Urgência do PL da Anistia tem apoio da base de Lula

Requerimento foi protocolado por Sóstenes Cavalcante com assinaturas de partidos que integram o governo O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou nesta segunda-feira (14) o requerimento de urgência para votar o Projeto de Lei da Anistia. A proposta recebeu a assinatura de 264 parlamentares. Desse total, 146 deputados são de partidos que ocupam ministérios no governo federal, como União Brasil, Progressistas, Republicanos, MDB e PSD. Ou seja, mais da metade dos apoios veio da própria base aliada. Maioria dos partidos da base aderiu ao requerimento Dos partidos com ministérios, apenas o MDB teve menos da metade da bancada entre os signatários. O partido conta com 44 deputados, dos quais 20 assinaram – cerca de 45%. Nos demais partidos, o apoio ultrapassou os 50%: PSD: 23 de 44 deputados (52%) Progressistas (PP): 36 de 48 (75%) União Brasil: 40 de 59 (67,7%) Republicanos: 28 de 45 (62%) O líder do PP, Doutor Luizinho (RJ), que participou da negociação que garantiu o comando do Ministério dos Esportes ao partido em 2023, também assinou o requerimento. Próximo passo depende de Hugo Motta Com o número de assinaturas alcançado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), agora decide se coloca ou não o pedido de urgência para votação em plenário. Se aprovado, o projeto poderá ser analisado sem passar pelas comissões. PT sugere alternativa, mas recua Na última semana, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), mencionaram que a revisão das penas poderia ser uma alternativa ao PL da Anistia. A fala, no entanto, gerou desconforto no Supremo Tribunal Federal (STF). Após a repercussão, Gleisi esclareceu que qualquer revisão de pena é atribuição exclusiva do Judiciário.
Trump ameaça Irã com ataque militar se houver avanço nuclear

Presidente dos EUA diz que Teerã precisa abandonar plano de arma nuclear ou enfrentará retaliação O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que o Irã está adiando intencionalmente um acordo nuclear com os EUA. Segundo ele, se Teerã seguir com planos para desenvolver uma arma nuclear, poderá enfrentar um ataque militar direto. “Eles estão nos testando”, diz Trump Após uma rodada de conversas em Omã, Trump declarou a repórteres que o Irã parece estar provocando os EUA. “Acho que eles estão nos incentivando”, afirmou. A fala ocorreu após o enviado especial americano, Steve Witkoff, se reunir com uma autoridade iraniana no último sábado (12). Conversas continuam, mas com tensão crescente Apesar das ameaças, Washington e Teerã classificaram a reunião como positiva. Uma nova rodada está prevista para o próximo sábado (19), possivelmente em Roma. Fontes ouvidas pela Reuters disseram que o objetivo é explorar uma estrutura geral para um possível acordo nuclear. Trump reforça ameaça de ação militar Ao ser questionado sobre uma possível resposta militar, Trump foi direto: “Claro que sim”. Ele reforçou que o Irã está muito próximo de conseguir uma arma nuclear e que precisa abandonar de vez essa possibilidade. “Eles não podem ter uma arma nuclear”, declarou. Para Trump, qualquer demora pode gerar uma resposta dura e imediata dos Estados Unidos. Histórico de impasses Durante o governo de Joe Biden, os dois países mantiveram conversas indiretas, mas sem avanços significativos. A última negociação direta ocorreu sob o mandato de Barack Obama, em 2015, quando foi firmado o acordo nuclear internacional. Trump abandonou o pacto anos depois, ampliando o clima de tensão com Teerã.
Ratinho Jr e Pimentel tem mais de 80% de aprovação em Curitiba

Prefeito Eduardo Pimentel também supera 80% de aprovação A população de Curitiba aprova de forma expressiva os trabalhos do governador Ratinho Junior e do prefeito Eduardo Pimentel. Segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta segunda-feira (14), ambos superam 80% de aprovação na capital. Prefeito lidera com maior aprovação Eduardo Pimentel alcança a maior aprovação do levantamento. De acordo com os dados, 81% dos curitibanos aprovam sua gestão. Apenas 14,7% desaprovam, enquanto 4,3% não souberam responder. Ratinho Junior também mantém apoio elevado No âmbito estadual, o desempenho de Ratinho Junior também é bem avaliado. Segundo a pesquisa estimulada, 80,2% aprovam sua administração, e 14,7% desaprovam. Lula enfrenta rejeição em Curitiba No cenário federal, a situação é inversa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 67,4% de desaprovação entre os moradores da cidade. Apenas 29,3% aprovam sua gestão. Detalhes da pesquisa O levantamento ouviu 810 moradores de Curitiba, entre os dias 6 e 9 de abril de 2025, por meio de entrevistas pessoais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Inflação reduz compra de alimentos para 58% dos brasileiros

Alta de preços afeta consumo e é atribuída ao governo por mais da metade da população A inflação segue impactando o dia a dia dos brasileiros. Segundo pesquisa do Datafolha, divulgada no domingo (13), 58% da população passou a comprar menos alimentos do que costumava antes. O número é ainda maior entre os mais pobres: 67% afirmaram reduzir o consumo. Brasileiros mudam hábitos para enfrentar alta dos preços De acordo com o levantamento, 8 em cada 10 brasileiros adotaram novos hábitos de consumo para lidar com o aumento dos preços. As principais mudanças são: 61% deixaram de comer fora com frequência; 50% trocaram o café por marcas mais baratas; 50% reduziram o uso de luz, água e gás; 49% diminuíram o consumo de bebidas; 36% passaram a comprar menos medicamentos. Falta de comida atinge parte das famílias A pesquisa também aponta que 25% dos entrevistados dizem ter menos comida do que o suficiente em casa. Já 60% consideram ter a quantidade necessária, enquanto 13% afirmam ter mais do que precisam. O Datafolha destaca que, em relação à última pesquisa com a mesma pergunta, realizada em março de 2023, não houve variações significativas, considerando a margem de erro. Governo Lula é responsabilizado pela alta dos alimentos Para 54% dos entrevistados, o governo Lula tem muita responsabilidade pelo aumento dos preços dos alimentos. Outros 29% consideram que o Planalto tem um pouco de culpa, enquanto apenas 14% acreditam que o governo não tem nenhuma responsabilidade. Metodologia da pesquisa O Datafolha ouviu 3.054 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 1º e 3 de abril, em 172 municípios brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.