STF forma maioria para condenar Carla Zambelli a 10 anos de prisão e perda do mandato

Votação segue até o dia 16/05; ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda podem votar  A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (9) para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos e 8 meses de prisão em regime inicialmente fechado, por envolvimento direto na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ataque teria sido executado pelo hacker Walter Delgatti Neto, a mando da parlamentar, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A maioria foi formada com os votos dos ministros Alexandre de Moraes — relator da ação —, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Os ministro Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não haviam votado até o fechamento desta reportagem. O julgamento ocorre no plenário virtual, formato no qual os magistrados inserem seus votos eletronicamente, sem necessidade de sessão presencial ou discussão em tempo real. A votação segue aberta até o dia 16 de maio, mas o placar já garante a condenação da deputada. Nada assegura porém, que um dos ministros que ainda não votaram não vão solicitar destaque e consequentemente levar o caso ao plenário da 1ª turma, ou que um dos três magistrados que já votaram, mudem sua posição. Perda de mandato de Carla Zambelli é uma das punições Além da pena de prisão, Moraes determinou a perda do mandato de Zambelli e a suspensão de seus direitos políticos, decisão que, se confirmada com o trânsito em julgado, retira a parlamentar da vida pública. O relator também fixou indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, valor que deverá ser pago solidariamente por Zambelli e Delgatti. De acordo com a denúncia, a deputada teve “papel central” no esquema, sendo considerada autora intelectual da invasão. O Ministério Público afirma que ela contratou e orientou o hacker a invadir o sistema do CNJ para inserir falsos mandados de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes e outros agentes públicos. Em troca, teria prometido proteção e auxílio financeiro a Delgatti. Leia mais: Ratinho Junior celebra chegada de Eduardo Leite ao PSD: “O Brasil precisa de homens que apostam no diálogo” A defesa de Zambelli nega qualquer participação nos crimes e ainda poderá recorrer da decisão. No entanto, com a maioria consolidada na Primeira Turma, composta por cinco ministros, a condenação se torna praticamente inevitável. A pena imposta ao hacker Walter Delgatti Neto foi fixada em 8 anos e 6 meses de prisão, também em regime fechado. Ele confessou o crime e detalhou o envolvimento de Zambelli em depoimentos prestados ao STF e à CPMI do 8 de Janeiro. Caso o plenário virtual confirme a sentença até o fim do julgamento, a cassação do mandato de Zambelli será comunicada à Câmara dos Deputados, responsável por formalizar a perda da cadeira parlamentar. Será a primeira vez que uma deputada federal é condenada pelo STF a mais de uma década de prisão por crime cibernético cometido no exercício do mandato. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Ratinho Junior celebra chegada de Eduardo Leite ao PSD: “O Brasil precisa de homens que apostam no diálogo”

Governador do Paraná publicou mensagem exaltando o colega gaúcho após filiação ao PSD O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), usou as redes sociais nesta sexta-feira (9) para recepcionar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em sua nova legenda. Leite oficializou sua saída do PSDB e agora passa a integrar o PSD, após semanas de articulação política e negociações visando 2026. “Eduardo é um homem com uma capacidade peculiar de gestão e que se mostrou um líder no processo de reconstrução do Estado após as enchentes. Seu papel foi fundamental na reorganização das contas gaúchas. Seja bem-vindo, Eduardo Leite. O Brasil precisa de homens e mulheres que apostam no diálogo, que têm compromisso com o social e que são incentivadores da harmonia política”, escreveu Ratinho Junior em seu perfil no Instagram. A postagem é um gesto de apoio político e também uma sinalização clara de que Eduardo Leite chega para somar às fileiras do PSD, sem necessariamente causar embates ou rachas dentro da legenda comandada por Gilberto Kassab. Esse movimento do governador gaúcha confirma que está definitivamente rompida a relação com o PSDB — partido