Governo usará WhatsApp para alertar celulares roubados

Nova fase do Celular Seguro notificará usuários que ativarem aparelhos furtados O governo notificará celulares roubados ativados com novos chips a partir desta semana. A mensagem será enviada via WhatsApp ao portador do aparelho, alertando sobre possíveis consequências criminais. Além de bloquear a linha e aplicativos financeiros, o sistema agora identificará automaticamente quando um celular for usado com outro número. O aviso recomendará a devolução imediata do aparelho em uma delegacia, sob risco de inquérito por furto, roubo ou receptação. Essa nova funcionalidade se tornou viável após a integração entre operadoras de telefonia e a Anatel. O sistema usará o IMEI, código único de cada aparelho, para detectar o uso indevido e disparar notificações. Relançamento do programa O Celular Seguro, lançado em dezembro de 2023, teve baixa adesão e passou por reformulações. A atualização responde diretamente à preocupação do governo com o aumento de roubos de celulares e à insatisfação popular com a insegurança. O presidente Lula já havia demonstrado preocupação com o tema e cobrou mudanças no programa. A Secretaria de Comunicação do governo também prepara uma campanha para divulgar as novas medidas. Estudos indicam que o roubo de celulares gera grande impacto na percepção da segurança pública e na imagem do governo.
Michelle Bolsonaro lidera disputa ao Senado no DF, aponta pesquisa

Ex-primeira-dama aparece com 42,9% das intenções de voto, à frente de Ibaneis Rocha Michelle Bolsonaro lidera no DF a corrida pelo Senado em 2026, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas. A ex-primeira-dama aparece com 42,9% das intenções de voto, consolidando-se como o principal nome na disputa. O atual governador, Ibaneis Rocha (MDB), surge em segundo lugar, com 36,9%. Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Vôlei, tem 26,7%, seguida por Erika Kokay (PT), com 24,2%, e Bia Kicis (PL), com 20,7%. Rosilene Corrêa (PT) aparece com 8,1%. A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 25 de março, ouvindo 1.600 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Bolsonaro vê candidatura com boas chances Embora Michelle ainda não tenha oficializado a candidatura, Jair Bolsonaro indicou que essa é a tendência. O ex-presidente destacou a força da ex-primeira-dama e relembrou sua participação na campanha de Damares Alves, que saiu de 2% para vencer a eleição ao Senado em 2022. Além do respaldo político, Michelle se destacou por sua atuação como primeira-dama, especialmente em pautas sociais. Seu nome tem forte apelo entre os eleitores bolsonaristas, o que pode impulsionar sua candidatura em 2026. Com dois terços do Senado em disputa, o Distrito Federal elegerá dois senadores nas próximas eleições gerais. A vantagem de Michelle na pesquisa reforça seu favoritismo e a possibilidade de o PL ampliar sua bancada na Casa.
Líder do PL afirma ter votos para aprovar anistia

Deputado afirma que já há votos suficientes para aprovação do projeto na Câmara O Partido Liberal (PL) articula a aprovação do projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo o líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), já há apoio suficiente para garantir a aprovação da proposta. A estratégia do partido envolve aumentar a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), na reunião de líderes partidários marcada para quarta-feira (3). O objetivo é garantir que a votação aconteça na semana de 7 de abril. Apoio político e cenário na Câmara De acordo com um levantamento interno do PL, a proposta teria o apoio de 309 dos 513 deputados, superando o mínimo necessário para aprovação de um projeto de lei, que exige maioria simples com quórum de 257 parlamentares. Caso fosse uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), seriam necessários 308 votos favoráveis em dois turnos de votação. O PL afirma contar com respaldo significativo de partidos como PSD, Republicanos e MDB. Essas legendas possuem ministros no governo Lula, mas uma parcela significativa de seus parlamentares estaria inclinada a apoiar a anistia. No Progressistas, partido essencial para a base governista, há um indicativo de que 90% dos deputados são favoráveis à proposta. Já no União Brasil, cerca de 80% dos parlamentares também manifestaram apoio ao projeto. Mobilização e manifestações populares Neste domingo (30), entidades de esquerda organizaram um ato em São Paulo contra o projeto de anistia, mas a adesão foi inferior à esperada. Estimativas apontam que a manifestação reuniu entre 5 mil e 6.560 pessoas, com margem de erro de 12%. Eventos anteriores demonstram um cenário diferente entre os apoiadores da anistia. No dia 16 de março, uma manifestação realizada no Rio de Janeiro e convocada por Jair Bolsonaro contou com maior adesão. Pesquisadores indicaram que o ato reuniu cerca de 18,3 mil pessoas no auge, enquanto a Polícia Militar divulgou um número muito superior, de 400 mil participantes. Já um levantamento do Datafolha apontou uma estimativa mais modesta, com 30 mil presentes. Bolsonaro e a estratégia política A movimentação em torno da anistia ocorre em um momento delicado para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele e sete aliados se tornaram réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe. Diante desse cenário, a proposta ganhou importância como instrumento de pressão política sobre o Judiciário. Lideranças do centro e do centrão acreditam que há votos suficientes para aprovar a urgência do projeto na Câmara. No entanto, a decisão de pautar ou não a votação está nas mãos do presidente da Casa, Hugo Motta, que vem sendo alvo de forte pressão do grupo bolsonarista. Nos bastidores, Bolsonaro busca usar a discussão da anistia para reforçar sua narrativa internacional de perseguição política. Mesmo que o projeto não avance no Senado antes do julgamento pelo STF, o ex-presidente pretende demonstrar que há setores do Legislativo que questionam as decisões da Corte.