Musk pede impeachment de Trump e ameaça programa da SpaceX com a Nasa

Bilionário publicou uma série de críticas e ameaças ao presidente estadunidense A guerra entre Elon Musk e Donald Trump ganhou capítulos novos nesta quinta-feira (6) em uma das crises políticas mais caóticos da política americana recente. Depois de ser alvo direto de críticas e ameaças por parte do presidente dos Estados Unidos, o bilionário reagiu com força: pediu o impeachment de Trump e anunciou o início da desativação do programa Dragon, da SpaceX, usado pela Nasa em missões à Estação Espacial Internacional. Tudo começou após Trump sancionar o polêmico “One Big Beautiful Bill”, um pacote trilionário que aumentou gastos públicos, cortou subsídios para veículos elétricos, afetando diretamente a Tesla, e desagradando Musk, que classificou a medida como “irresponsável” e “populista”. Em resposta, o presidente acusou Musk de agir por interesse próprio e ameaçou suspender todos os contratos federais com empresas ligadas ao empresário, como a própria Tesla e a SpaceX. O estopim veio quando Musk respondeu com um “Sim” a uma postagem no X (antigo Twitter) que pedia o impeachment de Trump e a posse do senador JD Vance como novo presidente. Pouco depois, o bilionário usou a mesma rede para dizer que o programa Dragon seria descontinuado, medida que afetaria diretamente a Nasa. Horas depois, Musk recuou parcialmente da decisão, mas o estrago já estava feito: as ações da Tesla despencaram mais de 14%, e a empresa perdeu cerca de US$ 150 bilhões em valor de mercado em poucas horas. Leia mais: Elon Musk deixa governo Trump após criticar pacote bilionário de gastos A troca de acusações virou uma guerra total. Musk sugeriu, sem provas, que Trump tem laços ocultos com Jeffrey Epstein e que estaria usando o governo para perseguir adversários. Do lado trumpista, nomes como Steve Bannon e aliados do Congresso defenderam investigações contra Musk e ameaçaram rever sua cidadania, já que Musk nasceu na África do Sul, além de defender o rompimento de todos os contratos públicos com suas empresas. Com o racha escancarado, a briga já afeta o campo político e eleitoral. Musk, que há uma semana era um dos maiores financiadores do Partido Republicano e chegou a comandar o Departamento de Eficiência Governamental (apelidado de DOGE), agora rompe de vez com Trump e sua base política. Aliados mais moderados do partido, como Vance, começam a ganhar destaque em meio ao conflito. Por enquanto, não há qualquer movimento formal no Congresso para iniciar um processo de impeachment contra Trump. Mas o embate entre os dois gigantes promete continuar alimentando os bastidores de Washington e os mercados nos próximos dias. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Bolsonaro diz que enviou R$ 2 milhões a Eduardo nos EUA e diz que valor é “legal”

Ex-presidente afirmou que transferiu dinheiro via Pix para ajudar o filho a manter a família no exterior O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (5) que enviou R$ 2 milhões ao filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente vive nos Estados Unidos. A declaração foi feita após Bolsonaro prestar depoimento à Polícia Federal (PF), no inquérito que investiga a atuação de Eduardo no exterior. “Eu botei dois milhões na conta dele. Lá fora tudo é mais caro, eu tenho dois netos e ele tá lá fora, eu não quero que ele passe por dificuldades”, disse o ex-presidente. Leia mais: Ratinho Junior empata com Lula em pesquisa e vira nome forte da oposição para 2026 Segundo Bolsonaro, o dinheiro enviado foi declarado e transferido legalmente. “Botei dinheiro na mão dele, bastante até, e ele está levando a vida dele. Dinheiro limpo, legal, Pix”, afirmou. Investigação no STF O depoimento de Bolsonaro ocorreu no âmbito de um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O caso apura a conduta de Eduardo Bolsonaro no exterior, especialmente em relação a declarações e possíveis ações contra autoridades brasileiras. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o próprio Bolsonaro revelou em entrevistas que estaria ajudando financeiramente o filho fora do país. A PGR suspeita que Eduardo tenta interferir no Judiciário para beneficiar o pai, que é alvo de múltiplas investigações no Supremo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Ratinho Junior empata com Lula em pesquisa e vira nome forte da oposição para 2026

Quaest mostra governador do Paraná colado no presidente em cenário de segundo turno Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (5) colocou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), no centro do tabuleiro político nacional. Segundo os números, Ratinho aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Lula tem 40% das intenções de voto, contra 38% de Ratinho, empate dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. O desempenho do governador paranaense chama atenção não só pelo resultado em si, mas pela trajetória. Em março, Ratinho Junior aparecia com 35% contra 42% de Lula. Ou seja: encurtou a diferença e já está numericamente à frente de outros nomes da oposição, como Romeu Zema (Novo e Ronaldo Caiado (Uniõa Brasil), em alguns recortes da pesquisa. Leia mais: Desaprovação ao governo Lula sobe para 57%, mostra pesquisa Quaest Apesar de ainda não cravar a pré-candidatura, Ratinho tem adotado um discurso mais nacional e feito movimentações que alimentam a possibilidade. Em viagem recente à Europa, por exemplo, ele afirmou que sua geração tem “a responsabilidade de apresentar um projeto moderno de Brasil” e criticou a condução do governo federal em temas sociais. “Não dá mais para aceitar que a pobreza continue sendo tratada como problema estrutural eterno”, disse. Internamente, o PSD vê com bons olhos o crescimento de Ratinho Junior e já considera seu nome como uma alternativa competitiva para 2026, principalmente se Tarcísio optar por disputar a reeleição em São Paulo. Os principais oponentes nesse momento seria uma eventual composição de Kassab com a chapa de Lula ou uma eventual candidatura do governador Eduardo Leite. Neste casos, Ratinho pode se lançar ao Senado Federal. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Guto Silva entra no páreo para o governo do Paraná e diz estar “pronto para o debate político”