ao qual dedicou mais de duas décadas de sua vida pública. A saída de Leite é simbólica: ele era uma das últimas lideranças com projeção nacional a permanecer na legenda. PSDB: Um partido em queda livre A saída de Eduardo Leite se soma a uma série de baixas que vêm enfraquecendo o PSDB nos últimos anos. O processo de esvaziamento da sigla se acelerou após a eleição de 2022, mas tem raízes mais profundas — que remontam à crise de identidade e à dificuldade de se posicionar diante da polarização política entre lulismo e bolsonarismo. Raquel Lyra, governadora de Pernambuco, deixou o partido no início de 2025 e levou consigo uma série de prefeitos do Estado que migraram para o mesmo PSD. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, também tem sido alvo de especulações sobre uma possível desfiliação — o que, se confirmado, esvazia a presença do PSDB entre os chefes de Executivos estaduais. Além das saídas de governadores, o PSDB perdeu cadeiras no Congresso, viu seu desempenho nas urnas minguar em grandes centros urbanos e teve seus diretórios estaduais desmobilizados em diversas regiões. Em São Paulo, tradicional reduto da legenda, o ex-governador Rodrigo Garcia também se desligou do partido, e a força tucana nunca mais foi a mesma desde a saída do hoje vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e, também da desistência do então governador João Dória (PSDB) de lançar candidatura ao Planalto em 2022. A federação com o Cidadania e a busca por fusão com o Podemos Diante do encolhimento nas urnas e da perda de protagonismo nacional, o PSDB firmou em 2022 uma federação com o Cidadania — uma aliança formal que obriga as duas siglas a atuarem juntas por pelo menos quatro anos. A federação garantiu sobrevida à legenda no Congresso, mas não foi capaz de conter a sangria de quadros importantes nem de renovar sua imagem pública. Leia mais: Requião Filho vai se filiar ao PDT após racha com o PT A união acabou gerando mais atritos internos do que avanços. O PSDB segue sem conseguir se reposicionar no cenário nacional, e vê partidos como o PSD, PSB, União Brasil e MDB ocuparem o centro político com mais articulação e presença regional. Hoje, a principal aposta para o futuro da sigla é uma já anunciada fusão com o Podemos, que vem sendo articulada nos bastidores como alternativa para manter acesso ao fundo partidário, ampliar bancadas e garantir presença relevante nas eleições de 2026. Se confirmada, a fusão significaria o fim da legenda tucana como ela é conhecida há mais de 30 anos, inclusive com a perda do histórico número 45 nas urnas. PSDB lamenta saída de Eduardo Leite Apesar da saída de uma de suas principais lideranças, o PSDB divulgou nota oficial demonstrando respeito à decisão de Eduardo Leite. A legenda afirmou lamentar o momento da desfiliação, justamente quando, segundo o texto, o partido atravessa um processo de reconstrução e fortalecimento com vistas a liderar novamente um projeto nacional de centro. A sigla ressaltou que o governador gaúcho participou ativamente das discussões internas e chegou a votar favoravelmente à proposta de fusão com o Podemos — movimento que vem sendo articulado como estratégia para ampliar a presença tucana no Congresso e nas disputas majoritárias de 2026. “O Brasil precisa voltar ao caminho da responsabilidade fiscal, da modernização da máquina pública e da sensibilidade social, longe dos extremismos e do populismo”, afirma a nota. O partido também relembrou sua trajetória de protagonismo político, com ênfase no legado da redemocratização, no Plano Real e nas reformas institucionais implementadas nos anos 1990. “Desde a sua fundação, o PSDB nunca escolheu o caminho mais fácil, mas o mais coerente com nossos princípios e valores”, diz o texto. “E por mais árdua que possa parecer a travessia, resistiremos com força, fé e com a certeza de que o Brasil ainda precisa do PSDB.” Um passado que não garante mais o futuro O PSDB chegou a ser o principal partido de oposição ao PT nas décadas de 1990 e 2000, com destaque para os dois mandatos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso (1995–2002). Foi também protagonista em disputas presidenciais contra Lula e Dilma Rousseff, e dominou governos estaduais como São Paulo por mais de 25 anos. Hoje, porém, o partido enfrenta um processo de esvaziamento que vai além das urnas: trata-se de uma crise de identidade, de representatividade e de perspectiva. Eduardo Leite, que por muito tempo foi visto como a grande aposta tucana para renovar a imagem da legenda, optou por sair. Sua desfiliação tem peso político e simbólico, e marca o possível fim de uma geração de líderes que ainda acreditavam numa reconstrução tucana a partir do centro. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Psol pede ao STF anulação da decisão da Câmara que suspendeu processo contra Ramagem

