disse que a resposta será “à altura da agressão”. E como está Israel? Israel também está em estado de alerta total. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o país está pronto para responder “a qualquer novo ataque”. O espaço aéreo foi fechado, abrigos foram abertos e a população recebeu instruções para ficar atenta. Leia mais: Musk pede impeachment de Trump e ameaça programa da SpaceX com a Nasa Netanyahu afirmou que o ataque foi preventivo e necessário para evitar que o Irã finalize sua bomba atômica. Segundo ele, Israel não vai permitir que “seu maior inimigo consiga uma arma nuclear”. Qual o risco de uma guerra maior? O cenário é de forte tensão. Outros países da região, como Jordânia e Iraque, já fecharam seus espaços aéreos. Os Estados Unidos, que tentavam mediar um novo acordo nuclear com o Irã, agora tentam evitar que o conflito vire uma guerra total. Apesar de se dizerem contrários ao ataque israelense, os EUA reforçaram a presença militar na região para proteger seus próprios soldados e bases. Há risco real de que a situação escale e envolva grupos armados aliados do Irã, como o Hezbollah e as milícias no Iraque, além do risco de novos ataques diretos entre as duas potências. Em resumo: Israel atacou alvos estratégicos no Irã, matou militares e cientistas importantes. O Irã respondeu com drones e promete retaliações maiores. A tensão está no ponto mais alto em anos, com risco de guerra aberta no Oriente Médio. EUA e outros países tentam conter a escalada, mas a situação é instável. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

AGU pede que STF suspenda ações de restituição por fraude ao INSS

Governo quer agilizar devolução de valores cobrados indevidamente e evitar sobrecarga no Judiciário A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que autorize o ressarcimento direto, por via administrativa, de aposentados e pensionistas que foram vítimas de fraudes no INSS, sem que essas pessoas precisem entrar com ação judicial. O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (12) dentro de uma ação que discute a responsabilidade do governo federal pelos descontos indevidos em benefícios previdenciários. A proposta da AGU mira em fraudes conhecidas como “fraudes associativas”, que envolvem cobranças feitas por entidades como sindicatos e associações, muitas vezes sem que o beneficiário sequer saiba da existência do suposto vínculo. Em vários casos, o desconto só é percebido meses depois, quando o prejuízo já se acumulou. Para tentar resolver o problema sem judicialização em massa, o governo também quer autorização do STF para liberar recursos por meio de crédito extraordinário, fora do teto de gastos, nos anos de 2025 e 2026. Esses recursos seriam usados exclusivamente para pagar os ressarcimentos. Leia mais: Justiça Eleitoral nega pedido de retirada de postagens a favor de Sérgio Moro No pedido, a AGU argumenta que a devolução administrativa traria mais agilidade e segurança jurídica, além de proteger os cofres públicos da explosão de ações judiciais individuais. O governo sustenta ainda que, como os próprios órgãos de controle já identificaram as irregularidades, não faz sentido obrigar cada vítima a buscar reparação por conta própria na Justiça. O relator é o ministro Dias Toffoli. Se o Supremo aceitar o pedido, a devolução dos valores passará a ser feita diretamente pelos órgãos do Executivo, com base em auditorias e relatórios técnicos. Isso deve reduzir o tempo de espera das vítimas e, ao mesmo tempo, aliviar a sobrecarga do Judiciário. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!