Deputado Vermelho deixa o PL e se filia ao Progressistas

Parlamentar migrou de partido com a anuência da direção nacional do PL O deputado federal paranaense Vermelho vai se filiar ao Progressistas na próxima quarta-feira (22), em Brasília. O anúncio ocorreu após uma reunião que contou com a participação do presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira; o líder da bancada na Câmara, o deputado carioca Dr Luizinho e o tesoureiro nacional, o deputado paranaense Ricardo Barros. Para Barros, a ida de Vermelho para o Progressistas é uma grande aquisição para a legenda e demonstra o crescimento do partido no Paraná. “Importante conquista para as nossas fileiras no Paraná e no Brasil”, afirmou. A presidente Progressistas no Paraná, deputada estadual Maria Victoria, destacou a força e a liderança de Vermelho em Foz do Iguaçu e nas regiões Oeste e Sudoeste. “Parlamentar experiente e reconhecido em todo o nosso estado por sua capacidade de realização. Municipalista com uma trajetória marcada pelo trabalho e compromisso com a população”, disse. Leia mais: Lula perderia para Bolsonaro e empata com Michelle, segundo Paraná Pesquisas Em contato com a reportagem, o deputado Vermelho celebrou a chegada a um partido forte e representativo. “É uma grande satisfação integrar uma legenda com a força, a história e a representatividade do Progressistas. Chego a um partido no qual sei que vou ter ao lado grandes companheiros, em um projeto que sabe onde está e onde quer chegar, com o sólido compromisso com o desenvolvimento do nosso Paraná e do Brasil”, afirmou o deputado. Com a entrada de Vermelho, o Progressistas do Paraná passa a ser a maior bancada paranaense na Câmara dos Deputados. Além de Barros e Vermelho, a sigla ainda conta com Dilceu Sperafico, Tião Medeiros, Pedro Lupion e Toninho Wandscheer. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Paraná tem o melhor resultado fiscal do Brasil

Estado lucrou mais com aplicações do que gastou com juros da dívida O Paraná encerrou 2024 com um feito inédito: teve mais ganhos com aplicações do que despesas com juros da dívida. Segundo o Tesouro Nacional, o Estado fechou o ano com R$ 1,97 bilhão em juros nominais positivos, o melhor resultado do país. Esse valor representa a diferença entre o que o Paraná recebeu em rendimentos — R$ 4,7 bilhões — e o que pagou em juros da dívida — R$ 2,73 bilhões. O saldo positivo comprova que o Paraná tem dívida negativa, ou seja, dinheiro em caixa para quitar obrigações e ainda sobra. Modelo de gestão eficiente Enquanto outros estados lidam com aumento da dívida, o Paraná mostra o caminho oposto. Com os rendimentos cobrindo os juros, o governo não precisa usar o orçamento para esse fim. Isso libera recursos para obras e novos investimentos — o que ajudou o Estado a bater recorde de investimentos em 2024. “O princípio é o mesmo do orçamento de uma família. Quando os rendimentos pagam o financiamento, sobra dinheiro para o que importa”, explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “No nosso caso, mais recursos vão para melhorar a vida do paranaense.” Paraná lidera ranking nacional A liderança do Paraná é destacada quando comparada aos demais estados. O segundo colocado, a Paraíba, teve um saldo de R$ 639,1 milhões — quase três vezes menor. Já São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais terminaram o ano no vermelho. Esse desempenho fez a região Sul liderar entre as mais rentáveis do Brasil em 2024. Enquanto o Rio Grande do Sul teve saldo positivo de R$ 33,5 milhões, Santa Catarina amargou prejuízo de R$ 1,38 bilhão. O Paraná, sozinho, elevou o resultado da região para R$ 617,8 milhões — o maior do país. “A forma como o Estado administra seus ativos financeiros fez toda a diferença”, explica Carin Deda, diretora do Tesouro Estadual. “É um trabalho técnico e contínuo, focado em eficiência.” Dívida negativa garante fôlego para crescer Além dos juros nominais positivos, o Paraná tem dívida negativa de R$ 3,3 bilhões, segundo o próprio Tesouro. Isso significa que o Estado tem mais recursos disponíveis do que dívidas a pagar. Um cenário raro no Brasil. Essa situação reduz a necessidade de novos financiamentos e comprova a solidez fiscal. “Mesmo investindo como nunca, o Paraná não aumentou sua dívida”, reforça Carin. “Essa folga no caixa dá segurança e liberdade para seguir crescendo.”
Lula perderia para Bolsonaro e empata com Michelle, segundo Paraná Pesquisas