Partido vê manobra inconstitucional e pede que ação penal siga no Supremo O Psol entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da Câmara que suspendeu a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). O partido apresentou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), alegando violação da Constituição. A medida legislativa, consolidada na Resolução nº 18/2025, foi aprovada na última quarta-feira (7) por 315 votos a 143. A ação penal no STF envolve Ramagem, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis acusados. Eles respondem por crimes ligados aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo golpe de Estado e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão. STF pode restringir decisão da Câmara O ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma do STF, convocou uma sessão virtual extraordinária para analisar a decisão da Câmara. A sessão vai de sexta (9) até terça-feira (13). O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pediu a análise urgente. Os ministros devem avaliar se limitam os efeitos da resolução. Já o Psol quer a anulação completa da medida. Leia mais: STF julga Zambelli e Delgatti por invasão ao CNJ e falsificação de mandado Após receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o STF notificou a Câmara no fim de março, conforme o artigo 53, parágrafo 3º da Constituição. Com base nesse dispositivo, o PL pediu a suspensão da ação apenas em relação aos crimes cometidos por Ramagem após sua diplomação. No entanto, a Câmara aprovou um texto mais amplo, que suspende todo o processo — até para réus sem foro, como Bolsonaro. Psol vê interferência indevida O Psol afirma que a decisão da Câmara extrapola sua competência. Para o partido, trata-se de uma interferência inconstitucional no Judiciário. Em abril, Zanin já havia alertado a Câmara de que a suspensão deveria se restringir a crimes cometidos após a diplomação de Ramagem. Mesmo assim, o texto aprovado fala em “todos os crimes imputados”. Na ação, o Psol afirma que houve uma “grave ruptura da independência e harmonia entre os Poderes”. O partido sustenta que o Legislativo não pode se sobrepor ao STF sob o pretexto da imunidade parlamentar. A petição é assinada pela presidente do partido, Paula Coradi, e pelos advogados Bruna do Amaral, Priscilla Sodré e Arthur Fonseca. “Salvo-conduto” e risco à democracia O partido ainda denuncia que a medida representa uma “anistia informal”. Segundo o Psol, ao proteger até réus sem foro, a decisão da Câmara enfraquece o Estado Democrático de Direito. O documento alerta: “O Brasil enviará o sinal de que há brechas na lei para acobertar atentados à democracia”. Diante da gravidade do caso, o partido pediu uma liminar para suspender imediatamente os efeitos da Resolução nº 18/2025. Também solicitou que o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra Ramagem, assuma o caso por prevenção. O Psol quer que o STF declare a decisão da Câmara nula e determine a retomada do processo contra Ramagem, dentro dos limites constitucionais. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Requião Filho vai se filiar ao PDT após racha com o PT

Mudança de legenda havia sido autorizada previamente pelo TRE-PR O deputado estadual Requião Filho confirmou que vai se filiar ao PDT na última quinta-feira (8), durante reunião com a executiva estadual do partido no Paraná. A mudança de sigla foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), que reconheceu justa causa para sua saída do Partido dos Trabalhadores, garantindo que ele mantenha o mandato conquistado em 2022. A entrada no PDT marca um novo capítulo na trajetória política de Requião Filho, que rompeu com o PT após uma série de críticas à condução do governo Lula e à atuação da sigla no Paraná. Segundo o deputado, o partido traiu compromissos assumidos com a população paranaense, especialmente ao não se opor de forma contundente