Evento reúne mais de 300 artistas e revela o impacto do digital na arte contemporânea

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba, sediada no Museu Oscar Niemeyer, surpreende com recorde de público e obras que exploram os limites entre o natural e o tecnológico, refletindo as tensões da era digital.
A 16ª Bienal Internacional de Curitiba, realizada com o Museu Oscar Niemeyer como epicentro, impressiona ao registrar recorde de visitas, chegando a 4 mil em um único domingo de julho. O evento, que retorna ao formato presencial após a pandemia, reúne mais de 300 artistas de 38 países e apresenta obras que discutem a interface entre o natural e o tecnológico, tema atualíssimo diante da influência avassaladora das redes sociais e da inteligência artificial.
Ivan Sintra, diretor de Comunicação da Bienal, destaca que a exposição aborda os “limiares” da experiência humana em uma era de aceleração digital, onde gerações diferentes enfrentam desafios distintos frente à tecnologia. As obras não se limitam a mídias tradicionais, incorporando projeções, sensores e sons, e algumas utilizam inteligência artificial, sem que isso diminua o protagonismo do artista, que ainda controla e seleciona o resultado final.
Entre os destaques está a instalação da japonesa Chiharu Shiota, que utiliza 300 quilômetros de fio vermelho para conectar 10 mil cartas pessoais, criando uma poderosa metáfora para as ligações humanas em tempos digitais. Também ganham atenção trabalhos de artistas como Alessandra Bergero e Panmela Castro, que apresentam diálogos entre passado e presente sobre inteligência artificial e suas manifestações artísticas.
Este sucesso não é apenas um dado estatístico: representa uma resposta contundente da sociedade à necessidade de desacelerar e refletir sobre os impactos da tecnologia e da cultura digital. A Bienal de Curitiba mostra que a arte permanece como espaço de debate, questionamento e encontro entre diferentes visões de mundo, reafirmando seu papel fundamental na vida pública e cultural do Brasil.
Fonte: assembleia.pr.leg.br









