Saiba quais taxas devem subir para compensar redução do IOF

Ministro da Fazenda anunciou pacote de medidas com aumento de tributos sobre investimentos e apostas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (9) que o governo vai desistir do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para evitar um desgaste político e uma possível rejeição no Congresso. Em vez disso, a adminstração nacional vai recalibrar a arrecadação, elevando a carga tributária em outras frentes, principalmente sobre investimentos antes isentos e o setor de apostas online. A decisão foi tomada após uma série de reuniões entre Haddad e líderes partidários da Câmara e do Senado, que deixaram claro que o aumento do IOF, anunciado na semana passada, causaria forte rejeição política e impacto negativo no mercado. Para evitar um desgaste maior, o governo optou por um “pacote de compensações” que promete arrecadar valor semelhante, mas distribuído em outras fontes. O pacote apresentado pelo ministro prevê, entre outras medidas, a taxação de 5% de Imposto de Renda sobre investimentos de renda fixa que antes eram isentos, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Além disso, a tributação sobre as apostas online, setor em expansão e que já pagava 12% sobre o faturamento bruto, vai subir para 18%. O governo também anunciou que vai aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das fintechs, alinhando a alíquota delas com a dos bancos tradicionais, ou seja, elevando a carga para até 20%. Outra frente é a revisão das isenções fiscais infra-constitucionais, que somam cerca de R$ 800 bilhões por ano. O governo promete uma “faxina” nesse bolo de benefícios, que devem começar a ser revisados a partir de 2026. IOF seguirá com aliquota menor O IOF vai continuar existindo, mas com uma alíquota muito menor do que a inicialmente prevista, que caiu de 1,5% para cerca de 0,5%, segundo fontes próximas ao ministro. O decreto que aumentava o imposto será recalibrado via Medida Provisória nas próximas semanas. Leia mais: STF inicia interrogatório de Bolsonaro e outros réus por plano golpista Essa redução na expectativa de arrecadação do IOF faz com que o governo precise compensar o rombo por outras vias. A previsão é que, mesmo com essa redução, o IOF arrecade cerca de R$ 7 bilhões em 2025, quase um terço dos R$ 19 bilhões previstos antes da mudança. Congresso contribuiu com o texto A reação no Congresso foi positiva, já que a retirada do aumento do IOF diminui a chance de atrito com o governo e abre espaço para negociações mais amplas sobre a reforma tributária. O mercado, por sua vez, reagiu com alívio ao anúncio. Especialistas apontam que o IOF, por ser um imposto direto sobre movimentações financeiras, tem impacto imediato na liquidez e no consumo, enquanto os ajustes nos investimentos e apostas podem ser absorvidos de forma mais gradual. Agora, o governo promete encaminhar a Medida Provisória até o final desta semana para formalizar as mudanças, enquanto o Congresso terá um papel importante para aprovar o pacote. O presidente Lula, que está em visita oficial à França, deve acompanhar o desenrolar das negociações à distância. O ministro Haddad reforçou que o objetivo é cumprir a meta fiscal de 2025 sem comprometer a retomada econômica nem penalizar setores que geram emprego e renda. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Dallagnol larga na frente na disputa pelo Senado no Paraná; Filipe Barros ficaria com 2ª vaga, diz pesquisa