Secretário das Cidades reforça alinhamento com Ratinho Junior e espera definição do grupo político para 2026 O secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), entrou de vez no radar da sucessão ao governo do Paraná. Em entrevista coletiva durante um evento do programa “Asfalto Novo, Vida Nova”, Guto admitiu que está entre os cotados para disputar o Palácio Iguaçu em 2026, elogiou o governo Ratinho Junior (PSD) e disse estar preparado para representar o grupo político na próxima eleição estadual. “Temos muito trabalho para ser realizado neste período. Esse é um governo que transforma e que tem resultado nas mais diferentes áreas: educação, saúde, casas populares e geração de emprego. É por isso que um governo bem aprovado tem a condição de fazer um projeto de sucessão. Eu acredito que é necessário um projeto de continuidade, justamente para que essa metodologia tenha sequência. A gente sabe que isso tem conseguido mudar a cara do Paraná e isso significa melhorias na vida do cidadão”, disse o secretário A fala de Guto reforça que, apesar de ainda não haver uma decisão oficial, o jogo da sucessão já começou a se desenhar nos bastidores. Além dele, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, também aparecem como nomes fortes na disputa interna do PSD. Ratinho como fiador da sucessão Assim como Curi, Guto aposta na força política de Ratinho Junior como peça-chave da próxima eleição. Com mais de 80% de aprovação popular, segundo dados do próprio governo, o governador deverá ser o principal fiador da candidatura governista em 2026. E o apoio dele tende a ser decisivo. Leia mais: Alexandre Curi admite que pode disputar o governo do Paraná e cita Ratinho Junior como principal cabo eleitoral “Quando a população reconhece o trabalho do governador Ratinho Junior, isso obviamente é um atestado de [aprovação] de sequência. Obviamente a gente fica feliz de ser considerado nesse rol de sucessores. Eu reconheço que tem uma jornada. Nós temos bons nomes [no PSD]. Tem que trabalhar com muita humildade. Eu tô pronto para o debate [político]”, disse Guto Silva. Um Levantamento do Instituto IRG, divulgado no mês passado, mostra que um candidato apoiado por Ratinho Junior aparece com 41% das intenções de voto. Na sequência vêm o senador Sergio Moro (União Brasil), com 22,5%, e um nome associado ao presidente Lula (PT), com 17,5%. A ligação de Guto com Ratinho Junior é antiga e estratégica. Ele foi chefe da Casa Civil no primeiro mandato e hoje comanda a Secretaria das Cidades, uma das mais importantes do governo e que lida diretamente com os 399 municípios do estado. A mesma pasta foi ocupada por Eduardo Pimentel (PSD) antes de disputar a Prefeitura de Curitiba em 2024. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Maioria dos brasileiros não quer nem Lula e nem Bolsonaro candidatos, segundo Quaest

Levantamento mostra que 66% dos eleitores preferem que Lula não tente um novo mandato A maioria dos brasileiros não quer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dispute a reeleição em 2026. É o que aponta a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (5), segundo a qual 66% dos entrevistados afirmaram que Lula não deveria se candidatar novamente ao Palácio do Planalto. Esse índice representa um aumento em relação à rodada anterior do levantamento, realizada em março de 2025, quando 62% rejeitavam a possibilidade de reeleição. Já os que defendem uma nova candidatura do petista caíram de 35% para 32%. Apenas 2% disseram não saber ou não responderam. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas de forma presencial entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2025, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de nível de confiança. Rejeição também atinge Bolsonaro O levantamento também mediu a percepção dos eleitores sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mesmo inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 65% dos entrevistados defendem que Bolsonaro abra mão de qualquer tentativa de candidatura e apoie outro nome nas eleições de 2026. Leia mais: Alexandre Curi admite que pode disputar o governo do Paraná e cita Ratinho Junior como principal cabo eleitoral Por outro lado, 26% acreditam que ele deve manter sua pré-candidatura, enquanto 9% não souberam responder. Bolsonaro foi declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2022. Desgaste entre principais nomes de 2022 Os dados revelam o desgaste tanto de Lula quanto de Bolsonaro, que polarizaram as eleições passadas. A rejeição à reeleição de Lula atinge dois terços do eleitorado, enquanto a maioria também não vê com bons olhos uma eventual tentativa de retorno de Bolsonaro — ainda que simbólica, por conta da inelegibilidade. A tendência, segundo analistas, pode abrir espaço para novas lideranças da direita e da centro-esquerda ocuparem protagonismo no cenário político de 2026. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!