Ex-presidente venceria Lula no 1º e 2º turnos, segundo sondagem nacional Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (22) pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que Bolsonaro lidera para 2026, mesmo estando inelegível. O levantamento aponta que o ex-presidente venceria Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diferentes cenários, tanto no primeiro quanto no segundo turno. A sondagem foi realizada entre os dias 16 e 19 de abril, com mais de 2 mil eleitores de 160 municípios. As entrevistas foram presenciais e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Bolsonaro à frente em todos os cenários com Lula No primeiro cenário testado, com seis possíveis candidatos, Jair Bolsonaro (PL) aparece com 38,5% das intenções de voto. Lula vem em seguida, com 33,3%. Em um segundo cenário, a disputa é entre Lula e Michelle Bolsonaro. O presidente lidera com 33,7%, mas a ex-primeira-dama aparece logo atrás, com 31,7%. A diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico. Já no terceiro cenário, Lula vence Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Diferença aumenta no segundo turno Na quinta simulação feita pelo instituto, Bolsonaro amplia a vantagem. O ex-presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 40,4% de Lula. Pesquisa reforça presença de Bolsonaro no debate político Apesar de estar inelegível, Bolsonaro continua sendo o nome mais forte da direita em todos os cenários testados. Sua influência se reflete até nas simulações com Michelle Bolsonaro, que se aproxima de Lula nas intenções de voto. A pesquisa mostra que o ex-presidente segue como figura central no cenário político e eleitoral brasileiro, mesmo fora das urnas.
FMI reduz expectativa de crescimento do Brasil para 2025

Tarifas comerciais dos EUA travam economia mundial, aponta relatório do Fundo O novo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado nesta terça-feira (22), mostra um cenário mais pessimista para a economia mundial. A instituição revisou para baixo suas previsões de crescimento, apontando que o PIB global está em queda. A nova estimativa para 2025 é de alta de apenas 2,8%, abaixo dos 3,3% previstos no início do ano. Crescimento brasileiro segue estável No caso do Brasil, a projeção do FMI indica avanço de 2% tanto em 2025 quanto em 2026. O número representa uma leve redução em relação à previsão anterior, que apontava crescimento de 2,2% no próximo ano. Analistas brasileiros também projetam estabilidade. Segundo o Boletim Focus, divulgado um dia antes, o mercado financeiro espera a mesma taxa de 2% para 2025, mas um crescimento menor em 2026, de 1,7%. Economia mundial perde fôlego O corte nas estimativas tem relação direta com as novas tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump. As medidas impactaram o comércio global, aumentaram a incerteza entre investidores e pressionaram os preços. Nos Estados Unidos, o crescimento previsto para 2025 caiu de 2,7% para 1,4%. A China, por sua vez, teve sua projeção reduzida de 4,6% para 4%. Segundo o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, as tarifas causam distorções. “Elas aumentam custos, reduzem a produtividade e prejudicam a inovação”, afirmou. Ele alertou ainda que a confiança nos mercados está abalada, o que deve frear investimentos em vários setores. Cadeias de produção em risco Outro ponto de preocupação é o efeito dominó nas cadeias globais de suprimento. O FMI lembra que muitos produtos atravessam diversos países antes de serem finalizados. Com isso, qualquer mudança tarifária pode provocar desequilíbrios em diferentes setores. A projeção para o comércio internacional em 2025 foi cortada em 1,5 ponto percentual. A recuperação, segundo o relatório, deve ser apenas parcial em 2026. Além disso, o relatório aponta que empresas e bancos tendem a agir com cautela diante do cenário instável. Investimentos devem ser adiados, e o crédito ficará mais restrito. FMI pede fim das disputas comerciais Para evitar uma desaceleração mais profunda, o FMI recomenda o fortalecimento de um comércio global mais previsível e cooperativo. A entidade defende a remoção de barreiras e a redução de conflitos entre países como caminho para restaurar a confiança. Previsões para 2025 e 2026 Veja como estão as novas estimativas de crescimento do FMI: PIB Global2025 – 2,8%2026 – 3,0% Brasil2025 – 2,0%2026 – 2,0% Estados Unidos2025 – 1,4%2026 – 1,7% China2025 – 4,0%2026 – 4,0% Zona do Euro2025 – 0,8%2026 – 1,2% Japão2025 – 0,6%2026 – 0,6% Reino Unido2025 – 1,1%2026 – 1,4% México2025 – -0,3%2026 – 1,4% Índia2025 – 6,2%2026 – 6,3%