Ex-deputado lidera com ampla vantagem, mas há dúvidas sobre sua elegibilidade O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) lidera a corrida por uma das vagas do Paraná no Senado em 2026. É o que mostra levantamento do instituto Ágili Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (9). Mesmo após perder o mandato em 2023 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dallagnol aparece à frente nos dois cenários testados pela pesquisa e se consolida como o principal nome na disputa. No cenário com cinco pré-candidatos, Dallagnol tem 21,7% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o deputado federal Filipe Barros (PL), com 16,9%, seguido pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, com 14,3%. O senador Flávio Arns (PSB) marca 10,4%, e Sandro Alex (PSD), ex-secretário de Infraestrutura do governo Ratinho Junior, aparece com 3,9%. Os indecisos, votos brancos e nulos somam 40,5%. Quando o nome de Sandro Alex sai da lista e entra a jornalista Cristina Graeml (Podemos), Dallagnol mantém a dianteira com 22,1%. Filipe Barros sobe para 17,6%, Gleisi vai a 14,7%, Arns marca 10,3% e Cristina fica com 6,2%. Os indecisos ou que não escolheram nenhum somam 37,9%. Leia mais: Sergio Moro larga com folga na disputa pelo Governo do Paraná A pesquisa também mostra que, até aqui, nenhum nome ligado diretamente ao governo do Estado despontou. Mesmo com o PSD controlando o Palácio Iguaçu, o partido do governador Ratinho Junior ainda não tem um nome forte para a disputa ao Senado. Já Dallagnol tenta se aproveitar do recall da Lava Jato e do discurso anticorrupção para voltar ao Congresso com força, agora mirando uma das duas cadeiras no Senado. Mas, há dúvidas sobre sua elegebilidade, isso porque Dallagnol assegura que pode disputar porque teve o registro de candidatura indeferido, o que não o torna inelegível. Já juristas analisam que, como perdeu o mandato, estaria 8 anos fora da política a partir de 2022. O levantamento ouviu 1.151 eleitores entre os dias 5 e 11 de fevereiro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Sergio Moro lidera com folga a disputa pelo Governo do Paraná em novo levantamento

Senador lidera com mais que o triplo dos votos do segundo colocado O senador Sergio Moro (União Brasil) aparece com ampla vantagem na corrida pelo Governo do Paraná em 2026, segundo levantamento da Ágili Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (9). A pesquisa mostra que Moro lidera em todos os cenários testados, com possibilidade de vencer no primeiro turno caso haja fragmentação no campo governista. No principal cenário estimulado, que inclui diferentes nomes ligados ao PSD, partido do governador Ratinho Junior, Moro tem 35,2% das intenções de voto. O segundo colocado é o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL), com 9,4%. Na sequência aparecem Rafael Greca (PSD), com 8,4%; Requião Filho (PDT), com 7,7%; Beto Richa (PSDB), com 5,1%; Alexandre Curi (PSD), com 4,2%; Enio Verri (PT), com 2,2%; e Guto Silva (PSD), com 1,8%. Os que dizem votar em nenhum somam 17,9%, enquanto 8% não souberam ou não responderam. Quando o cenário é mais enxuto, com apenas um nome do PSD enfrentando Moro, o senador dispara: chega a 43,1%, enquanto Paulo Martins sobe para 13,9%. Requião Filho aparece com 11,2%, Guto Silva com 4,3% e Enio Verri com 3,8%. Nesse cenário, os indecisos e votos brancos/nulos somam 23,7%. Leia mais: Ratinho Junior empata com Lula em pesquisa e vira nome forte da oposição para 2026 A pesquisa revela ainda que o apoio de Ratinho Junior será decisivo para a definição do próximo governador. Para 60,1% dos entrevistados, é importante que o sucessor mantenha o alinhamento com o atual governo. Outros 19,1% afirmam que o apoio de Ratinho não influencia a escolha, e 16,8% preferem uma ruptura com a atual gestão. Realizada entre os dias 29 de maio e 1º de junho, a pesquisa ouviu 1.475 eleitores por telefone, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número PR-05838/2024. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito de Pontal do Paraná por compra de votos

