Pepe Mujica morre aos 89 anos em Montevidéu

Ex-presidente do Uruguai marcou a história com avanços sociais e estilo de vida simples Pepe Mujica morre nesta terça-feira (13), aos 89 anos, em Montevidéu. O ex-presidente uruguaio lutava contra um câncer no esôfago. Conhecido por seu estilo austero e por defender causas sociais, Mujica governou o Uruguai entre 2010 e 2015. O atual presidente, Yamandú Orsi, confirmou a morte em nota publicada nas redes sociais. “Presidente, ativista, líder. Sentiremos muita falta de você, querido velho”, escreveu. Da juventude à resistência armada Nascido em 1935, em Montevidéu, Mujica cresceu em uma família de agricultores. Na juventude, aderiu ao Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros, uma guerrilha de esquerda influenciada pela Revolução Cubana. Leia mais: 22 paranaenses assinaram pedido para instauração de CPMI do INSS; saiba quem Durante a ditadura civil-militar uruguaia, iniciada em 1973, Mujica foi preso duas vezes. A última prisão durou 13 anos, entre 1972 e 1985. Durante esse período, foi refém da ditadura. Do cárcere ao Palácio Após a redemocratização, Mujica iniciou sua carreira política institucional. Em 1989, elegeu-se deputado pela coalizão de esquerda Frente Ampla, sendo depois senador. Entre 2005 e 2008, comandou o Ministério da Agricultura. Em 2009, venceu as eleições presidenciais com 52,6% dos votos, tornando-se um dos presidentes mais populares da América Latina. Política de legalizações Durante seu governo, Mujica promoveu reformas. Ele sancionou a legalização da maconha, aprovou o aborto e implementou o casamento igualitário, que permitiu a adoção por casais do mesmo sexo. No campo econômico, o desemprego caiu de 13% para 7%, e a pobreza foi reduzida de 40% para 11%. O salário-mínimo cresceu 250% no período. Simplicidade até o fim Mesmo no poder, Mujica manteve uma vida simples. Recusou privilégios e morou em sua chácara nos arredores de Montevidéu. Doou grande parte do salário como presidente e dirigia um Fusca azul, símbolo de sua modéstia. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
De microfone na boca a troca de farpas: Virginia viraliza em depoimento à CPI das Bets

Influenciadora protagoniza visita repleta de momentos inusitados, que foi de gafes a tietagem no Senado A influenciadora Virginia Fonseca compareceu nesta terça-feira (13) à CPI das Apostas Esportivas, no Senado Federal, para depor como testemunha sobre sua participação em campanhas publicitárias de casas de apostas. Com mais de 53 milhões de seguidores no Instagram e influência direta sobre milhões de consumidores, o nome dela vinha sendo citado desde o início da comissão — e sua presença acabou transformando a sessão em um dos assuntos mais comentados do dia nas redes sociais. Logo nos primeiros minutos da audiência, Virginia protagonizou um momento que viralizou instantaneamente: enquanto se ajeitava à mesa, confundiu o microfone do Senado com o canudo de sua garrafinha térmica rosa e levou o aparelho à boca. A cena, transmitida ao vivo pela TV Senado, repercutiu como uma das imagens mais compartilhadas do dia, gerando uma avalanche de memes e vídeos com trilhas sonoras irônicas. Em outro momento de descontração, ao ser questionada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) se estava acompanhada do marido, Virginia apontou para Zé Felipe — que estava presente — e respondeu, com naturalidade: “Aquele gato ali”. A fala, espontânea e bem-humorada, arrancou risos no plenário e ganhou ainda mais destaque nas redes, principalmente após o presidente da CPI, senador Dr. Hiran Gonçalves (Progressistas-RR), responder na sequência que “há controvérsias” sobre essa suposta beleza do filho do cantor Leonardo. O tom descontraído, no entanto, deu lugar a um momento de tensão quando a senadora exibiu um vídeo antigo, de 2022, em que Virginia aparecia promovendo apostas online. Irritada, ela retrucou na hora: “Pega um vídeo recente, Soraya. Cê tá pegando vídeo lá de 2012, pô”. A reação gerou um climão na sala, interrompeu o andamento da fala da senadora e virou mais um dos trechos destacados nas redes sociais. Pouco depois, a influenciadora se desculpou pela forma como respondeu e alegou estar “um pouco nervosa”. Leia mais: Parlamentares relatam descontos indevidos em aposentadorias e pedem investigação O que já era uma sessão atípica virou quase uma ação de marketing involuntária quando o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), no meio do depoimento, pediu a palavra não para questionar, mas para elogiar os produtos da influenciadora — e ainda pediu uma foto com ela. A tietagem foi repreendida na hora pelo presidente da CPI, que reforçou que aquela era uma audiência oficial do Senado: “Cuido dessa CPI com seriedade. Não vou deixar isso aqui virar circo. No dia que começar a virar circo, acabou. O presidente sou eu. Uso minha prerrogativa com respeito, mas com firmeza”, disparou. Apesar da tensão em alguns momentos, a audiência terminou com um clima mais leve. Ao final da oitiva, a senadora Soraya comentou que não conhecia o trabalho da influenciadora, mas que a partir daquele momento passaria a acompanhá-la no Instagram. Virginia respondeu: “E eu vou te seguir de volta”. A cena encerrou a sessão com uma interação típica das redes sociais, em plena sala da CPI. A presença de Virginia Fonseca no Senado reforça o foco da CPI das Bets na atuação de influenciadores digitais na promoção de apostas online, especialmente entre públicos jovens e vulneráveis. Ainda que tenha comparecido na condição de testemunha, sua participação acabou provocando uma avalanche de repercussões — não apenas pelo conteúdo do depoimento, mas pela forma com que sua imagem e comportamento contrastaram com a rigidez tradicional do ambiente político. A expectativa é que na próxima quarta-feira (14) o influenciador Rico Melquiades, vencedor do reality A Fazenda 13 e ex-De Férias com o Ex, seja ouvido na mesma CPI. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
22 paranaenses assinaram pedido para instauração de CPMI do INSS; saiba quem