à privatização da Copel e às novas concessões de pedágio no estado. Briga com o PT e oposição ao governo O desgaste com o PT vinha se aprofundando desde o início do atual mandato. Em diversas ocasiões, o deputado expressou insatisfação com a falta de articulação da sigla para enfrentar o projeto de reestruturação do setor energético no Paraná — capitaneado pelo governador Ratinho Junior (PSD) e criticado por setores da esquerda. Para Requião Filho, a postura menos combativa do PT diante da privatização da Copel representou uma “incoerência imperdoável”. A autorização do TRE para a desfiliação foi um ponto central na movimentação do deputado. A Justiça Eleitoral reconheceu que havia motivo justo para o rompimento, com base em divergência ideológica entre o parlamentar e a direção partidária — o que abriu caminho para sua filiação sem o risco de perda do mandato. Requião Filho tem planos para 2026 No PDT, Requião Filho já é visto como nome forte para disputar o governo do Estado em 2026. A sigla, que tem se reposicionado nacionalmente após a queda do ex-ministro Carlos Lupi no escândalo dos desvios no INSS, ganha no deputado uma figura com forte identidade paranaense, discurso consolidado e herança política de peso. ”Quem está aqui é porque sente indignação de saber que o sistema foi corrompido dos dois lados, mas também tem esperança por saber que a política ainda tem jeito. Precisamos de projetos para reformar o Estado. E esses projetos só serão construídos a muitas mãos, com pessoas de diversos grupos, de diversos partidos e que têm em comum um objetivo: devolver a política para o local de onde ela nunca deveria ter saído, das mãos e do interesse popular”, disse o parlamentar no evento em que participou. Leia mais: Vereador de Guaratuba é acusado de xingar mãe durante velório do próprio filho Filho do ex-governador Roberto Requião (sem partido), o parlamentar foi eleito pela primeira vez em 2014 e se reelegeu em 2018 e 2022. Advogado por formação e com trajetória de oposição ao modelo liberal adotado pelo atual governo estadual, ele promete ser uma alternativa “consistente” ao grupo político que atualmente comanda o Palácio Iguaçu. Trajetória e legado Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho, carrega no nome e no discurso o legado do pai, Roberto Requião, que governou o Paraná por três mandatos e também foi senador. No entanto, Requião Filho tem procurado consolidar uma identidade própria, com estilo combativo e forte presença nas redes sociais. Com a nova filiação, o deputado também busca ampliar alianças políticas e consolidar uma base que permita uma candidatura competitiva em 2026. No campo da esquerda, o rompimento com o PT pode gerar reações, mas também abre espaço para alianças alternativas, principalmente se o PDT conseguir atrair nomes descontentes com a atual configuração política. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

STF analisa decisão da Câmara que suspendeu ação contra Alexandre Ramagem

Câmara suspendeu ação penal alegando imunidade; Moraes reagiu e Zanin convocou sessão virtual no STF O ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou uma sessão virtual extraordinária. A análise ocorrerá das 11h desta sexta-feira (9) até as 11h de terça-feira (13). O objetivo é julgar a suspensão da ação contra Ramagem, decidida pela Câmara dos Deputados. A iniciativa atende a um pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Imunidade parlamentar em debate O centro da controvérsia é a aplicação da imunidade prevista no artigo 53, parágrafo 3º da Constituição. Esse trecho autoriza a Câmara ou o Senado a sustar uma ação penal contra parlamentar por crime cometido após a diplomação, com maioria absoluta da Casa. Na quarta-feira (7), a Câmara aprovou, em sessão extraordinária, a suspensão da ação penal. Os deputados alegaram que os crimes atribuídos a Alexandre Ramagem ocorreram no exercício do mandato. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta, formalizou a decisão ao STF na quinta-feira (8). Leia mais: STF julga Zambelli e Delgatti por invasão ao CNJ e falsificação de mandado Contudo, o relatório da Câmara não diferencia Ramagem dos demais acusados no processo. Além disso, segundo Moraes, a decisão ultrapassa o que o STF entende sobre os limites da imunidade parlamentar. Por isso, ele decidiu submeter o caso à 1ª Turma do Supremo. Acusações contra Ramagem Em 26 de março, a 1ª Turma do STF aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Ramagem, ex-diretor da Abin no governo Bolsonaro. Ele responde por: Organização criminosa armada Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito Golpe de Estado Dano qualificado pela violência e grave ameaça ao patrimônio da União Deterioração de patrimônio tombado Segundo a PGR, os crimes integram o esquema que resultou nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ramagem faz parte da mesma ação penal que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Resposta do STF e reação política O ministro Zanin já havia pedido à Câmara um esclarecimento sobre os crimes cometidos após a diplomação de Ramagem. Essa etapa é necessária para aplicar a imunidade prevista pela Constituição. O relator da proposta de sustação, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), defendeu que a inclusão de Ramagem na ação foi decisão da PGR e do STF. Para ele, os crimes ocorreram após a diplomação. No entanto, parlamentares governistas acusaram a Câmara de tentar proteger Bolsonaro e seus aliados. Para eles, a decisão tenta estender a imunidade a crimes que não se enquadram nas regras constitucionais. Apesar da decisão da Câmara, Moraes informou que a Ação Penal 2668 continuará em andamento até que a 1ª Turma do STF se pronuncie de forma definitiva. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

STF julga Zambelli e Delgatti por invasão ao CNJ e falsificação de mandado

Deputada é acusada de mandar hacker forjar mandado contra Moraes para desmoralizar a Justiça A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta sexta-feira (9) o julgamento de Zambelli e Delgatti. Eles são acusados de invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A votação segue até 16 de maio, no formato virtual, onde os ministros apenas registram seus votos eletronicamente. Acusação aponta ação coordenada para desacreditar a Justiça Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) teve “papel central” na invasão. Ela teria recrutado o hacker Walter Delgatti e prometido benefícios em troca da falsificação dos documentos. O objetivo, segundo o procurador-geral Paulo Gonet, era criar instabilidade e desmoralizar o Judiciário para obter vantagem política. Leia mais: Francischini diz ter sido “bode expiatório” para inelegibilidade de Bolsonaro A denúncia afirma que Zambelli atuou como “autora intelectual” do ataque e que o hacker confessou ter invadido os sistemas. Ele ainda teria recebido promessas de trabalho por parte da parlamentar, e os pagamentos foram feitos de forma disfarçada por um funcionário do gabinete, segundo relatório da Polícia Federal. Delgatti confirma invasão e colaboração com a PF Walter Delgatti está preso preventivamente. Em sua defesa, ele reafirmou que agiu a pedido de Zambelli, motivado pela promessa de emprego. Seus advogados destacam que ele cooperou com a Polícia Federal, entregando equipamentos e fornecendo detalhes técnicos da invasão. Para a PGR, a participação ativa de Zambelli ficou evidente nos materiais recolhidos pela investigação. Zambelli nega envolvimento e aponta ausência de provas A defesa de Zambelli nega qualquer envolvimento. Os advogados sustentam que a denúncia se baseia apenas em declarações do hacker, a quem chamam de “mitômano”. Eles alegam que não há provas materiais e pedem a absolvição da deputada por falta de evidências confiáveis. “Não bastam indícios ilícitos para justificar uma condenação”, afirma a defesa. Deputada já responde por outro processo no STF Este não é o único processo contra a parlamentar. Zambelli também é ré em uma ação penal por porte ilegal de arma. Em 2022, ela foi flagrada em vídeo perseguindo um homem com revólver na mão, na véspera do segundo turno da eleição. No julgamento desse caso, cinco ministros já votaram por sua condenação e perda do mandato. No entanto, a decisão está suspensa após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Condenações podem somar até nove anos de prisão Se condenados, Zambelli e Delgatti podem pegar até nove anos de prisão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A decisão final depende da maioria dos votos dos ministros da Primeira Turma. Caso Zambelli seja condenada, ela pode ainda enfrentar cassação do mandato parlamentar. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!