Prefeito, vice e suplente de vereador são acusados de oferecer churrasco e canos de PVC em troca de apoio eleitoral A Justiça Eleitoral determinou a cassação do prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes Filho (MDB), o Rudão, por abuso de poder econômico durante a campanha de 2024. A decisão, assinada pelo juiz Ricardo José Lopes, também atinge a vice-prefeita, Patricia Millo Marcomini (PSD), e o suplente de vereador Ezequiel Tavares Alves (PSD). Os três foram considerados culpados por promover um churrasco em área carente do município e distribuir materiais de construção em troca de votos. O caso aconteceu no loteamento Olho d’Água, que não tem rede regular de água e esgoto. Durante um evento com eleitores, Rudão e Ezequiel teriam distribuído cerca de 35 canos de PVC de 50 milímetros para que moradores conseguissem fazer ligações clandestinas de água. Segundo relatos incluídos no processo, os materiais foram entregues junto com santinhos e pedidos explícitos de voto. A defesa dos acusados tentou justificar a doação dos canos como uma ação da associação de moradores local, mas a alegação foi rejeitada pela Justiça. Para o juiz, houve uso indevido de recursos com finalidade eleitoral, o que configura compra de votos e fere a igualdade de condições entre os candidatos. Ele classificou a prática como “gravíssima”, especialmente por explorar a vulnerabilidade dos eleitores. Leia mais: STF inicia interrogatório de Bolsonaro e outros réus por plano golpista Como consequência, além da cassação dos diplomas, o prefeito, a vice e o suplente de vereador foram declarados inelegíveis até 2032. Apesar da decisão, todos permanecem nos cargos por enquanto, já que cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR). A defesa de Rudão e Patricia informou que vai recorrer da decisão, apostando na reversão da sentença nas instâncias superiores. Já o advogado de Ezequiel entrou com embargos de declaração, apontando contradições no texto da sentença. Caso a decisão seja mantida pelo TRE e, posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o município poderá ter novas eleições para prefeito. Enquanto isso, a gestão segue no cargo, mas sob a instabilidade política provocada pela sentença judicial. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
STF inicia interrogatório de Bolsonaro e outros réus por plano golpista

Depoimentos marcam fase decisiva da ação que investiga tentativa de golpe após as eleições de 2022 O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta segunda-feira (9) os interrogatórios de Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados ligados ao chamado “núcleo 1” da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022. Os depoimentos ocorrem presencialmente no plenário da Primeira Turma, a partir das 14h, e fazem parte da fase de instrução, quando são colhidas novas provas diretamente dos réus. O primeiro a ser ouvido será Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, conforme prevê a lei para réus que fecharam acordo de colaboração premiada. Os demais serão ouvidos em ordem alfabética. Os interrogados responderão a perguntas sobre seus antecedentes, sua relação com os demais envolvidos e, principalmente, sobre os fatos investigados. Estão previstas questões sobre reuniões para planejar um possível golpe, a existência de uma minuta de decreto visando instaurar estado de exceção e o incentivo a narrativas de desconfiança nas urnas eletrônicas. Caso optem por negar envolvimento, os réus podem apresentar provas, fornecer suas versões dos fatos e contestar os elementos levantados pela acusação. A Constituição garante ainda o direito ao silêncio, especialmente quando a resposta puder gerar autoincriminação. Depoimentos anteriores Antes da oitiva dos acusados, mais de 50 testemunhas convocadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas prestaram depoimento ao Supremo. A maioria dos nomes indicados por Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), relatou que o ex-presidente, apesar de abatido com a derrota eleitoral, demonstrou disposição para cumprir o processo de transição de governo sem resistência. Leia mais: Lula diz que Rússia não vai retroceder e sugere que guerra vai terminar apenas com concessões Eles afirmaram que Bolsonaro não tratou de ruptura institucional nem manifestou oposição à posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, outras testemunhas ouvidas, especialmente indicadas pela PGR, apresentaram versões distintas. Os ex-comandantes das Forças Armadas, Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e Carlos de Almeida Baptista Júnior (Aeronáutica), relataram que houve discussões no governo sobre decretar Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou estado de defesa — medidas que poderiam ser usadas para tentar impedir a posse de Lula. Em uma das reuniões, segundo os relatos, chegou-se a considerar a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Etapas finais do processo O interrogatório dos réus marca uma das últimas fases da ação penal. Após a conclusão dessa etapa, defesa e acusação terão cinco dias para solicitar diligências adicionais — como novas apurações ou medidas complementares. Encerrado esse prazo, ambas as partes apresentarão suas alegações finais em até 15 dias. A partir daí, caberá ao relator da ação elaborar seu voto e encaminhar o processo para julgamento na Primeira Turma. A sessão será presidida pelo ministro Cristiano Zanin e definirá se os réus serão condenados ou absolvidos. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!