Bancada paranaense no Congresso Nacional é composta por 30 deputados e 3 senadores O pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que visa investigar fraudes em benefícios previdenciários pagos pelo INSS foi protocolado na última segunda-feira (12) no Congresso Nacional. A iniciativa partiu da oposição ao governo Lula e contou com 259 assinaturas, número superior ao mínimo exigido para a abertura de uma CPMI. Do Paraná, 22 parlamentares — entre deputados federais e senadores — aderiram ao pedido. A assinatura da CPMI foi confirmada por parlamentares de diversos partidos, da base e da oposição, mas a articulação foi liderada por nomes do PL, União Brasil, Progressistas e Republicanos. Do Paraná, assinaram o pedido, em ordem alfabética: Beto Richa (PSDB) Delegado Matheus Laiola (União Brasil) Diego Garcia (Republicanos) Dilceu Sperafico (Progressistas) Felipe Francischini (União Brasil) Fernando Giacobo (PL) Filipe Barros (PL) Flávio Arns (PSB) Geraldo Mendes (União Brasil) Luciano Alves (PSD) Luciano Ducci (PSB) Luiz Carlos Hauly (Podemos) Nelson Padovani (União Brasil) Pedro Lupion (Progressistas) Reinhold Stephanes (PSD) Ricardo Barros (Progressistas) Rodrigo Estacho (PSD) Sargento Fahur (PSD) Sergio Moro (União Brasil) Sergio Souza (MDB) Tião Medeiros (Progressistas) Vermelho (Progressistas), CPMI aguarda retorno de Alcolumbre O objetivo da CPMI é apurar um suposto esquema que teria beneficiado entidades sindicais e associativas por meio da cobrança indevida de mensalidades em aposentadorias e pensões do INSS, sem autorização dos beneficiários. A investigação mira ainda a possível participação de servidores públicos e o uso indevido do sistema da Previdência Social para viabilizar os descontos. A mobilização para colher assinaturas ganhou força após a deflagração de uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), em abril, que apontou irregularidades no sistema do INSS entre 2020 e 2023. Leia mais: Parlamentares relatam descontos indevidos em aposentadorias e pedem investigação O próximo passo é a leitura do requerimento em sessão do Congresso Nacional. Quem tem poder para instaurar a CPMI é o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O parlamentar está em viagem internacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China e, ao voltar, precisa convocar uma sessão conjunta entre Câmara e Senado para fazer a leitura do pedido de CPMI. A partir disso, será definida a composição da comissão, que terá senadores e deputados como membros efetivos e suplentes. Ainda não há data oficial para a instalação da CPMI, mas o tema tem sido tratado com prioridade por setores da oposição. Além de investigar as irregularidades, a expectativa é que a CPMI proponha mudanças legislativas e administrativas para endurecer o controle sobre os sistemas do INSS e garantir maior proteção aos segurados. Nos bastidores se especula que a criação de uma base única de validação para autorizações de desconto e o aprimoramento das regras de repasse para entidades sindicais estão entre as possíveis recomendações que devem surgir dos trabalhos da comissão. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Moraes rejeita pedido de Zambelli e julgamento que pode cassar mandato segue no STF

Deputada é acusada de contratar hacker para invadir sistema do CNJ; ministros já formam maioria pela condenação O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para suspender o julgamento da ação penal que pode levá-la à perda do mandato e a uma pena superior a dez anos de prisão. Com a decisão, o processo segue normalmente na Primeira Turma do STF, que já está na fase final de análise. Zambelli é acusada de envolvimento em um esquema de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto ao hacker Walter Delgatti Neto. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o plano previa a inserção de um falso mandado de prisão contra Moraes no banco de dados do CNJ — manobra que teria sido articulada e financiada pela parlamentar. A defesa da deputada alegou que o julgamento deveria ser paralisado porque o Partido Liberal protocolou na Câmara dos Deputados um pedido de sustação da ação penal, com base no artigo 53, parágrafo 3º, da Constituição. Esse trecho, na visão da equipe jurídica da parlamentar, prevê que a Câmara pode barrar o andamento de processos contra parlamentares por crimes cometidos após a diplomação. Moraes, no entanto, rejeitou a solicitação. Segundo ele, os fatos imputados a Zambelli ocorreram antes do atual mandato e, portanto, não se enquadram na regra constitucional. Além disso, o processo já passou da fase de instrução — o que, segundo o STF, inviabiliza qualquer interferência do Legislativo. Leia mais: STF forma maioria para condenar Carla Zambelli a 10 anos de prisão e perda do mandato Com a decisão, o julgamento segue em curso. Até agora, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma votaram a favor da condenação de Zambelli e de Delgatti. Apenas o ministro Luiz Fux ainda não apresentou voto. A expectativa é de que o julgamento seja concluído nos próximos dias já que a possibilidade de inserir votos no sistema eletrônico do STF acaba na próxima sexta-feira (16). Caso a condenação seja confirmada, Zambelli pode perder o mandato, tornar-se inelegível e cumprir pena em regime fechado — o que configuraria uma das punições mais severas já impostas a uma deputada federal em exercício. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!