INSS vai devolver automaticamente valores descontados indevidamente

Aposentados lesados terão ressarcimento direto na conta do benefício Aposentados e pensionistas prejudicados por descontos indevidos terão ressarcimento automático do INSS, sem precisar tomar nenhuma medida. A informação foi confirmada pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, em entrevista ao Jornal da CBN. Segundo ele, a devolução será feita diretamente na conta em que o beneficiário já recebe o pagamento do INSS. Tudo ocorrerá de forma segura, simples e sem burocracia. Sem filas ou exigência de documentos Waller explicou que a orientação partiu do próprio presidente Lula. O objetivo é garantir que os aposentados não enfrentem filas, nem precisem apresentar documentos ou realizar transferências via PIX. “O que a gente vai fazer é depositar o valor na mesma conta do benefício. Nada de saques em banco ou transferências manuais”, reforçou. Empresas fantasmas serão responsabilizadas O presidente do INSS também revelou que o instituto abriu processos com base na Lei Anticorrupção. O foco são empresas que pagaram propina ou que são consideradas fantasmas — ou seja, sem condições mínimas de funcionamento. Leia mais: Tarcísio lidera com folga e venceria reeleição em São Paulo, aponta pesquisa Essas empresas estão sendo desconsideradas como pessoas jurídicas, o que permite responsabilizar diretamente seus sócios e até grupos empresariais ligados a elas. Fiscalização será mais rígida Para evitar novas fraudes, o INSS ampliará as medidas de controle. O instituto já discute com a Controladoria-Geral da União e outros órgãos formas de reforçar a segurança nos convênios e contratos. “O mínimo que se espera é visitar a sede da entidade antes de firmar qualquer acordo”, disse Waller. Ele também defendeu o uso de biometria facial, cruzamento de dados e checagem de vínculo real entre beneficiários e sindicatos. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Câmara inicia comissão para discutir isenção do IR até R$ 5 mil

Projeto é prioridade da agenda econômica do governo para 2025 A Câmara dos Deputados instala nesta terça-feira (6), às 14h, a comissão especial que analisará o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A reunião será no plenário 7 e marca o início da tramitação de uma das pautas centrais da agenda econômica do governo para 2025. Comissão terá comando de Rubens Júnior e Lira O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) será o presidente da comissão. Já a relatoria ficará com o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. “Vamos trabalhar de forma colaborativa e republicana. O tema é plural e envolve diversos setores”, disse Lira ao assumir a função. Ele afirmou que partidos, como o PP, irão apresentar sugestões à proposta. Isenção beneficiará milhões O projeto foi enviado ao Congresso no dia 18 de abril. Ele propõe ampliar a isenção do Imposto de Renda dos atuais R$ 2.259,20 para R$ 5 mil mensais. A mudança começaria a valer a partir de janeiro de 2026. Leia mais: Tarcísio lidera com folga e venceria reeleição em São Paulo, aponta pesquisa Com isso, milhões de trabalhadores assalariados e aposentados deixariam de pagar o imposto. Para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, haverá redução parcial e progressiva do valor cobrado. Acima dessa faixa, não há benefício. A nova regra também valerá para o cálculo do IR sobre o 13º salário. Compensação virá de quem ganha mais Para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 25,8 bilhões ao ano, o governo propõe cobrar mais dos contribuintes de alta renda. Entre as medidas está a criação de uma alíquota de 10% sobre lucros e dividendos pagos a pessoas físicas, quando os valores ultrapassarem R$ 50 mil mensais. Além disso, será criado um imposto progressivo para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. As faixas mais altas vão atingir contribuintes com rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Justiça tributária e equilíbrio fiscal O Ministério da Fazenda afirma que a proposta busca justiça tributária. A ideia é aliviar a carga para a população de baixa e média renda, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. A Secretaria de Política Econômica acompanhará os impactos fiscais da medida. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Tarcísio lidera com folga e venceria reeleição em São Paulo, aponta pesquisa

Governador tem mais de 20 pontos de vantagem sobre Alckmin em cenário estimulado Se a eleição para governador fosse hoje, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sairia vitorioso. É o que mostra levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (6). O atual governador aparece com mais de 20 pontos à frente dos adversários em dois cenários estimulados. Cenário com Alckmin No primeiro cenário, com nomes apresentados aos eleitores, Tarcísio lidera com 42,1% das intenções de voto. Em segundo lugar vem o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com 21,1%. Na sequência aparece a deputada federal Erika Hilton (PSOL), com 9,4%. Outros nomes pontuaram menos: Alexandre Padilha (PT): 5,5% Rodrigo Manga (Republicanos): 4,8% Paulo Serra (PSDB): 4% Filipe Sabará (Republicanos): 0,8% Brancos e nulos somaram 8,2%, e 4,1% não souberam ou não responderam. Segundo cenário: França entra, Alckmin sai Quando o nome de Alckmin é substituído pelo do ministro Márcio França (PSB), Tarcísio amplia sua vantagem. Ele chega a 46,5%, enquanto França marca apenas 11,9%. Cenário sem Tarcísio Quando o governador não aparece entre os candidatos, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), lidera com 29,5%, seguido por França, com 16,2%. Se Nunes também for retirado da lista, França lidera com 20,6%, mas brancos e nulos somam 25%. Leia mais: Câmara inicia discussão sobre aumento do número de deputados Nesse cenário, Gilberto Kassab (PSD) aparece com 6,7%. Na espontânea, Tarcísio também lidera No cenário espontâneo, quando o eleitor responde sem ver os nomes, Tarcísio é o mais lembrado, com 18,8% das citações. Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin aparecem empatados, com 1,2% cada. A gestão de Tarcísio é aprovada por 66,8% dos eleitores. Outros 28,9% desaprovam. A avaliação se mantém estável desde novembro. Para 49,5%, o governo é “ótimo” ou “bom”. Já 18,4% o consideram “ruim” ou “péssimo”. Possível nome para 2026 Apesar de declarar que pretende disputar a reeleição em São Paulo, Tarcísio é visto como um dos principais nomes da direita para a sucessão presidencial em 2026. Ao lado de Michelle Bolsonaro (PL), é apontado como possível herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030. Nos bastidores, Tarcísio já disse que não quer deixar o cargo no prazo de desincompatibilização. Ele prefere manter o controle de seu futuro político e, por isso, não deve se afastar do governo em abril do próximo ano. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!